Vítor Bruno levará o clube por diante até que se conclua a temporada. Unicamente algo de extraordinário, creio, poderá arredá-lo do comando técnico. Uma derrocada nesta segunda parte do campeonato, uma fiada de desaires sucessivos... e, mesmo nesse cenário, questionar-se-ia a propriedade de trazer alguém para preencher um resto de época morta. Somamos fracassos de considerável dimensão, ex.: a eliminação na Taça, as más exibições europeias, as derrotas para os outros candidatos ao título, sobretudo a goleada sofrida... mas o principal objectivo do ano permanece em aberto e a posição que se ocupa em nada belisca as nossas aspirações. Carregaremos esta dúvida até ao fim, se o que temos é suficiente, se tropeçaremos pelo caminho, se se soçobrará sobre a linha de meta... mas os dados foram lançados e resta-nos jogar o jogo.
Esperava um desempenho melhor nas taças e na Europa; não me surpreenderia algo mais negativo no campeonato. Saiu ao contrário. Temos treze vitórias em dezasseis partidas, perdeu-se nas duas deslocações mais difíceis, mais um empate... está longe de ser um mau registo, e estranho seria que os rivais não perdessem quaisquer pontos. O futebol praticado tem sido irregular, esmorece em momentos mais exigentes e isso gera preocupação para os embates potencialmente decisivos no Dragão diante de Sporting e Benfica. Treinador e jogadores têm a palavra final.