Economia Nacional

Cheue

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a moda nas redes agora é fazer uma imagem de merda de AI, criar um cenário para o ragebait, e ter posts virais com isso.
e as pessoas acreditam que aquilo é verdadeiro.

é só ver os likes.

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5 Janeiro 2026
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É uma questão ideológica: este governo acha que quem recebe apoios sociais deve trabalhar em troca desses apoios.

Quer dizer, nem é bem uma questão ideológica, é governar conforme as redes sociais. É o NewsWhip a funcionar. As redes sociais estão cheias de gente que em vez de estarem a trabalhar (como eu, neste momento) estão a dizer que quem não trabalha mas recebe subsídio deve fazer trabalho comunitário. Eu adorava saber o que essas pessoas vão fazer. Limpar ervas daninhas do passeio? Cortar mato? Pintar as paredes do cemitério?

É um rendimento mínimo para que pessoas que estão quase em situação de indigência possam pagar o básico para subsistirem. É o básico da solidariedade comunitária. E se houver abusos, então deve haver controlo e fiscalização para impedir que aconteçam esse abusos. O que é que o governo faz? Add insult to injury. Já não basta seres pobre, ainda te sujeitas à humilhação pública de pedinchar umas horas de trabalho não remunerado.
É uma medida populista para captar eleitores do Chega mas este tipo de estratégias não tem funcionado em outros países.

E sim, o problema de fundo é ideológico.

Estas medidas partem frequentemente da suspeita de que os desempregados precisam de ser forçados a trabalhar para merecer apoio social. Trata-se de uma visão profundamente injusta. A esmagadora maioria das pessoas não escolhe viver na pobreza nem depender de prestações sociais. O que procura é estabilidade, segurança e uma oportunidade real para construir um futuro.

Em vez de investir em formação profissional, criação de emprego público, reindustrialização, combate à precariedade e valorização salarial, opta-se por mecanismos punitivos que transformam direitos sociais em favores condicionados.

Uma sociedade verdadeiramente solidária não combate a pobreza obrigando os pobres a aceitar qualquer ocupação para sobreviver. Combate a pobreza criando emprego digno, promovendo a inclusão e garantindo que cada pessoa possa desenvolver as suas capacidades em condições de liberdade e respeito.

O desemprego não se resolve através da punição dos desempregados. Resolve-se através de políticas económicas que criem oportunidades reais. Tudo o resto corre o risco de ser apenas uma forma mais sofisticada de esconder o problema sem o resolver.

E o PSD se pensa que com este género de medidas vai crescer e tirar votos ao Chega, está bem enganado.
 

Cheue

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É uma medida populista para captar eleitores do Chega mas este tipo de estratégias não tem funcionado em outros países.

E sim, o problema de fundo é ideológico.

Estas medidas partem frequentemente da suspeita de que os desempregados precisam de ser forçados a trabalhar para merecer apoio social. Trata-se de uma visão profundamente injusta. A esmagadora maioria das pessoas não escolhe viver na pobreza nem depender de prestações sociais. O que procura é estabilidade, segurança e uma oportunidade real para construir um futuro.

Em vez de investir em formação profissional, criação de emprego público, reindustrialização, combate à precariedade e valorização salarial, opta-se por mecanismos punitivos que transformam direitos sociais em favores condicionados.

Uma sociedade verdadeiramente solidária não combate a pobreza obrigando os pobres a aceitar qualquer ocupação para sobreviver. Combate a pobreza criando emprego digno, promovendo a inclusão e garantindo que cada pessoa possa desenvolver as suas capacidades em condições de liberdade e respeito.

O desemprego não se resolve através da punição dos desempregados. Resolve-se através de políticas económicas que criem oportunidades reais. Tudo o resto corre o risco de ser apenas uma forma mais sofisticada de esconder o problema sem o resolver.

E o PSD se pensa que com este género de medidas vai crescer e tirar votos ao Chega, está bem enganado.
é uma tristeza mas parece ser uma medida muito popular...

faz lembrar, em menor escala, o outro burgesso que mandou deitar abaixo umas barracas mesmo antes das eleições +ara ganhar votos e o pessoal ainda o apoiou e elogiou.
tudo o que seja bater nos fracos é uma medida popular para certas pessoas. é o que é...
 

liebe_fcp

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A sério que gostava de perceber onde encaixa o ato de trabalhar com o conceito de humilhação. Quem diz uma coisa destas, só pode atravessar a estrada ao ver que se vai cruzar com um varredor de rua municipal. Ou afastar-se do camião do lixo, mas não pelo cheiro do conteúdo, mas sim para não sentir o cheiro da humilhação de quem está a trabalhar.

