Seguramente que te lembras na decada de 80-90 dizia-se que o petroleo iria acabar em 40 anos, passados 40 anos diz-se que as reservas dão para 50 anos, isto para dizer que não há ninguem vivo que vá ver o petroleo deixar de correr, todos os anos se descobrem reservas e a tecnologia permite extrair petroleo que não compensava.A tua querida "transição energética" vai significar apenas o fim do transporte individual, que ficará reservado unicamente para os ricos, como nos países do terceiro mundo hoje e em toda a parte até aos anos 50.
Não é possível construir painéis fotovoltaicos nem ventoinhas sem combustíveis fósseis, e a construção e manutenção de barragens também depende dos combustíveis fósseis.
Pensar que podemos substituir os actuais 1,5 mil milhões de veículos a combustão interna por eléctricos é um completo delírio. Nem sequer existem matérias-primas suficientes no mundo para isso. Já para nem falar do facto óbvio de nenhuma rede eléctrica estar preparada para fornecer toda essa electricidade.
Com toda a "transição energética" dos últimos 20 anos, os combustíveis fósseis continmuam a representar 80% da energia consumida no mundo. Quando o petróleo deixar de correr, só há dois cenários possíveis: Haiti ou Mad Max. Pessoalmente, prefiro o cenário Haiti.
Para substituir uma milha cúbica de petróleo precisarias disto:
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Quanto á transição energetica, o solar é uma opção brutal para paises com sol, numa logica descentralizada, e é uma aposta economicamente muito viavel porque o preço dos paineis está muito baixo e as baterias tambem.
E isso pode ser integrado com a mobilidade eletrica, os chineses tem carros eletricos por menos de 5 mil euros, fazem 150km com uma baterias de 20 kwh, e tens já scooters em portugal com preços competitivos que tambem fazem 150 km com 8 kwh de baterias.
Em termos de mobilidade dá para tornar isto barato.
A toyota tem hibridos a fazer medias de 3,5 l/100.Não sei se é possível melhorar muito a eficiência energética dos motores a CI, tem de haver sempre perdas, a entropia não perdoa.
Sem combustíveis fósseis não haveria civilização industrial, e neste momento sem eles também não haveria forma de alimentar 8 mil milhões de pessoas.
A situação criada no Médio Oriente foi o mesmo que dar um tiro no pé, de bazuca.
O principal problema do petróleo é que é um bem finito num planeta finito, mas cuja população humana mais do que duplicou nos últimos sessenta anos.