Jovens e estudantes ativistas climáticos bateram o pé esta sexta-feira de manhã pelas ruas de Lisboa e foram até ao Ministério da Economia exigir o fim do consumo dos combustíveis fósseis em Portugal e a demissão do ministro da Economia e do Mar, António Costa Silva. A crítica aos lucros...
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Este tipo de manifestações deixam-me atónito e ver grupos de cientistas envolvidos nisto levam a crer que o processo de emburrecimento colectivo patrocinado pelas redes sociais está no "bom caminho". É o tipo de manifestação que deixa os tipos que fazem muito dinheiro à custa do ambiente a rirem-se que nem perdidos. Está tanta coisa errada.
"Jovens e estudantes ativistas climáticos bateram o pé esta sexta-feira de manhã pelas ruas de Lisboa e foram até ao Ministério da Economia exigir o fim do consumo dos combustíveis fósseis em Portugal e a demissão do ministro da Economia e do Mar, António Costa Silva."
Jovens a exigir o fim do consumo de combustíveis fósseis sem perceber que se isso fosse levado a cabo, radicalmente, iria colocar em risco e tornar vulnerável as classes sociais mais baixas.
Pior de tudo é ver parte da comunidade científica a patrocinar este tipo de manifestações e a ser contra a energia nuclear, o que é uma completa alarvidade com o que sabemos hoje em pleno 2022. Como vamos gerar electricidade? Através de painéis solares, do vento e das marés? Convinha acordar para a realidade, porque não é isso que vai salvar o planeta. As renováveis são não passam de um mito pela sua completa ineficácia, uma vez que estão dependentes de condições ambientais que não ocorrem o ano todo e altamente variáveis em todo o planeta. Além do impacto que têm nos ecossistemas e, falando na minha área, há muito que estamos a testemunhar isso. Os moinhos de vento matam milhões de pássaros e morcegos. Os painéis solares ocupam enormes extensões de terreno afectando inúmeras espécies. A ineficiência das renováveis levaria obrigatoriamente a preencher as necessidades com o uso de combustíveis fósseis, a não ser que quiséssemos que milhões de pessoas, as mais vulneráveis, morressem.
Mais uma temática que está altamente polarizada e com ideias estapafúrdias de um lado e de outro. Naturalmente que as ideias e discursos que provêm dos dois lados da barricada interessam a quem lucra continuamente com a deterioração do ambiente.
Enfim.