O PSG fez muitos passes laterais simplesmente porque é extremamente complicado penetrar num bloco tão baixo e compacto como o do Arsenal. Foi difícil para o PSG e seria difícil contra qualquer outra equipa do mundo até para o City ou o Barcelona de Guardiola nos seus respetivos primes. Se já é difícil jogar contra equipas medíocres que baixam o bloco e juntam as linhas, imaginem contra uma equipa recheada de jogadores da qualidade dos do Arsenal. Além disso, há o risco de falhar um passe e isso permitir um contra-ataque ao adversário. Uma coisa é arriscar passes verticais contra um Qarabag da vida, outra é arriscar contra um Arsenal com jogadores letais na frente.
O Vitinha é muito mais do que simplesmente a quantidade de passes ou a % de passes completados, provavelmente até há outros jogadores com maior volume como Rodri ou Pedri. Aquilo que distingue o Vitinha dos outros é % de passes em situações de grande pressão e a facilidade com que ele permite ao PSG sair desse tipo de situações, seja através do passe, seja através da capacidade de receber de costas e quebrar a pressão adversária. Não há melhor médio no mundo neste tipo de situações. A tudo isto acrescenta o êxito no transporte de bola e no passe em progressão. É o jogador mais importante do PSG e do modelo de Luis Enrique.