Actualidade Internacional

Manageiro de futból

Tribuna Presidencial
25 Julho 2007
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Esmoriz

Oh yeah.. tudo bem no reino da Venezuela..
É uma cabala do mundo inteiro contra o Trump. Não fosse isso e ganhava as eleições com 100%, como o amigo Putin.
 

cccmonteiro

"No futebol, o pior cego é o que só vê a bola."
3 Junho 2014
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Moimenta do Douro
 

MiguelDeco

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2 Setembro 2013
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  • Hulk
  • Alfredo Quintana

Teófilo Cubillas

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25 Maio 2013
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Havemos de ter o mesmo no nosso país quando esta grunhada conseguir chegar ao poder..
Triste. É um fantoche do Putin e da extrema-direita. Se não gosta da UE, é só sair. Podem sempre aprender com a experiência do RU. "(...) apenas 30% dos 2.225 inquiridos responderam que o país fez bem ao votar no 'Brexit' (...)"


Aos húngaros, se um dia lhes falta a UE, por uma eventual saída, estes populistas não voltam a ganhar eleições. Ainda não vimos o Ventruja a defender a saída da UE, mas tem uma posição alinhada com a sua equipa.

 

Dagerman

Tribuna
1 Abril 2015
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what’s really the background of this peculiar figure, Elon Musk?

He’s from Pretoria, South Africa, born in the early 70s into the wealthy Musk family. His grandfather, Joshua Haldeman, was a leading figure in the Canada-based Technocracy Movement during the 1930s (...)
Musk moved to the US in the early 1990s and enrolled at Stanford around 1995, where he encountered Peter Thiel and became inducted into the “PayPal Mafia”, which more or less is the corporate foundation of today’s US tech sector.
(...) Musk funded SpaceX in 2002, with money from the sale of PayPal to eBay, with the stated goal of colonizing Mars. This process officially began with Musk joining up with Robert Zubrin and his Mars Society. Zubrin is an investor and engineer with deep ties to the US military-industrial-techological complex, presumably through which Musk soon was came in touch with Michael Griffin of the CIA:s venture capital arm which bankrolled and later supported SpaceX through handing the company significant government contracts when Griffin later became NASA admin.

In 2008, Musk was anointed as one of the “young global leaders” by the WEF, where many of the above-mentioned PayPal clique are also entrenched. The same year, Musk was appointed CEO of Tesla, having bought his way in with the money raised from selling PayPal to eBay back in 2002.
SpaceX launched the Starlink project in 2019, which has been instrumental in supporting Ukraine in the Ukraine war, and whose military branch, Starshield, is currently developing a state-of-the-art satellite surveillance network.

The Wall Street Journal reported in February the existence of a $1.8 billion classified Starshield contract with an unknown intelligence agency without detailing the purposes of the program.
Reuters reporting discloses for the first time that the SpaceX contract is for a powerful new spy system with hundreds of satellites bearing Earth-imaging capabilities that can operate as a swarm in low orbits, and that the spy agency that Musk's company is working with is the NRO.
Reuters.
But the media gives you two options when it comes to figuring out who Musk is. He’s either this loose cannon, zany, radical capitalist, free speech advocate who bought Twitter just for the hell of it and who sided with Trump to drain the swamp and stick it to the man — or he’s a crypto-fascist of a fringe white supremacist group which inexplicably wrested contol of the US regime through some miraculous confluence of events.
And neither of these seems to square all that well with the basic facts.

