4- Estás enganado, a produção per capita de energia por parte de renovavel nos USA é semelhante ou ligeiramente superior á da UE, das maiores economias a Alemanha tem maior, mas Espanha e Italia tem menor. Portugal sim tem mais que os USA
Mas depois para lá da produção de energia tens que o USA apostam na produção de paineis enquanto que a europa aposta na compra de painéis vindos da china.
Se vais comparar a produção de energia per capita, tens de comparar também o consumo de energia per capita, que no caso dos americanos, ultrapassa o dobro dos europeus. Quando ponderas os dois, chegas ao mesmo valor que eu. Há uma diferença de 20% de energias renováveis naquilo que é a energia consumida entre a UE e os EUA. E é uma diferença que só irá aumentar nos próximos anos.
5- Uma das coisas que altera o mix é fechar industria que é uma grande consumidora, por exemplo a VW está a fechar fabricas na Alemanha, e isso ajuda a aumentar a percentagem em termos de renovaveis, por outro lado os americanos com a aposta forte em nuclear para alimentar data centers vai alterar esse mix no sentido oposto.
Voltando ao inicio o facto de teres a coragem de te atravessares para dizer que no medio prazo, a economia americana vai morrer, e a da UE se vai dar bem, é de louvar, ainda para mais relacionando isso com a questão da energia, quando na UE é muito mais cara.
E no fim não tem nada a ver com gostar ou não das escolhas , tem a ver com a previsão estar correta ou errada.
A UE criou 2 milhões de empregos em 2025.
Os EUA criaram 180 mil empregos em 2025 (uma descida de quase 90% relativamente a 2024). A golden age que começava com as tarifas deve ser como o ouro da sala oval da Casa Branca. Todo em pechisbeque. Já nem se pode considerar uma previsão, se já está a acontecer.
1- Quanto mais a UE investe em renováveis mais longe estará competitivamente quer dos EUA quer da China.
O custo de produção das renováveis é muito mais alto que as alternativas e isso reflecte se no custo de vida.
Vou deixar de lado qualquer argumento climático e focar-me no económico.
A tua primeira frase seria verdade há 15 anos atrás, no início da transição, quando a UE tomou a decisão de avançar para uma autonomia estratégica naquele que é o setor mais importante a nível comercial e que tem impacto em todos os outros. Os custos de transição são imensos, certo.
Atualmente, é mais barato completar a transição do que andar para trás. Aliás, economicamente seria uma idiotice assumir os custos de transição (como já foram assumidos) e depois disso desperdiçar a vantagem competitiva que eles criaram.
A segunda frase é só incorreta. Atualmente, a instalação de renováveis já é mais barata a nível de infraestrutura do que projetos petrolíferos. O custo da energia em si, já nem se fala. A energia solar e eólica já é mais barata de produzir que o carvão, ao longo dos mesmos ciclos de vida dos projetos.
Existem dois problemas nas questões das renováveis que terão de ser resolvidos em breve, e penso que há objetivos nesse sentido.
O primeiro tem a ver com os setores que não têm alternativas assumidas. Aviação e marítimo essencialmente. Como não existe um combustível alternativo que seja favorecido politicamente, continua a não existir apoios diretos para esse combustível. As empresas de cruzeiros, de pesca e de aviação não vão simplesmente optar e investir massivamente em hidrogénio ou em e-kerosene para daqui a 5 anos o mercado ditar que a tecnologia a usar será outra e todo esse investimento cai por terra.
O segundo tem a ver com as grids para levar energia a todos os pontos da Europa, em que podes produzir solar em Espanha e essa mesma energia chegar às zonas rurais da Bulgária, se for preciso. Nesse aspeto, já vi que a Comissão Europeia propõs um aumento massivo de apoio para completar a grid até 2030, e portanto é algo que em breve deve estar resolvido e que irá aumentar ainda mais a procura por fontes próprias.
2- O Yuan funciona para economias de com moedas tb baixas.Em África por exemplo.
Ou no Irão.
Vai lá ao Qatar perguntar se querem receber em Yuan que os Muslims qataris mandam te foder.
Há 3 moedas que ameaçam o dólar: a libra esterlina, o Euro e o Franco Suiço.
O resto é paisagem.
O Irão há vários anos que já deixou o dólar, devido às sanções. O yuan é a principal moeda para eles.
A Arábia Saudita já tem um acordo parcial com a China para negociações em yuan.
Quanto mais isolacionistas se tornam os EUA e mais tensões criarem, mais o dólar desvaloriza. As outras moedas tornam-se logo mais apetecíveis, e a China, queiramos ou não, é o grande concorrente comercial. Não é uma questão de tomar lados, é ver o que está a acontecer.