E o que dizer desta Nossa Selecção de sub-19?
O que souberam crescer desde o Europeu sub-18 exactamente há um ano atrás.
12.º lugar final.
O terceiro lugar na fase de grupos relegou-nos logo para os últimos 8 lugares entre 16.
A derrota por 28-26 com a Noruega atirou-nos para a discussão entre o 12º e 13º lugar.
Ao ganharmos por 31-32 à Roménia, acabamos por ficar no tal 12.º lugar.
Azar do caraças, pois ficamos a um lugar de obter directamente o passaporte para o Campeonato do Mundo sub-19 de 2019.
11 equipas europeias + o país organizador (Macedónia agora- do Norte), era este o contingente europeu esperado.
Eis que surge a desistência do lugar a ser ocupado pelo representante da Oceania Continent Handball Federation (penso que seria a Austrália, já me fartei de procurar, não tenho a certeza, mas como a Austrália perdeu todos os jogos do recente Campeonato do Mundo sub-21, logo ficou em último lugar, no jogo mais equilibrado perdeu por 13 com os EUA e levou abadas de 50-11
).
Não interessa, aproveitamos a oportunidade e dissemos Sim à vaga.
Agosto de 2019:
7 jogos, SETE vitórias
Obviamente (só com vitórias até agora), primeiro lugar do grupo D.
Para começar as hostilidades 33-26 ao 6.º classificado do Euro sub-18 (Alemanha).
Nada mau, 7 golos de diferença do 12º ao 6.º.
A seguir, a vitória mais complicada até agora, 22-21 sobre a Sérvia (8.º classificado do já aludido Euro, derrota por 21-25 na fase de grupos desse mesmo Euro).
Dois dias depois, 28-24 sobre a Islândia (vice-campeã do Euro que já sabem).
Next, 30-24 sobre a Tunísia (um dos 3 representantes da Confederação de África na competição, bem tentei, mas não sei qual é o actual campeão, se a Tunísia, se o Egipto ou a Nigéria).
Para acabar os jogos do grupo, 36-29 sobre o primeiro campeão do South and Central American Men's Youth Handball Championship, realizado em Maio deste ano (Brasil).
Dois dias depois, os oitavos, com o anfitrião (Macedónia do Norte), que não esteve no referido Euro.
29-25.
No dia seguinte, os quartos com o 7.º classificado do Euro.
31-26 sobre a França.
Nos jogos de preparação deste ano, algo mesmo muito pouco indicativo:
Torneio Internacional de Lagoa (Lagoa) 10/04/2019 a 12/04/2019
Portugal : Israel, 25:28 (Israel, a única equipa a quem tínhamos conseguido ganhar na fase de grupos do Euro, por 29-24, tendo Israel acabado no 14.º lugar).
Espanha : Portugal, 23:27 (vitória sobre o 5.º classificado do Euro).
Portugal : França, 34:37 (como já referido 7.º classificado do Euro).
A seguir, preparamo-nos para os quartos do Mundial (já tínhamos perdidos por 4 em Lagoa, duas derrotas para encontrar a fórmula certa, vitória por sete no último jogo que colocou um goal average total para os 3 jogos de 96-96).
Jogos de Preparação (Saint Malo França) 16/07/2019 a 23/07/2019
França : Portugal, 36:32
França : Portugal, 33:30
França : Portugal, 27:34
Scandinavian Open (Brondby Dinamarca) 24/07/2019 a 26/07/2019
Noruega : Portugal, 36:32
Dinamarca : Portugal, 33:28
Portugal : Suécia, 30:26
Neste último torneio, voltamos a perder com a Noruega.
Perdemos por 5 golos de diferença com o 3.º classificado do Euro (Dinamarca).
Mas, ganhamos por quatro ao campeão europeu de sub-18.
O que esperar desta meia-final?
O Egipto, além de ter uma escola própria desde há muito anos nesta modalidade, apresenta sempre equipas muito fortes nos aspectos físicos.
Penso que temos menos poder de choque.
Percurso até agora do Egipto na competição:
Fase de grupos:
32-29 sobre o campeão europeu sub-18 (Suécia, que pareceu menos forte neste Mundial, perdeu nos oitavos com a Espanha por 28-27).
Agora, esta é para ler bem, perderam com a França por 28-24.