 

Manageiro de futból

Tribuna Presidencial
25 Julho 2007
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Esmoriz

SUPERMLY

Tribuna Presidencial
14 Setembro 2017
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@Di Charis ,

em nenhuma parte escrevi a favor de reparações. Nem creio que o tema se deva colocar nesses termos. Creio sim que há uma responsabilidade inegável sobre décadas e séculos de esclavagismo, imperialismo, colonialismo e neocolonialismo que tiveram e têm um impacto profundo tanto no desenvolvimento das potências favorecidas como no subdesenvolvimento de populações e regiões exploradas. Que as práticas sejam generalizadas ou que a história mundial se encontre repleta de malfeitorias... não me parece que altere de forma substantiva a responsabilidade que existe (ou deveria existir) entre beneficiários de processos de exploração de longa duração (e recentemente concluídos) e aqueles que foram prejudicados. Até porque essas dinâmicas arrastam-se no tempo até hoje e continuam a penalizar as populações e os territórios. Em 70 ainda havia colónias, não falamos de tempos de Cleopatra e de Aztecas. Há medida que se recua no tempo, diluem-se os argumentos.

Se por um lado é fácil imputar culpas a outros, o mesmo se aplica ao sacudir de água do capote após longuíssimos períodos de exploração, esbulho de recursos ou até mesmo de criação artificial de fronteiras e unidades territoriais. Não se reprimiu apenas as zonas afectadas, desenvolveram-se também os países colonizadores. As ex-colónias entram num sistema internacional e num mercado global já estruturados e hierarquizados, entram pobres, sem indústrias, com instituições frágeis ou inexistentes... para competir com quem beneficiou e se desenvolveu também por acção da expansão territorial, da ocupação, do tráfico de seres humanos, da extracção de matérias-primas... não se pode passar um pano sobre estes fenómenos. O actual sistema de relações entre países tem que ver com esse passado recente.

Muitos fazem e aconteceu em vários sentidos. Sim, mas cada um deve assumir o seu papel histórico e a consequente responsabilidade. E a responsabilidade será tanto maior quanto mais prolongado, extenso e recente for o fenómeno, a par das suas consequências presentes. Não falo de reparações mas sim de cooperação económica, social, política... de um conjunto abrangente de acções que auxiliem o desenvolvimento dos países explorados. Creio que os países colonizadores deveriam empenhar-se mais nesse sentido. A dívida contraída, em casos assumida de tempos passados, noutros feita com o objectivo de recuperar o atraso, muita com condições penalizadoras... é uma das áreas de actuação que deve ser (e já é) repensada.

O argumento moral e ético tão pouco chega a tudo, diga-se ainda. O atraso que resultou dos processos de exploração é real e concreto, tem ramificações até ao dia de hoje. Tal como os benefícios obtidos produziram um avanço concreto nas metrópoles. Não podemos ignorar as consequências materiais das coisas, que existem à margem de quaisquer mudanças de padrões de moralidade. Não estou a afirmar que, da posição presente, o que aconteceu foi moralmente repreensível do ponto de vista ético. Embora isso também tenha que se lhe diga... deveríamos então tentar perceber o juízo moral dos colonizados acerca da exploração a que os próprios foram sujeitos. Quando falamos que os padrões morais mudaram... falamos dos padrões dos próprios colonizadores. ... mas também não coloco as coisas nesse plano. Aponto apenas que existe responsabilidade concreta pelo estado actual das antigas colónias.
Isso é tudo muito bonito mas a escravidão trouxe oportunidades para os descendentes.
Os EUA aqui declaramente acusado de ter racializacao sistêmica, tem o maior número de africanos ( descendentes de escravos)multimilionários nomeadamente devido ao desporto profissional.
Se nunca tivesse havido escravatura esses descendentes hoje em dia seriam pobres como 90% das pessoas em África.
Se vamos querer mensurar as reparações, porque não mensurar os benefícios?
 

J | [Ka!s3r^].

Tribuna Presidencial
7 Abril 2012
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  • Alfredo Quintana
Isso é tudo muito bonito mas a escravidão trouxe oportunidades para os descendentes.
Os EUA aqui declaramente acusado de ter racializacao sistêmica, tem o maior número de africanos ( descendentes de escravos)multimilionários nomeadamente devido ao desporto profissional.
Se nunca tivesse havido escravatura esses descendentes hoje em dia seriam pobres como 90% das pessoas em África.
Se vamos querer mensurar as reparações, porque não mensurar os benefícios?
Seguramente não me prestarei a esse papel de mensurador de benefícios da escravatura para os descendentes das populações escravizadas. Creio que o colega se sentirá mais confortável nessa função.

