Covid-19

AdrianSmith

Tribuna
9 Junho 2019
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Sou o primeiro a dizer que o COViD veio trazer ao de cima o falhanço das instituições.

Agora ainda este mês eu p.e. recusei convites para ir a 3 jantares que iriam ter cerca de 40 pessoas.

Passas por uma esplanada e ves-las cheias.

Vejo os miúdos de amigos meus a continuarem a ir as escolinhas de futebol como se nada fosse.

Os universitários continuam a fazer jantaradascomo se nada fosse.

Etc etc...

Claro que é fácil vir com a questão da saúde mental.

A verdade é que vivemos uma época onde reclamar direitos é fácil o difícil é cumprirmos o nosso dever para com os outros.

As pessoas são incapazes de perceber que vivemos um tempo em que todos nos precisamos de fazer sacrifício se não por nós pela comunidade.

Perceber isso é a grande dificuldade.

Qual é o mal dos miúdos irem às escolinhas de formação?

O tempo não volta. E para os miúdos é muito pior deixarem de poder praticar algum desporto, estar ao ar livre, correr... do que apanhar este vírus. Mesmo em termos de saúde física.

Fala-se muito em egoísmo, mas se calhar o maior egoísmo que existe é para as crianças que estão a ser completamente castradas.


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RXavier10

Tribuna Presidencial
25 Maio 2013
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E já nem falo noutras questões, como por exemplo o desporto federado. Para mim, parece-me que praticar desporto federado neste momento é insustentável, principalmente para as pessoas que não vivem dele.

Tenho estado atento a vários casos e a disparidade nas medidas é muito grande e não consigo perceber isso.

Para começar, vejamos o exemplos da Selecção Nacional. Depois do Portugal x Espanha, o Anthony Lopes deu positivo, os restantes jogadores negativo. Não houve isolamento. O caso voltou a repetir-se depois do França x Portugal, tendo calhado a fava ao Ronaldo. E repare-se que eles estão em estágio, estão todos no mesmo hotel, partilham refeições, etc. Não é só um contexto de treino.

No meu caso, acabei recentemente um isolamento de 2 semanas porque um dos meus colegas de equipa deu positivo. Colocaram-nos em isolamento, mas não mandaram realizar nenhum teste. Ninguém teve sintomas, a maior parte do plantel fez teste à sua conta. Toda a gente negativo. Mas, independentemente do resultado do teste, as ordens eram para ficar as 2 semanas em casa. Neste caso o contacto foi apenas em contexto de treino. Não fazemos disso vida e nem sequer tem havido balneário, já vai tudo equipado de casa.

Sei de um caso semelhante noutra equipa, mas a eles mandaram logo fazer o teste. Só não sei se tiveram de ficar em isolamento na mesma.

Por fim, deixo apenas isto:


Agora, alguém que me explique como é que isto funciona e quem é que toma estas decisões, porque eu não entendo. Como é que jogadores amadores ou semi-profissionais podem continuar a praticar desporto sabendo que correm o risco de estar 2 semanas por mês em casa? Que entidade patronal fica satisfeita ao ter um colaborador que está em casa metade do tempo? Principalmente quando falamos de quem não tem a possibilidade de tele-trabalho. Ainda por cima, olhando para o topo da cadeia e vendo que se tomam medidas completamente diferentes.

Na minha opinião, ou se tratam todos da mesma forma, neste caso, como acontece com os profissionais, ou o melhor é cancelar/adiar os campeonatos distritais e algumas competições nacionais. Até porque dá impressão que o contágio em contexto de treino não é assim tão fácil quanto isso, uma vez que têm sido vários os casos onde apenas o atleta infectado testou positivo, os restantes colegas tiveram resultado negativo.

