Não conheço o percurso formativo deste rapaz.
Mas acredito numa história como a seguinte: Era uma vez um rapazito filho de pais turcos na Suécia. Jogou sempre a médio até porque era o mais pequenino. Até que um dia, depois da pausa de Inverno naquelas latitudes, e já com 16/17 anos, o Gülinho, como era conhecido até então, passou a ser o Gülão. Botou altura e corpo e passou para PdL, pois aquele corpanzil dava mais jeito lá na frente. Faz uns golos e fim de história.
Sempre que vejo o Gül a jogar, vejo um médio, a pensar como um médio, a jogar a PdL, num corpo de PdL.
Chega ao FC Porto, por ventura, cedo demais. Tem poucos minutos. Não vai à B. E não há quem faça trabalho específico com ele. Aqui, nesta zona, recebes, esperas, vês quem vem, passas ou chutas. Ali, naquela zona, de preferência rematas logo, não podendo rematar, recebes, rodas e chutas e, só em último caso, recebes, aguardas e dás a quem chega.
Infelizmente, vejo o Farioli mais interessado em recauchutar ex-jogadores seus, que já desabrocharam e perderam pétalas e algumas das que sobram já estão amarelecidas, do que ajudar este botão a desabrochar e mostrar o esplendor de todas as suas pétalas.
A atenção, acho a gratidão uma das melhores qualidades humanas. Mas caramba, não pode ser a toda a hora.