Compreendo que o tema seja incómodo e, reagindo intuitivamente, muitos de nós sintam uma pulsão para rebater a responsabilidade dos seus países. Sobretudo quando se alude a reparações e se leva o debate para o campo da discriminação racial, cultural, civilizacional... Não o faço. Aponto relações de causa e efeito, acções passadas (e presentes) e consequências concretas; teço observações substantivas. Retirou-se riqueza aos territórios explorados e aos povos subjugados. Os centros dos impérios beneficiaram largamente de relações comerciais iníquas entre metrópoles e colónias (quando não de simples usurpação). Usou-se mão-de-obra escrava para o desenvolvimento social e económico das potências que a ela recorreram. Não adianta enfiar a cabeça na areia.

Os argumentos que se usam com frequência não chegam a todo o lado. Que outros povos tinham as mesmas práticas, que a exploração não foi apenas cometida por europeus e brancos (... e assim se inflama ainda mais um assunto que, a ser discutido, justificaria maior seriedade), que não se deve julgar a história com actuais padrões éticos e morais... tudo isso é insuficiente, e, decerto, não impede a tentativa de estabelecimento de relações de cooperação entre os antigos colonizadores ou exploradores e as antigas colónias ou explorados.

Uns males não se subtraem a nem se diluem noutros. Há várias características do imperialismo, colonialismo e da escravatura que vincam a responsabilidade desses países perante o outros: a extensão dos fenómenos, a sua duração no tempo, a sua proximidade aos dias de hoje e as marcas que deixaram nos sítios afectados e que se mantêm actuais. Não se deve atribuir culpa ao Zé e ao Manel que, coitados, nada tiveram com o assunto; mas o Zé e o Manel devem compreender que os estados que habitam beneficiaram grandemente destes processos em prejuízo de outras zonas do planeta. A alegação de que não se deve julgar o passado pela bitola ética e moral do presente (e até essa é discutível) não pode substituir um olhar sobre os fenómenos históricos e as suas consequências. De contrário estaremos a misturar alhos com bugalhos.

Os países explorados, ao conquistarem as suas independências, passaram automaticamente de antigas colónias a países do terceiro mundo. Países miseráveis, de frágeis instituições, fracas infraestruturas... necessitados de recursos para desenvolvimento. Alguns sujeitam-se a empréstimos que têm como contrapartida ondas de privatizações e a abertura dos seus mercados, quando essas economias precisavam de protecção e desenvolvimento, não de exposição global. Poder-se-á notar que existe corrupção generalizada, governações ineptas, ... e haverá também razão nisso; porém não se pode deixar de reconhecer um legado de miséria e instabilidade política (e condições propícias a esses estados). Para não falar de intervenções militares, golpes políticos e outras formas de ingerência. Parece-me pouco provável que a Líbia tente depor Macron ou um qualquer país africano conspire para derrubar um governo europeu. As independências não são um recomeçar do zero: os novos países integram-se num sistema internacional de poder e ocupam os degraus mais baixos.

Julgo não estar a argumentar nada de extraordinariamente radical. Somente que existe um contínuo histórico, beneficiados e prejudicados, não sendo desajustado falar em responsabilidade e acções para corrigir ou atenuar o prejuízo causado. Cooperação económica e social, solidariedade política, reestruturação ou perdão de dívidas... Os europeus que se ponham espertos. Quando precisarem de ir a África em busca de minério para as suas indústrias, acabarão a negociar com um chinês.