Proteja-se quem não pode trabalhar, seja por deficiências físicas, acompanhamento de um familiar direto com necessidades especiais, ou por qualquer outra razão válida. Mas os que podem, qual o problema? O cheiro a suor é diferente?
 
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luchogonzalez27

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É uma medida populista para captar eleitores do Chega mas este tipo de estratégias não tem funcionado em outros países.

E sim, o problema de fundo é ideológico.

Estas medidas partem frequentemente da suspeita de que os desempregados precisam de ser forçados a trabalhar para merecer apoio social. Trata-se de uma visão profundamente injusta. A esmagadora maioria das pessoas não escolhe viver na pobreza nem depender de prestações sociais. O que procura é estabilidade, segurança e uma oportunidade real para construir um futuro.

Em vez de investir em formação profissional, criação de emprego público, reindustrialização, combate à precariedade e valorização salarial, opta-se por mecanismos punitivos que transformam direitos sociais em favores condicionados.

Uma sociedade verdadeiramente solidária não combate a pobreza obrigando os pobres a aceitar qualquer ocupação para sobreviver. Combate a pobreza criando emprego digno, promovendo a inclusão e garantindo que cada pessoa possa desenvolver as suas capacidades em condições de liberdade e respeito.

O desemprego não se resolve através da punição dos desempregados. Resolve-se através de políticas económicas que criem oportunidades reais. Tudo o resto corre o risco de ser apenas uma forma mais sofisticada de esconder o problema sem o resolver.

E o PSD se pensa que com este género de medidas vai crescer e tirar votos ao Chega, está bem enganado.
Anedótico.

Fizeste uma conta no portal do clube, so para falar de política.
 
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Lucho75

Tribuna Presidencial
31 Outubro 2015
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  • Lucho González
  • Campeão Nacional 19/20
A sério que gostava de perceber onde encaixa o ato de trabalhar com o conceito de humilhação. Quem diz uma coisa destas, só pode atravessar a estrada ao ver que se vai cruzar com um varredor de rua municipal. Ou afastar-se do camião do lixo, mas não pelo cheiro do conteúdo, mas sim para não sentir o cheiro da humilhação de quem está a trabalhar.

Proteja-se quem não pode trabalhar, seja por deficiências físicas, acompanhamento de um familiar direto com necessidades especiais, ou por qualquer outra razão válida. Mas os que podem, qual o problema? O cheiro a suor é diferente?

Muitos ainda não perceberam ou não lhes dá jeito perceber que esta medida, como é obvio, não abrange pessoas com deficiencia, idosos,crianças e outras com problemas de saúde.

Quem recebe RSI e não se encaixa em nenhuma destas situações só lhe resta contribuir para a sociedade ou então procurar trabalho.


Não percebo o drama.
 
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Cheue

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A sério que gostava de perceber onde encaixa o ato de trabalhar com o conceito de humilhação. Quem diz uma coisa destas, só pode atravessar a estrada ao ver que se vai cruzar com um varredor de rua municipal. Ou afastar-se do camião do lixo, mas não pelo cheiro do conteúdo, mas sim para não sentir o cheiro da humilhação de quem está a trabalhar.
o desvalorizar o trabalho dos outros é algo muito comum, sim, tratar as pessoas como inferiores porque trabalham em X

em Portugal, o emprego que normalmente serve como "piada" ou é considerado de baixo nível é trabalhar nas obras.
é sempre engraçado ver pessoal com empregos que não requerem nem metade do trabalho do gajo das obras a desvalorizarem esse trabalho.

outro muito clássico em muitos países é trabalhar no McDonalds.

por exemplo...
"hahaha aquele gajo não joga nada, que vá é trabalhar para as obras ou para o McDonalds, hahaha, estão a ver implicação aqui? eu considero esses trabalhos INFERIORES e essa gente INFERIOR a mim!! hahahaha, hilariante."


quanto a esta medida: o problema é a obrigação e é a implicação.
primeiro diz-se à pessoa que está OBRIGADA a fazer o que mandamos ou cortamos 'isso' que já é uma ninharia.
come e cala e não estrebucha ou então estás lixado. claro que isto é em parte para humilhar, mesmo que não seja esse o objectivo, ~e o que acontece.

segundo a implicação que essas pessoas não fazem nada, que são uns malandros, uns drogados, isto e aquilo e por isso é bom que sejam tratados como criminosos e obrigados a fazer o que nós queremos.

medidas estas criadas muitas vezes por pessoas de famílias de bem com uma falta de noção e arrogância gigantescas, tipo a actual ministra do trabalho.

tudo isto enquanto os que são um bocado menos pobres lambem botas e festejam porque estrão a bater nos mais pobres, nos inferiores a mim, nessa gentalha.

vem tudo de uma mentalidade de quem tem a mania que é mais que os outros, de uma mentalidade com 0 empatia, muita mesquinhez e muito populismo da tasca mais javarda do bairro.
 