De toda a maneira, as coisas como estão não funcionam, principalmente com a disparidade de medidas que existe. Não entendo como é que se faze regressar a competição e nem sequer há um plano com cabeça, tronco e membros para o caso de haver infectados. Olhando para tudo, dá impressão que a pressa para o regresso do desporto tinha como finalidade a entrada do nas associações/federação. Até porque, dá impressão que continua tudo bem. Eu aqui a ponderar se continuo a jogar este ano e não vejo nenhuma associação ou quê a abordar esta questão.
 

domribeiro

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Qual é o mal dos miúdos irem às escolinhas de formação?

O tempo não volta. E para os miúdos é muito pior deixarem de poder praticar algum desporto, estar ao ar livre, correr... do que apanhar este vírus. Mesmo em termos de saúde física.

Fala-se muito em egoísmo, mas se calhar o maior egoísmo que existe é para as crianças que estão a ser completamente castradas.


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O mal é apenas um.

Basta um desses miúdos apanhar o vírus que todos apanham.

E depois todos infectam as respetivas famílias.

E depois os pais infectam colegas de trabalho.

E depois temos o tal problema de termos doentes a mais do que o sistema pode acomodar.

Mas tens razão mais importante que isso é os miúdos poderem jogar futebol.
 
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AdrianSmith

Tribuna
9 Junho 2019
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O mal é apenas um.

Basta um desses miúdos apanhar o vírus que todos apanham.

E depois todos infectam as respetivas famílias.

E depois os pais infectam colegas de trabalho.

E depois temos o tal problema de termos doentes a mais do que o sistema pode acomodar.

Mas tens razão mais importante que isso é os miúdos poderem jogar futebol.

Isso é uma visão super simplista.

O importante é os miúdos praticarem desporto. Se não vês a importância que isso tem em termos de saúde é contigo.

E em termos mentais tu não podes fechar os miúdos. Estamos a castrar crianças.

Já nem entro na parte dos sonhos que lhes estão a ser retirados.


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domribeiro

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Putos com 18-20 anos que pouco risco correm, não os condeno por quererem viver a vida...

E nas escolas é impossivel, eles andam todos abraçados na mesma, vai lá tentar controlar adolescentes.
Eu não condeno, alias digo muitas vezes que se tivesse 20 anos quase de certeza faria o mesmo.

De certeza que não ficaria todas as noites em casa a ver series/filmes da netflix como vou fazendo nos dias de hoje.

Agora também me custa compreender quem vem com a lengalenga que a esses e que custa.

Repara ainda hoje li que no Porto proibiram as pessoas de ir ao cemitério no dia 1 de Novembro. (E eu concordo)

Para muita gente nesse dia ir prestar homenagem às pessoas que já morreram é muito importante.

As pessoas de idade pouco podem conviver com os netos. As que estão em Lares não podem receber visitas (apenas 1 por semana).

Imaginem o que isso faz a pessoas já por si fragilizadas pela idade.

Depois infelizmente temos 3/4 meses. Que serão duros.

E infelizmente teremos que tomar opções duras mais tarde ou mais cedo.

Para mim mais valia mais cedo. Em Portugal nunca é tarde para decidir.
 

domribeiro

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Isso é uma visão super simplista.

O importante é os miúdos praticarem desporto. Se não vês a importância que isso tem em termos de saúde é contigo.

E em termos mentais tu não podes fechar os miúdos. Estamos a castrar crianças.

Já nem entro na parte dos sonhos que lhes estão a ser retirados.


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Repito o que já disse isso é o tal jogo entre direitos e deveres.

Olha li há 15 dias um medico italiano a dizer que hoje em dia de cada 3 pessoas que em Março iam para cuidados intensivos já conseguem evitar que uma vá.

Depois de cada 3 que em Março morriam já conseguem evitar que 1 morra.

Mas terminava dizendo dentro de 6 meses os números serão muito melhores.

Os próximos 4 meses vão ser duros, basta ouvires os especialistas.

Mais tarde ou mais cedo as escolinhas acabarão fechadas.