... existem milionários no basquetebol... mas que tem isso que ver com o que quer que seja? Os Estados Unidos construíram a nação sobre um genocídio e desenvolveram-na recorrendo também a milhões de escravos. Foram um sociedade segregada até muito depois da abolição da escravatura. Esse é o racismo sistémico, uma discriminação inscrita formal ou informalmente no funcionamento das próprias instituições. Agora... que o Lebron James é milionário... sim, que bom para ele. Como se compara a condição socioeconómica dos cidadãos e dos agregados familiares norte-americanos por raça? Qual é a diferença de rendimento e de riqueza entre norte-americanos negros e brancos?... como se relacionam essas diferenças com a história recente dos Estados Unidos?... não brinquemos com coisas sérias.

How Black, Hispanic, Asian, White households compare in wealth | Pew Research Center
Wealth by Race of Householder
Explained | Racial Wealth Gap | FULL EPISODE | Netflix - YouTube
 
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J | [Ka!s3r^].

Tribuna Presidencial
7 Abril 2012
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  • Alfredo Quintana
Parece uma caricatura do capitalista típico. Suponho que a semana de longas jornadas de trabalho sejam para os outros, não para o próprio. Muito trabalho, nada de sindicatos... resta saber o que pensa quanto aos salários. E quando a coisa correr mal, corre para o presidente que o próprio financiou a pedir-lhe uma manobra publicitária que valorize as suas empresas. Ou contratos privilegiados com o estado. Pelo menos tem o mérito de expor como nenhum outro o contraste entre a ideologia propagada, a liberdade económica, o livre funcionamento do mercado, os males do estado... e a realidade. Verdadeiramente distópico.
 
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SUPERMLY

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Seguramente não me prestarei a esse papel de mensurador de benefícios da escravatura para os descendentes das populações escravizadas. Creio que o colega se sentirá mais confortável nessa função.

Compreendo que o tema seja incómodo e, reagindo intuitivamente, muitos de nós sintam uma pulsão para rebater a responsabilidade dos seus países. Sobretudo quando se alude a reparações e se leva o debate para o campo da discriminação racial, cultural, civilizacional... Não o faço. Aponto relações de causa e efeito, acções passadas (e presentes) e consequências concretas; teço observações substantivas. Retirou-se riqueza aos territórios explorados e aos povos subjugados. Os centros dos impérios beneficiaram largamente de relações comerciais iníquas entre metrópoles e colónias (quando não de simples usurpação). Usou-se mão-de-obra escrava para o desenvolvimento social e económico das potências que a ela recorreram. Não adianta enfiar a cabeça na areia.

Os argumentos que se usam com frequência não chegam a todo o lado. Que outros povos tinham as mesmas práticas, que a exploração não foi apenas cometida por europeus e brancos (... e assim se inflama ainda mais um assunto que, a ser discutido, justificaria maior seriedade), que não se deve julgar a história com actuais padrões éticos e morais... tudo isso é insuficiente, e, decerto, não impede a tentativa de estabelecimento de relações de cooperação entre os antigos colonizadores ou exploradores e as antigas colónias ou explorados.

Uns males não se subtraem a nem se diluem noutros. Há várias características do imperialismo, colonialismo e da escravatura que vincam a responsabilidade desses países perante o outros: a extensão dos fenómenos, a sua duração no tempo, a sua proximidade aos dias de hoje e as marcas que deixaram nos sítios afectados e que se mantêm actuais. Não se deve atribuir culpa ao Zé e ao Manel que, coitados, nada tiveram com o assunto; mas o Zé e o Manel devem compreender que os estados que habitam beneficiaram grandemente destes processos em prejuízo de outras zonas do planeta. A alegação de que não se deve julgar o passado pela bitola ética e moral do presente (e até essa é discutível) não pode substituir um olhar sobre os fenómenos históricos e as suas consequências. De contrário estaremos a misturar alhos com bugalhos.