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liebe_fcp

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o desvalorizar o trabalho dos outros é algo muito comum, sim, tratar as pessoas como inferiores porque trabalham em X

em Portugal, o emprego que normalmente serve como "piada" ou é considerado de baixo nível é trabalhar nas obras.
é sempre engraçado ver pessoal com empregos que não requerem nem metade do trabalho do gajo das obras a desvalorizarem esse trabalho.

outro muito clássico em muitos países é trabalhar no McDonalds.

por exemplo...
"hahaha aquele gajo não joga nada, que vá é trabalhar para as obras ou para o McDonalds, hahaha, estão a ver implicação aqui? eu considero esses trabalhos INFERIORES e essa gente INFERIOR a mim!! hahahaha, hilariante."


quanto a esta medida: o problema é a obrigação e é a implicação.
primeiro diz-se à pessoa que está OBRIGADA a fazer o que mandamos ou cortamos 'isso' que já é uma ninharia.
come e cala e não estrebucha ou então estás lixado. claro que isto é em parte para humilhar, mesmo que não seja esse o objectivo, ~e o que acontece.

segundo a implicação que essas pessoas não fazem nada, que são uns malandros, uns drogados, isto e aquilo e por isso é bom que sejam tratados como criminosos e obrigados a fazer o que nós queremos.

medidas estas criadas muitas vezes por pessoas de famílias de bem com uma falta de noção e arrogância gigantescas, tipo a actual ministra do trabalho.

tudo isto enquanto os que são um bocado menos pobres lambem botas e festejam porque estrão a bater nos mais pobres, nos inferiores a mim, nessa gentalha.

vem tudo de uma mentalidade de quem tem a mania que é mais que os outros, de uma mentalidade com 0 empatia, muita mesquinhez e muito populismo da tasca mais javarda do bairro.
Concordemos em discordar.
Um subsídio só pode ser encarado de duas formas:

1. ajudar quem não tem condições para o trabalho (temporária ou permanente);
Nestes casos, a sociedade tem de permitir a atribuição de fundos que lhes permita ter uma vida digna. Nunca vi ninguém a contestar.


2. ajudar quem teve uma má fase, uma má experiência profissional, ...
Com estas pessoas, pode e deve-se dar a mão para não deixar cair. Mas dar a mão não é ficar ad aeternum em casa a viver de esmolas, isso sim deveria ser humilhante. Ser capaz, mas ser tratado como um incapaz e levar com umas migalhas para se calar.
Aqui não se trata de ser 0,0001% do PIB ou 10% do PIB, não está em causa o valor mas sim o sentdo de justiça que se perde pelo caminho.

São N os exemplos que toda a gente conhece e ninguém pode negar:
"só quero carimbar, não quero o trabalho", "o que gasto em transporte e alimentação, ganho mais em casa", "esta não é a minha área, não quero", "não andei a estudar para isto"; ...
Este tipo de atitude dá-me azia, se isso faz de mim um javardo de bairro com 0 empatia, assim seja.
Se puserem estas pessoas a fazerem alguma coisa para justificar o que recebem, perfeito. Não é uma punição, muito menos uma humilhação, é uma palmada nas costas com um conselho amigo à mistura: "mexe-te!".
 
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5 Janeiro 2026
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Mas continuas a ter a liberdade de refutar o que ele escreve com os teus próprios argumentos...
Não sabem mais. Estou a adorar.

Sobre o PSU, acho melhor começarmos a falar disto como uma mini escravatura - pelo menos para uma percentagem das pessoas.

Receber uma ninharia por várias horas de "trabalho comunitário" - como eles chamam, não é digno de um país decente.

Isto é fantástico pois estamos a criar o primeiro emprego que oficialmente não é um emprego.

Trabalhas, tens horário, tarefas e ordens, mas tecnicamente não estás a trabalhar. Estás a ser “integrado socialmente”.