Concordo que nos miúdos o convívio e fundamental para o crescimento saudável deles. Mas vivemos tempos excepcionais. E os miúdos também tem uma capacidade de adaptação muito maior que os adultos
 
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hawkeyes

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O mal é apenas um.

Basta um desses miúdos apanhar o vírus que todos apanham.

E depois todos infectam as respetivas famílias.

E depois os pais infectam colegas de trabalho.

E depois temos o tal problema de termos doentes a mais do que o sistema pode acomodar.

Mas tens razão mais importante que isso é os miúdos poderem jogar futebol.
Pelos exemplos que têm sido dados isso não parece assim tão linear.

Esse "Basta um desses miúdos apanhar o vírus que todos apanham" não parece ser verdadeiro. De todo.

O que se contata na realidade é que o contágio em contexto de treino e mesmo de jogo parece ser muito limitado.
 
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domribeiro

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Pelos exemplos que têm sido dados isso não parece assim tão linear.

Esse "Basta um desses miúdos apanhar o vírus que todos apanham" não parece ser verdadeiro. De todo.

O que se contata na realidade é que o contágio em contexto de treino e mesmo de jogo parece ser muito limitado.
Claro nem temos lido noticias de clubes que tem 14/15 atletas infectados.

E os miúdos não lhes peças para nos treinos não andarem aos beijos e abraços.

Mas já escrevi noutros lados e repito falta muita informação e coerência

Por exemplo que sentido faz permitir os treinos das camadas jovens e não permitir os jogos?

Que sentido faz teres milhares de pessoas a ver tourada e não puderes ter no futebol?

Que sentido faz quando tinhas 200 casos dia não se poder ir ao futebol e agora que tens 2000 já começas a poder?

Etc. Etc. Estas incoerências acabam por ser o mais perigoso de tudo.
 
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hawkeyes

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Repito o que já disse isso é o tal jogo entre direitos e deveres.

Olha li há 15 dias um medico italiano a dizer que hoje em dia de cada 3 pessoas que em Março iam para cuidados intensivos já conseguem evitar que uma vá.

Depois de cada 3 que em Março morriam já conseguem evitar que 1 morra.

Mas terminava dizendo dentro de 6 meses os números serão muito melhores.

Os próximos 4 meses vão ser duros, basta ouvires os especialistas.

Mais tarde ou mais cedo as escolinhas acabarão fechadas.

Concordo que nos miúdos o convívio e fundamental para o crescimento saudável deles. Mas vivemos tempos excepcionais. E os miúdos também tem uma capacidade de adaptação muito maior que os adultos
A questão é que tu partes do pressuposto que "Basta um desses miúdos apanhar o vírus que todos apanham".

Se colocas um peso tão grande de um dos lados da balança é natural que ela penda sempre para esse lado. O problema é se o teu pressuposto está errado...

Por outro lado, não se trata só do convívio. A atividade física dá muito, muito mais do que isso aos miúdos.
 
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hawkeyes

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Claro nem temos lido noticias de clubes que tem 14/15 atletas infectados.

E os miúdos não lhes peças para nos treinos não andarem aos beijos e abraços.

Mas já escrevi noutros lados e repito falta muita informação e coerência

Por exemplo que sentido faz permitir os treinos das camadas jovens e não permitir os jogos?

Que sentido faz teres milhares de pessoas a ver tourada e não puderes ter no futebol?

Que sentido faz quando tinhas 200 casos dia não se poder ir ao futebol e agora que tens 2000 já começas a poder?

Etc. Etc. Estas incoerências acabam por ser o mais perigoso de tudo.
Quantos exemplos desses tens? Quantos no futebol de formação? Quantos exemplos contrários tens? No futebol como nas escolas. Um miúdo infectado e não pegou a nenhum dos que treinam ou estudam com ele?