Os países explorados, ao conquistarem as suas independências, passaram automaticamente de antigas colónias a países do terceiro mundo. Países miseráveis, de frágeis instituições, fracas infraestruturas... necessitados de recursos para desenvolvimento. Alguns sujeitam-se a empréstimos que têm como contrapartida ondas de privatizações e a abertura dos seus mercados, quando essas economias precisavam de protecção e desenvolvimento, não de exposição global. Poder-se-á notar que existe corrupção generalizada, governações ineptas, ... e haverá também razão nisso; porém não se pode deixar de reconhecer um legado de miséria e instabilidade política (e condições propícias a esses estados). Para não falar de intervenções militares, golpes políticos e outras formas de ingerência. Parece-me pouco provável que a Líbia tente depor Macron ou um qualquer país africano conspire para derrubar um governo europeu. As independências não são um recomeçar do zero: os novos países integram-se num sistema internacional de poder e ocupam os degraus mais baixos.

Julgo não estar a argumentar nada de extraordinariamente radical. Somente que existe um contínuo histórico, beneficiados e prejudicados, não sendo desajustado falar em responsabilidade e acções para corrigir ou atenuar o prejuízo causado. Cooperação económica e social, solidariedade política, reestruturação ou perdão de dívidas... Os europeus que se ponham espertos. Quando precisarem de ir a África em busca de minério para as suas indústrias, acabarão a negociar com um chinês.

... existem milionários no basquetebol... mas que tem isso que ver com o que quer que seja? Os Estados Unidos construíram a nação sobre um genocídio e desenvolveram-na recorrendo também a milhões de escravos. Foram um sociedade segregada até muito depois da abolição da escravatura. Esse é o racismo sistémico, uma discriminação inscrita formal ou informalmente no funcionamento das próprias instituições. Agora... que o Lebron James é milionário... sim, que bom para ele. Como se compara a condição socioeconómica dos cidadãos e dos agregados familiares norte-americanos por raça? Qual é a diferença de rendimento e de riqueza entre norte-americanos negros e brancos?... como se relacionam essas diferenças com a história recente dos Estados Unidos?... não brinquemos com coisas sérias.

How Black, Hispanic, Asian, White households compare in wealth | Pew Research Center
Wealth by Race of Householder
Explained | Racial Wealth Gap | FULL EPISODE | Netflix - YouTube
Eu não entendo a necessidade de autoflagelação sobre uma situação que a luz de hoje é crime em países desenvolvidos mas que à data em que ocorreram era uma actividade económica.
Colocar juízos à data usando o atual avanço civilizacional é completamente estapafúrdio.
A responsabilidade da escravatura ser uma actividade comercial tem 2 intervenientes: o comprador e o vendedor.
Porque é que o comprador tem de se penitenciar por ter obtido vantagens financeiras geracionais( por ter melhor acumen) quando o vendedor também obteve vantagens financeiras imediatas mas n teve capacidade de projectar isso em riqueza geracional?

Qual a diferença ética e moral( porque na realidade é disso que se trata)?

E já agora porque tem de ser o comprador a reparar os países de origem dos escravos porque foram os mesmos habitantes desses países que os venderam?

Quando me explicarem por lógica porque tem de ser diferente, posso até aceitar que hajam reparações.
 

Teófilo Cubillas

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Isso é tudo muito bonito mas a escravidão trouxe oportunidades para os descendentes.
Os EUA aqui declaramente acusado de ter racializacao sistêmica, tem o maior número de africanos ( descendentes de escravos)multimilionários nomeadamente devido ao desporto profissional.
Se nunca tivesse havido escravatura esses descendentes hoje em dia seriam pobres como 90% das pessoas em África.
Se vamos querer mensurar as reparações, porque não mensurar os benefícios?
Isto é das coisas mais absurdas que se podem ler em 2025. Se quiseres criar oportunidades para os teus descendentes, posso pensar em deixar-te ser meu escravo até ao fim dos teus dias. Passa-me o contacto do teu dentista, para poder avaliar o material.
 

J | [Ka!s3r^].

