Onun disse:
Ao contrário de ti, não acho grande "piada" a esta movimentação.
Tu merecias uma resposta de jeito mas de facto não te a consigo dar. Isto também só começou por eu dar o MEU entendimento para o facto do Danilo não subir tanto à linha como anteveríamos/gostaríamos e na MINHA opinião estavam-se fora de tempo a exercitar alguns dedos indicadores para um jogador que está envolvido tacticamente noutros propósitos.
Contudo, o que posso dizer/escrever quando resulta?
Eu também preferia que o moço fizesse o corredor todo e só esporadicamente interiorizasse mas é aqui que chegamos à tua citação que escolhi para início do post:
1. Não sendo de facto a movimentação que eu augurava, tenho de me vergar às evidências porquanto
2.
o ataque está a jogar um futebol atraente que, não sendo por vezes eficaz, tem-se revelado eficiente;
3. A beleza dos golos do FC Porto estão intimamente ligado a este posicionamento do Danilo em virtude de
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promover a aglomeração de um quase indescritível e desconcertante talento frente às defesas que
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se por vezes poderia ser uma mera aglomeração de jogadores em frente à área (estilo andebol), os movimentos de ruptura e o jogo ao 1º toque adicionam-lhe uma evidente excelência estética aliada a uma relevante eficiência, culminando assim em belíssimos golos e principalmente em vitórias, mesmo quando sentimos que a equipa está a baixa rotação;
Se, a par, considerares que se mantém uma assinalável consistência defensiva através da manutenção do Danilo a 8, com a capacidade adicional de usar a sua meia-distância e de explorar os espaços entre defesas, concluímos que estamos perante uma riqueza táctica que, mesmo não sendo a (nossa?) favorita, não nos pode deixar indiferentes.
Contudo, tenho um mas. Este envolvimento táctico é com Mangala na esquerda, o que tem permitido ao Abdoulaye dar um olhinho à direita. Veremos como fica com a entrada do Alex Sandro.
VP já explicou esta tese quando se referiu ao James e que passa por deixar os jogadores posicionarem-se nas suas zonas de conforto, sem que esse desvio provoque um qualquer caos táctico ou desequilíbrios fatais na equipa.
O certo é que, se olharmos para o campo, vemos os jogadores a jogar com alegria, nas suas posições favoritas e com a equipa equilibrada
e fluida. E o FC Porto a ganhar, com pinceladas de bailado. Sendo assim, porquê mudar o que funciona?
Bem, talvez as características de cada adversário que defrontamos?
Ora, há quem defenda (e com alguma razão) que nem as características dos adversários nos devem descaracterizar nem nós podemos ser alheios às ameaças de cada um dos nossos adversários pelo que nos resta assim confiar em quem treina e dirige, para continuarmos a usufruir destas boas sensações. Quem sabe se, de acordo com determinado plano de jogo, não seja determinado ao Danilo que suba à linha ou, pelo contrário, se mantenha na linha de meio-campo?
Vamos vendo, analisando, vibrando e, preferencialmente, vencendo.
Abraço.