Jorge Costa - #E2erno Capitão (1971 - 2025)

diogo_rodas

Lugar Anual
16 Junho 2025
225
594
Felgueiras
Ontem proporcionaram-me, com toda a certeza do mundo, o momento mais marcante que me recordo enquanto Portista.

Desde o dia 5 de agosto do ano passado que vivia contigo no pensamento. A cada entrada no Dragão, olhar para a bandeira, usar a camisola com o teu nome, falar contigo, agradecer por cada corte decisivo, cada defesa, cada golo. Nos jogos fora que infelizmente não pude estar presente e surgia a vitória, a primeira coisa que fazia era correr para o quarto e agradecer-te olhando para o cartaz que guardei teu.

A semana toda imaginei como seria a tua homenagem, se seria adequada à tua história, ao que sempre representaste para cada um de nós. Foi. E foi, sem dúvida alguma, o momento mais emotivo da minha vida. O desabar completo ao ver a bandeira descer, o choro de menino de finalmente ver ser homenageado o ídolo de uma vida, a personificação do amor da minha vida.

Como muitos de vocês, tive no meu Pai e no Jorge o ensinar a ser Porto, a amar o Porto a todo o custo e defender os valores do Clube.
Ontem ao ver o meu Pai, que conto pelos dedos das mãos as vezes que o vi chorar, a desabar completamente em vários momentos do dia por estar a recordar o Jorge só criou ainda mais impacto para mim.

Acredito que a mágoa de te ver partir da maneira que foi, perdurará comigo, mas todas as homenagens feitas , especialmente a do fim do jogo, amenizam e muito a dor da tua perda.

Foi e sempre será por ti, Bicho. Que cada um de nós faça sempre o seu dever de passar às gerações futuras quem foi Jorge Costa. O Porto em pessoa.

O quanto eu queria que tu estivesses fisicamente presente, que no fim discursasses e dissesses o quão orgulhoso estavas dos teus rapazes, do André, de todo o teu povo. De te ver, meu querido Capitão, simplesmente te ver...

Somos Campeões, meu Capitão 💙
 
JMMP1982

JMMP1982

Superior
26 Julho 2017
2
20
Boa tarde a todos,
Queria desde já pedir desculpa ao administrador e a todos os foristas por ter “furado o protocolo” e não me ter apresentado no devido tópico, mas creio que ninguém levará a mal que este meu primeiro post seja aqui.

Obrigado, Jorge. Voltámos a ter uma equipa. Este título é para ti!

Já estou inscrito neste fórum há quase dez anos, acompanho-o ainda há mais tempo, e apesar de algumas vezes ter vontade de escrever, nunca o fiz. Creio que na maioria das vezes por achar que não iria acrescentar muito, outras por me sentir representado nas opiniões de alguns foristas. Hoje, estou tão feliz, que decidi abrir uma exceção. E a minha exceção vai para o Jorge.

O Jorge era, para mim, (e nunca deixará de ser) um ídolo. Representava, na minha perspectiva, tudo aquilo que um portista deve ser, tanto no futebol, como na vida. Raça, resiliência, inteligência e liderança. Tudo isto dentro do campo. Elegância, eloquência e pensamento independente, fora dele.
O Jorge era “o portista”. Exatamente aquele que eu aprendi a querer ser, ao longo dos meus 43 anos. Um exemplo ímpar. Não me interpretem mal, mas fazendo uma retrospetiva, acho que o Jorge entra num grupo muito restrito de atletas que se pode dizer que deu mais ao clube, do que aquilo que recebeu.