Passámos décadas a ouvir que era preciso criar emprego qualificado e agora a grande inovação social é transformar beneficiários em funcionários da Junta de Freguesia sem a parte chata do salário.
 

sirmister

Tribuna Presidencial
21 Março 2008
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o desvalorizar o trabalho dos outros é algo muito comum, sim, tratar as pessoas como inferiores porque trabalham em X

em Portugal, o emprego que normalmente serve como "piada" ou é considerado de baixo nível é trabalhar nas obras.
é sempre engraçado ver pessoal com empregos que não requerem nem metade do trabalho do gajo das obras a desvalorizarem esse trabalho.

outro muito clássico em muitos países é trabalhar no McDonalds.

por exemplo...
"hahaha aquele gajo não joga nada, que vá é trabalhar para as obras ou para o McDonalds, hahaha, estão a ver implicação aqui? eu considero esses trabalhos INFERIORES e essa gente INFERIOR a mim!! hahahaha, hilariante."


quanto a esta medida: o problema é a obrigação e é a implicação.
primeiro diz-se à pessoa que está OBRIGADA a fazer o que mandamos ou cortamos 'isso' que já é uma ninharia.
come e cala e não estrebucha ou então estás lixado. claro que isto é em parte para humilhar, mesmo que não seja esse o objectivo, ~e o que acontece.

segundo a implicação que essas pessoas não fazem nada, que são uns malandros, uns drogados, isto e aquilo e por isso é bom que sejam tratados como criminosos e obrigados a fazer o que nós queremos.

medidas estas criadas muitas vezes por pessoas de famílias de bem com uma falta de noção e arrogância gigantescas, tipo a actual ministra do trabalho.

tudo isto enquanto os que são um bocado menos pobres lambem botas e festejam porque estrão a bater nos mais pobres, nos inferiores a mim, nessa gentalha.

vem tudo de uma mentalidade de quem tem a mania que é mais que os outros, de uma mentalidade com 0 empatia, muita mesquinhez e muito populismo da tasca mais javarda do bairro.
Basicamente é tentar implementar o que se faz na Dinamarca..
 

Manageiro de futból

Tribuna Presidencial
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Concordemos em discordar.
Um subsídio só pode ser encarado de duas formas:

1. ajudar quem não tem condições para o trabalho (temporária ou permanente);
Nestes casos, a sociedade tem de permitir a atribuição de fundos que lhes permita ter uma vida digna. Nunca vi ninguém a contestar.


2. ajudar quem teve uma má fase, uma má experiência profissional, ...
Com estas pessoas, pode e deve-se dar a mão para não deixar cair. Mas dar a mão não é ficar ad aeternum em casa a viver de esmolas, isso sim deveria ser humilhante. Ser capaz, mas ser tratado como um incapaz e levar com umas migalhas para se calar.
Aqui não se trata de ser 0,0001% do PIB ou 10% do PIB, não está em causa o valor mas sim o sentdo de justiça que se perde pelo caminho.

São N os exemplos que toda a gente conhece e ninguém pode negar:
"só quero carimbar, não quero o trabalho", "o que gasto em transporte e alimentação, ganho mais em casa", "esta não é a minha área, não quero", "não andei a estudar para isto"; ...
Este tipo de atitude dá-me azia, se isso faz de mim um javardo de bairro com 0 empatia, assim seja.
Se puserem estas pessoas a fazerem alguma coisa para justificar o que recebem, perfeito. Não é uma punição, muito menos uma humilhação, é uma palmada nas costas com um conselho amigo à mistura: "mexe-te!".
Portanto achas bem que uma pessoa que na tua opinião não quer trabalhar e arranja esquemas e desculpas para ficar na sorna, possa trabalhar com idosos, crianças, bebés e pessoas vulneráveis, sem qualquer tipo de formação e sem salário, sem seguro de acidentes de trabalho e sem contrato, baseado num sistema de seleção que ninguém sabe qual é e que pode servir para trabalhar em sítios tipo lares ou creches ou escolas?

para além disso, se as câmaras e as juntas e as ipss podem ter trabalho grátis porquê é que vão contratar pessoas com salários e direitos? Não precisam. O pessoal do rendimento mínimo pode fazer pequenos biscates, não é preciso contratar ninguém. Basta arranjar dois ou três que já cobrem o horário semanal de alguém a tempo inteiro.
Quem supervisiona este trabalho? Quem é responsável por lhes dar uma função? Quem paga as deslocações? Quem paga caso aconteça algum acidente? O que é uma recusa injustificada? Quem é que avalia isso? Como é que é feita a seleção de quem trabalha com pessoas vulneráveis? Que é que acontece se houver relações abusivas entre quem supervisiona e quem obedece? Quem é que define os horários e os dias de trabalho? E se a pessoa tiver cadastro que tipo de funções pode fazer?

relembro que o escândalo de abusos sexuais em creches na zona de Paris começou por falta de pessoal e por contratarem pessoas sem qualquer tipo de formação, entrevista ou seleção, para funções em que lidavam directamente com crianças. Estarei a ser alarmista mas acho que toda a gente sabe o que significa trabalho voluntário, numa câmara ou numa ipss: é fazer o que mais ninguém quer fazer porque é mal pago e não dá currículo.
 