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7 Abril 2012
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  • Alfredo Quintana
Eu não entendo a necessidade de autoflagelação sobre uma situação que a luz de hoje é crime em países desenvolvidos mas que à data em que ocorreram era uma actividade económica.
Colocar juízos à data usando o atual avanço civilizacional é completamente estapafúrdio.
A responsabilidade da escravatura ser uma actividade comercial tem 2 intervenientes: o comprador e o vendedor.
Porque é que o comprador tem de se penitenciar por ter obtido vantagens financeiras geracionais( por ter melhor acumen) quando o vendedor também obteve vantagens financeiras imediatas mas n teve capacidade de projectar isso em riqueza geracional?

Qual a diferença ética e moral( porque na realidade é disso que se trata)?

E já agora porque tem de ser o comprador a reparar os países de origem dos escravos porque foram os mesmos habitantes desses países que os venderam?

Quando me explicarem por lógica porque tem de ser diferente, posso até aceitar que hajam reparações.

Esse é o enquadramento usual de certos quadrantes e movimentos políticos. Ao falar-se de colonialismo, imperialismo, escravatura... aludir a ideias de autoflagelações, culpas do homem branco, pessoalizar as consequências de grandes processos históricos... e é natural que as pessoas, ao sentirem-se individualmente interpeladas, reajam negativamente. O plano de discussão é outro.

Existe um fio temporal que se estende desde esse passado longínquo (ou melhor, de início longínquo e fim próximo) à actualidade, em que as antigas práticas de domínio foram substituídas por relações de poder também elas assimétricas, sendo que uma realidade tem directamente que ver com a outra. Não houve um qualquer tipo de reset da realidade ou um corte total com o passado no momento da emancipação nacional dos antigos territórios ocupados. A situação social, económica... de fragilidade em que as colónias se encontravam foi transportada para a nova realidade. Agravada em muitos casos por instabilidade interna, disputas de poder, guerras civis, ingerências externas... nas quais se jogaram e continuam a jogar também os interesses de potências estrangeiras e antigos ocupantes. Sobre tudo isto, não se consegue encontrar e imputar quaisquer responsabilidades aos estados? Não é às pessoas, mas sim aos estados que, por exemplo, repartiram e ocuparam o continente africano até meados do século passado. Às instituições supranacionais que impuseram reformas e políticas desajustadas a esses países, que naturalmente precisavam de financiamento após anos de subordinação económica. Parece-me demasiada água para sacudir... só mesmo com um capote gigantesco.

Parece-me também uma carga com peso suficiente para se fazer sentir sobre a consciência colectiva das nações. E um estímulo para a cooperação e a solidariedade. Não se trata de autoflagelação. As antigas colónias e territórios ocupados, que em grande parte permanecem em situação delicada, não precisam de sentimentos de culpa. Precisam de parceiros económicos, de programas de desenvolvimento, de aliados diplomáticos, de cooperação internacional... é dessa forma que as antigas nações colonizadoras e ocupantes podem auxiliar. Não só auxiliar como encontrar benefícios mútuos. A qualidade das relações entre antigas colónias e colonizadores é relevante para ambos. Os europeus poderão vir a precisar do poder político, dos produtos e mercados das antigas dependências. ... depois admiram-se que não haja uma condenação unânime da invasão da Ucrânia ou que a preferência pela parceria comercial recaí sobre a China.

Afirmar que não se deve julgar o passado pelos padrões de ética e moralidade não é um axioma. Afinal, aplicamos juízos sobre coisas que aconteceram. O próprio critério forma-se e varia na relação com o tempo e a avaliação do passado. Os países que repartiram o continente africano não sabiam que estavam a ocupar territórios, subjugar povos e explorar riqueza alheia?... Os belgas não tinham consciência das atrocidades que cometiam no Congo? Portugal não sabia que muitas outras colónias se haviam tornado independentes?... não é assim tão simples. Os movimentos de oposição à escravatura, imperialismo, colonialismo... não surgiram ontem. Além de que estamos invariavelmente a falar de padrões éticos e morais dos próprios (ex-)colonizadores e (ex-)ocupantes em relação a outras pessoas, sociedades e culturas. São outros quinhentos.