Ainda se está a aprender muito sobre o vírus e a forma de contágio mas parece cada vez mais seguro afirmar-se que neste tipo de situações o risco é muito menor do que o se temia.
 

domribeiro

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Quantos exemplos desses tens? Quantos no futebol de formação? Quantos exemplos contrários tens? No futebol como nas escolas. Um miúdo infectado e não pegou a nenhum dos que treinam ou estudam com ele?

Ainda se está a aprender muito sobre o vírus e a forma de contágio mas parece cada vez mais seguro afirmar-se que neste tipo de situações o risco é muito menor do que o se temia.
Não faço mínima ideia quantos exemplos existem, não faço eu e não fazes tu.

O que sabes é que teres grupos reunidos facilita a propagação do vírus.

E também sabes que a grande maioria dos miúdos são assintomaticos.

E repara eu nao estou a dizer para acabar com as escolinhas para sempre.

Estamos em final de Outubro, fazer uma pausa até Dezembro não me venham venham dizer que ia fazer com que destruissemos uma geração de miúdos.
 
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dortmund

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As autoridades de saúde autorizaram um casamento este fim de semana em Arruda dos Vinhos com 200 convidados.
Está tudo doido.
Esta pandemia está a ser gerida por incompetentes ( para ser simpático)
 

mifisarte

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As autoridades de saúde autorizaram um casamento este fim de semana em Arruda dos Vinhos com 200 convidados.
Está tudo doido.
Esta pandemia está a ser gerida por incompetentes ( para ser simpático)
Se estão milhares de pessoas a circular em Portimão, a encher bares, restaurantes, zonas de acesso, filas para casas de banho etc, não vejo qual o problema de se autorizar o casamento.
 

AdrianSmith

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Não faço mínima ideia quantos exemplos existem, não faço eu e não fazes tu.

O que sabes é que teres grupos reunidos facilita a propagação do vírus.

E também sabes que a grande maioria dos miúdos são assintomaticos.

E repara eu nao estou a dizer para acabar com as escolinhas para sempre.

Estamos em final de Outubro, fazer uma pausa até Dezembro não me venham venham dizer que ia fazer com que destruissemos uma geração de miúdos.
Claro que fazes ideia. Os casos são públicos.

Ainda recentemente tiveste o caso da seleção. E também tiveste o Gil ou o Sporting em que propagou mais.
Mas regra geral tem ficado sempre contido.

Quanto às escolinhas. Agora é até Dezembro. Depois será até Abril... e entretanto já passou um ano.


Continuo a dizer, estamos a castrar miúdos.


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  • Reinaldo Teles
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O meu neto, isto contado pela mãe que é minha filha, que tem 10 anos joga basquetebol. Ele tem medo do vírus e anda quase sempre de máscara e nos treinos evita o contacto com os colegas. Quem vai buscá-lo à escola são os avós paternos com quem fica na casa deles até os pais os irem buscar. Lá recusa-se a dar um beijo ou um abraço à bisavó porque tem medo de a infetar. A irmã de 4 anos também anda com medo e foge de estranhos talvez influenciada pelo irmão. Eu vou a casa da minha filha de mês a mês em média e o Eduardo, o nome dele, já me apareceu dentro de casa a mostrar-se de máscara e a perguntar-me se eu uso.
A maioria desta geração infantil não vai esquecer esta pandemia nunca mais. Os adolescentes e jovens entre os 17 e 30 anos creio que há irresponsáveis mas também há muitos responsáveis e com atenção a isto. E finalmente há gente com mais idade que eu que são uns irresponsáveis e alguns que conheço têm patalogias graves e são esses que morrem, na extrema maioria, não do covid em si mesmo (o covid por si só não mata) mas porque o covid digamos que ativa certas patologias que as pessoas têm e estão em grande risco.
 
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Ripas

Fodei-vos
6 Março 2019
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Tenho vista para o Dragão.

slowboy

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18 Julho 2006
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  • José Maria Pedroto
Isto daqui a nada fecha tudo... e em Portugal foi verão até meio de outubro...