Na primeira época tinha uma organização defensiva muito forte. Existia maior coesão entre os centrais e o médio defensivo. Nas laterais o Alex sempre foi e é o jogador que dá mais intensidade e cruzamentos entre defesa / ataque. Mas o Porto perdeu força na ala direita e necessita que exista compensação nesse sector.Devenish disse:Ontem estive com super atenção ao jogo e tive a prova, já tinha essa noção antes mas não observei com a atenção de ontem, que não temos uma "equipa", não há uma noção de estratégia de jogo - quando temos posse de bola só a conseguimos manter quando se joga para trás, quando se tenta jogar para a frente, a partir do meio campo, na maior parte das vezes não se consegue manter a bola na extrema maioria das vezes, os jogadores não têm um trabalho de casa bem feito, ou a receção é mal feita e o adversário corta a bola ou o passe é mal feito. Das poucas vezes que se cria perigo, tirando as bolas paradas, é quando um jogador nosso recupera a bola num ressalto após um passe errado nosso anterior e aí em dois toques criamos perigo. Se isso é "chutão" não sei, sei é que andamos para trás na evolução da equipa. A 1ª época foi boa, não tínhamos um futebol de posse eficaz mas quando atacávamos criávamos perigo porque apareciam diversos jogadores nossos na área - isso perdeu-se em parte na época passada e esta época deixou de existir. Acho que os jogadores são vítimas do "sistema" anárquico implementado - não vou dizer que não dão o que podem porque falta de brio não os posso acusar antes pelo contrário.
Quem tem que responder porque se joga assim é Senhor que dá nome a este tópico. Terá que explicar porque temos um meio campo inexistente na prática, porque quando estamos a ser pressionados não conseguimos sair a jogar com o mínimo de eficácia e a eficácia a que me refiro não é exatamente o golo mas conseguir a bola passar por 2,3,4 jogadores e obrigar o adversário a sofrer calafrios. Outra situação são as substituições efetuadas sempre, ou quase, a partir dos 70,75m muitas vezes sem acrescentarem nada ao jogo quem entra porque não é em 15m que "aquecem".
Gostava de ver um jogo, sei que é uma ilusão, em que os jogadores se reunissem e fizessem eles a equipa e jogassem da forma que achassem melhor.
SC era um homem a falar de futebol na 1ª época, vejam o que ele diz hoje. Antigamente a leitura do jogo que fazia era aquela que todos víamos, hoje faz uma leitura apressada dos jogos, sai com lugares comuns, está tenso e eu sei porquê; porque tem consciência que não está a ganhar batalha nenhuma. Não somos favoritos em qualquer jogo que disputamos seja com que equipa for. Vejo o futuro com apreensão e escrevo isto, como escreví ontem, num momento em que ganhamos e ainda por cima se ganha o grupo. Normalmente nas horas negras não venho deitar lenha na fogueira mas ela arde e muito.
No meio campo, perdeu-se passe, visão de jogo, criatividade e construção de jogo ofensivo. O ataque perdeu fulgor, perdeu magia e perdeu muita eficácia. Exageramos no jogo pelo meio, nas bolas longas para os sprints de Marega e companhia e perdemos alguma coesão entre os setores.
Se calhar com tanto sprint, Marega, Aboubakar e Soares andam mais limitados fisicamente.
Temos sido presas fáceis perante equipas que defendem mais e principalmente anulam Alex Telles e preenchem mais o meio campo.
Depois disto, andamos emocionalmente inconstantes, onde a bola queima e deixamos de ter ideias.
Sobre a SC para mim perdeu a paixão que tinha ao início e transmite todas as emoções negativas para a equipa.