“Estamos preparados para ir lá buscar os três pontos”
Martín Anselmi perspetiva o Arouca-FC Porto da 24.ª jornada da Liga (sábado, 18h00)
A 24.ª jornada da Liga vai levar o FC Porto até ao Estádio Municipal de Arouca, onde defronta o Arouca (sábado, 18h00, Sport TV). Perante “uma equipa que vem fazendo bem as coisas” e que está num “bom momento”, Martín Anselmi garantiu que os Dragões querem terminar com a série de oito jogos de sem perder dos arouquenses e que o objetivo “é dar alegrias aos adeptos, mas para isso temos de ser firmes no que fazemos”. À entrada para esta ronda, o FC Porto é terceiro classificado, com 47 pontos, menos seis do que Sporting e Benfica, enquanto o Arouca segue na 12.ª posição, com 25.
O Arouca
“O Arouca é uma equipa que vem fazendo bem as coisas, há oito jogos que não perde. Bateu-se bem contra os grandes e joga em casa, mas estamos preparados para ir lá buscar os três pontos e acabar com essa série. A estatística fala do passado e fala de um bom momento do Arouca. É uma equipa difícil, joga bem e tem jogadores de qualidade. Gosto da proposta do treinador adversário, tem coisas interessantes. Estes adversários desafiam-nos a ultrapassar os nossos limites.”
Os porquês
“O meu trabalho como treinador consiste principalmente em tomar decisões, mas para tomar essas decisões tenho de ter fundamentos. Esses fundamentos têm que partir de entender os porquês. Os porquês vêm da análise de um, dois ou três jogos. Essa análise que fazemos enquanto equipa técnica tem a ver com o contexto, o rival, o que funcionou e não funcionou no jogo anterior. A partir dessa análise, vamos encontrando fundamentos que nos façam entender se há alguma coisa para mudar ou não. A nível de intensidade, agressividade e pressão, o FC Porto é uma equipa que recupera a bola rápido. Eu quero ver isso, uma equipa que pressiona e que tira a bola ao adversário o mais rápido possível. Tenho de mudar o sistema defensivo? Não, pressionamos bem e recuperamos bem a bola. Ninguém controla tudo num jogo de futebol e gosto de entender o porquê de cada situação. O meu trabalho não é analisar apenas os resultados e a minha obrigação como treinador é que o FC Porto melhore. Estou focado em como vamos ganhar.”
As reações dos adeptos
“Antes de ser treinador, fui adepto, sei o que é viajar para ver um jogo fora, sei o que é ganhar, chorar por uma equipa, festejar. Sei como a semana muda se a nossa equipa ganhar ou perder. Os adeptos, no geral, são o mais importante que tem o futebol, pois sem eles não existia futebol. Jogadores e treinadores há, mas sem gente que consuma futebol, não há futebol. Entendo os adeptos e respeito, depois há o contexto e o caminho. O nosso trabalho é dar alegrias aos adeptos, mas para isso temos de ser firmes no que fazemos.”
A consistência defensiva
“Não é a minha maior preocupação, é sim fazer golos. Fico feliz quando terminamos os jogos com a baliza a zero. Uma equipa, para ser campeã, tem de sofrer poucos golos. No fim, até pode ganhar todos os jogos por 1-0. É muito importante terminar com a baliza a zero e vamos trabalhar para que o FC Porto sofra menos golos. Não me preocupa, mas ocupa-me.”
O sistema tático
“Temos de aprender a resolver os jogos. Na Sérvia, contra o Maccabi, passámos por uma situação de 1-0 e acabámos a ganhar, mas não soubemos resolver bem o jogo. Com o Farense, se calhar menos, também terminámos a ganhar, mas não da forma que eu gosto. Não estou a dizer que não entendo que temos muitas coisas a melhorar, mas analiso o que temos de melhorar e há mais para além do sistema tático. Há que entender também como defender com bola e controlar o jogo através da bola.”
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