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liebe_fcp

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Portanto achas bem que uma pessoa que na tua opinião não quer trabalhar e arranja esquemas e desculpas para ficar na sorna, possa trabalhar com idosos, crianças, bebés e pessoas vulneráveis, sem qualquer tipo de formação e sem salário, sem seguro de acidentes de trabalho e sem contrato, baseado num sistema de seleção que ninguém sabe qual é e que pode servir para trabalhar em sítios tipo lares ou creches ou escolas?

para além disso, se as câmaras e as juntas e as ipss podem ter trabalho grátis porquê é que vão contratar pessoas com salários e direitos? Não precisam. O pessoal do rendimento mínimo pode fazer pequenos biscates, não é preciso contratar ninguém. Basta arranjar dois ou três que já cobrem o horário semanal de alguém a tempo inteiro.
Quem supervisiona este trabalho? Quem é responsável por lhes dar uma função? Quem paga as deslocações? Quem paga caso aconteça algum acidente? O que é uma recusa injustificada? Quem é que avalia isso? Como é que é feita a seleção de quem trabalha com pessoas vulneráveis? Que é que acontece se houver relações abusivas entre quem supervisiona e quem obedece? Quem é que define os horários e os dias de trabalho? E se a pessoa tiver cadastro que tipo de funções pode fazer?

relembro que o escândalo de abusos sexuais em creches na zona de Paris começou por falta de pessoal e por contratarem pessoas sem qualquer tipo de formação, entrevista ou seleção, para funções em que lidavam directamente com crianças. Estarei a ser alarmista mas acho que toda a gente sabe o que significa trabalho voluntário, numa câmara ou numa ipss: é fazer o que mais ninguém quer fazer porque é mal pago e não dá currículo.
Como em qualquer outra questão relacionada com trabalho, obviamente tem de ser pensado, planeado e devidamente regulado.
O curioso é que me lembro, por exemplo, de uma amiga que foi trabalhar um ano para um infantário através do centro de emprego. A formação dela para o efeito era a mesma que a minha: zero. Também conta para as tuas preocupações?

Mas só existe trabalho que lide com bebés, crianças, idosos, ...?
Não há vias públicas para limpar? Florestas? Praias? Se são dinheiros públicos que recebem, porque não retribuir melhorando a vida de quem desconta para tudo isso?
 

liebe_fcp

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Todos os anos compro uma carga de lenha para alimentar a lareira no inverno. Por norma vem uma carrinha de caixa aberta com dois homens, em 10 min deixam ficar a mercadoria e vão à vida.
Em 2025 recorri à junta de freguesia local, que distribui cargas de lenha das árvores que cortam durante o ano. Já me arrependi porque a lenha não vale um caracol, mesmo custando metade do habitual, mas essa parte nem interessa para o ponto.
Vieram 4 homens na carrinha. Ao fim de 20min eu não aguentei mais e pedi que atirassem a lenha toda para o chão, que eu depois me entretia a arrumar direitinha. São homens com capacidade física idêntica aos homens do setor privado, mas ficaria mais barato pagar 3000€ ao privado do que 1000€ ao público.

São os meus impostos que pagam isto.
Estou a ser injusto? Sou de extrema direita por conseguir observar isto? Por achar que não podem haver só direitos e que têm de ser acompanhados por deveres?


Conheço empreiteiros, gente decente e honesta, que desesperam porque não arranjam quem queira trabalhar. E garanto que pagam bem, não é descabido um "moço" entrar a ganhar 1200€ sem saber fazer nada, desde que mostre que queira trabalhar e aprender. Essas pessoas não podem sujar as mãos? É desumano e humilhante?
 
M

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Tribuna Presidencial
18 Junho 2007
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O RSI são duzentos e tal euros. Não é um valor digno sequer, na minha opinião. A solução está na fiscalização e não no "castigo" de pessoas em situação de enorme vulnerabilidade.

Limpar a praia e a mata? Por duzentos e tal euros? Quanto custaria ao estado a sub-contratação de uma empresa para o efeito? Se querem triar os "malandros", arranjem empregos e salários dignos às pessoas.

Quem ouvir alguns a falar, parece que as migalhas do RSI dão para viver, andar de Ferrari e ir de férias para Miami. Este país está cada vez mais desumano e alegremente ignorante.

Se Portugal fosse um animal seria o cão naqueles momentos em que anda atrás da própria cauda.
 
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