A seguir, dois resultados que valem o que valem (36-25 com a China Taipei e 47-20 com o Canadá).
Novamente a sério, 31-24 sobre a Hungria (10.º classificado do Euro).
Nos oitavos, 30-23 sobre o 9.º classificado do Euro (Eslovénia).
Quartos, 35-31 sobre o vice-campeão europeu (Islândia), que também perderam por 4 connosco na fase de grupos.
Ou seja, a perspectiva é bem diferente da do Mundial sub-21.
O jogo tem tudo para ser discutido até ao mínimo dos detalhes.
A eventual diferença de power será bem menor.
Esta selecção de sub-19 continua a utilizar um leque de jogadores que faz a grande parte do jogo, só que a de sub-21 baseava-se em 4,5 jogadores de campo e esta trabalha com 6,5.
A França foi muito mais rotativa e não lhe adiantou grande coisa.
O que a CS especialista esperava de Portugal era Salvador Salvador, Tiago Sousa e apesar da sua idade, o filho do nosso Ricardo Costa, o Martim.
Olhamos para as estatísticas e:
Os melhores marcadores são mesmo Salvador Salvador com 32 golos em 51 remates, logo 63% de eficácia e o nosso Martim Costa com 31 golos em 48 remates, eficácia um pouco acima (65%).
Joel Ribeiro é quem parecia ter mais eficácia no início da competição (20 golos em 29 remates, 69%), só jogou um pouco menos de 15 minutos contra a França.
No particular que mais nos toca:
O nosso emprestado ao próprio Pai, Martim Costa, já falado acima, é só para relembrar que vai fazer 17 anos no final de Setembro (ainda aguardamos pelo o que o mais novo vai conseguir crescer, pois até já promete mais do que o Martim).
A nossa maior esperança para GR do NGC, Francisco Oliveira, como só tem 17 aninhos, tem estado mais no banco do que outra coisa, mas já todos nós percebemos o potencial.
André Sousa, mais um com 17 anos, 52:18 minutos nos quartos, 9 golos em 13 remates, segundo melhor marcador atrás dos 11 do Martim.
No total da competição, 30 golos em 49 remates, 61% de eficácia.
Filipe Morais, com a idade certa (19 anos).
O nosso jogador com maior eficácia (70%), não contando obviamente com os 100% do Gustavo Oliveira, pois os 100% foram com 3 remates.
Continuando, Filipe Morais, 23 golos em 33 remates, 3 em 6 contra a França em 57:28 minutos neste jogo.
Tiago Sousa, Pivô, 18 anos, não tão bem quanto a CS internacional esperava, mesmo assim 10 golos em 16 remates, contra a França 2 golos em 3 remates (58:27 minutos de jogo).
Gustavo Oliveira (o tal dos 100%), 18 anos, não jogou contra a França.
Ou seja, nos jogos a doer temos muitos dos nos nossos a serem determinantes (incluo o Martim).
Salvador Salvador, pelos seus quase 2 metros, muito bom na fase inicial, menos forte no mata-mata.
Joel Ribeiro ainda mais.
Gonçalo Nogueira, o tanque africano que trocou o Sporting pelos outros vem a seguir, no rol dos sem contrato com o NGC, bem como, é óbvio, o GR titular, o Alexandre Magalhães do Águas.
Portanto, muitas esperanças para o futuro a aditar às dos sub-21.
Por último, parece-me que este ano terá que ser considerado o melhor de sempre do Andebol Português (sei que não será consensual, mas
).
Selecções Nacionais:
Apuramento para o Euro de 2020 na equipa A.
Mais lugares, era mais fácil apurar-nos, mas ninguém nos tira os 33-27 sobre a França, nem as duas vitórias claras sobre a Roménia.
Mundial Sub-21: Segunda melhor classificação de sempre (4.º lugar).
Mundial Sub-19: Mínimo um lugar entre os quatro melhores do Mundo.
Equipas nacionais:
O ABC já tinha ido mais longe, a Challenge também já equipas portuguesas a ganharam, mas é pelo conjunto dos três.
Sporting, nos oitavos da Champions.
NGC, 3.º lugar na Taça EHF.
O SEXTO CLASSIFICADO do Andebol 1 vice-campeão da Challenge.
Mesmo última nota: Grande trabalho do adjunto do Andersson.