Título conquistado pelo FC Porto tira-lhe um peso dos ombros depois de ter sido 'bombardeado' com o que lhe tinha acontecido na última época com o Ajax? Que sonhos ainda tem por alcançar na carreira?
Farioli:
"Nos últimos dias recebi inúmeras mensagens e chamadas às quais ainda terei de responder. Provavelmente irei fazê-lo no final da temporada, onde terei certamente mais tempo livre para responder a toda a gente. Mas, em algumas chamadas com pessoas que me são mais próximas, todos me perguntaram qual era a diferença entre a última época e esta. Na realidade, acho que o trabalho que desenvolvemos enquanto equipa técnica foi semelhante, praticamente o mesmo, claro que houve alguns ajustes e melhorias. Mas durante uma época há tantos pequenos detalhes que fazem a diferença e que podem ajudar-te a chegar aos objetivos. Há sempre uma linha muito ténue. Do meu ponto de vista, gosto sempre de seguir de perto a narrativa que se constrói à volta. Na última época, depois de tudo o que aconteceu, claro que em termos emocionais foi um momento difícil, mas eu sei exatamente o porquê [de tal ter acontecido] e o que poderíamos ter feito melhor - eu em primeiro lugar, o clube depois -, mas sei o que foi feito e essa é a principal lição que tenho a retirar de tudo isso. Para teres condições para o sucesso, isto tem de vir desde o topo [direção], com todos a puxar para o mesmo lado. Na última época, tivemos dois momentos que foram catastróficos. Se me perguntarem, eu acho que o grande milagre foi conseguir levar uma equipa naquele estado a competir até ao último momento. Esta temporada fizemos um bom trabalho, mas não fomos os únicos. Estou muito grato ao clube, ao presidente e a todos os que estão comigo todos os dias no Olival. Temos um staff técnico fantástico e que trabalha muito. E também por ter um grupo de jogadores deste nível e desta entrega. Quando tudo isso se junta, aí sim, tens todos os ingredientes para poderes alcançar o sucesso."