Desde muito cedo, comecei a “ser educado” pelo meu pai a amar este clube. Mais tarde, o meu tio, que era sócio, começou a levar-me às Antas. Por volta dos meus 6, 7 anos era já um espetador mais ou menos assíduo no estádio, e quando o meu tio não me podia levar, acompanhava o relato dos jogos pela rádio. À noite, religiosamente, não poderia perder o resumo alargado dos jogos no “Domingo Desportivo”. Que nostalgia!
Impossível esquecer o “barulho dos torniquetes”, as filas infindáveis para entrar, o cheiro da relva, a imponência das Antas… impossível não ficar apaixonado pela camisola azul e branca às riscas. À medida que fui crescendo, fui aprendendo a amar cada vez mais este clube, de uma maneira inexplicável, e muito graças a jogadores como o Bicho. O pináculo do portismo.
O Bicho ensinou-me muita coisa. Tanta coisa.
Provavelmente a mais importante de todas, e depois de tudo por aquilo que passou, é a de que nunca devemos desistir, devemos persistir. E se formos persistentes, conseguimos superar todas as adversidades. Quando muita gente o dava como acabado, conquistou “apenas” uma taça uefa e uma champions, em dois anos seguidos. Grande Jorge! Sempre a liderar!
O Jorge era muito Porto! E ser Porto é a melhor coisa do mundo!
Um ídolo. Um exemplo. Um verdadeiro capitão!

Sou sincero, acho que nunca conseguirei ultrapassar esta perda. Um símbolo ímpar do que é ser dragão já não está entre nós. Mas como disse o Marco Leite, seu adjunto, numa entrevista ao Zerozero, “tem de haver algum propósito.”
Apesar de anteontem ter sido arrepiante e magnífica, todas as homenagens que lhe possamos fazer, nunca serão demais. Apesar de sentir, ao ver aquela homenagem, que a dor acalma, a saudade fala mais alto. Ele merece tudo, porque também nos deu sempre tudo.

Obrigado por me teres alimentado o amor pelo futebol. Obrigado por me teres alimentado o AMOR pelo FUTEBOL CLUBE DO PORTO.
Obrigado por seres tão PORTO!!!
Obrigado, Jorge. Voltámos a ter uma equipa. Este título é para ti!

Um grande abraço para todos!
 

Roma

Tribuna Presidencial
17 Dezembro 2013
13,132
15,717
36
Porto
Boa tarde a todos,
Queria desde já pedir desculpa ao administrador e a todos os foristas por ter “furado o protocolo” e não me ter apresentado no devido tópico, mas creio que ninguém levará a mal que este meu primeiro post seja aqui.

Obrigado, Jorge. Voltámos a ter uma equipa. Este título é para ti!

Já estou inscrito neste fórum há quase dez anos, acompanho-o ainda há mais tempo, e apesar de algumas vezes ter vontade de escrever, nunca o fiz. Creio que na maioria das vezes por achar que não iria acrescentar muito, outras por me sentir representado nas opiniões de alguns foristas. Hoje, estou tão feliz, que decidi abrir uma exceção. E a minha exceção vai para o Jorge.

O Jorge era, para mim, (e nunca deixará de ser) um ídolo. Representava, na minha perspectiva, tudo aquilo que um portista deve ser, tanto no futebol, como na vida. Raça, resiliência, inteligência e liderança. Tudo isto dentro do campo. Elegância, eloquência e pensamento independente, fora dele.
O Jorge era “o portista”. Exatamente aquele que eu aprendi a querer ser, ao longo dos meus 43 anos. Um exemplo ímpar. Não me interpretem mal, mas fazendo uma retrospetiva, acho que o Jorge entra num grupo muito restrito de atletas que se pode dizer que deu mais ao clube, do que aquilo que recebeu.

Desde muito cedo, comecei a “ser educado” pelo meu pai a amar este clube. Mais tarde, o meu tio, que era sócio, começou a levar-me às Antas. Por volta dos meus 6, 7 anos era já um espetador mais ou menos assíduo no estádio, e quando o meu tio não me podia levar, acompanhava o relato dos jogos pela rádio. À noite, religiosamente, não poderia perder o resumo alargado dos jogos no “Domingo Desportivo”. Que nostalgia!
Impossível esquecer o “barulho dos torniquetes”, as filas infindáveis para entrar, o cheiro da relva, a imponência das Antas… impossível não ficar apaixonado pela camisola azul e branca às riscas. À medida que fui crescendo, fui aprendendo a amar cada vez mais este clube, de uma maneira inexplicável, e muito graças a jogadores como o Bicho. O pináculo do portismo.
O Bicho ensinou-me muita coisa. Tanta coisa.
Provavelmente a mais importante de todas, e depois de tudo por aquilo que passou, é a de que nunca devemos desistir, devemos persistir. E se formos persistentes, conseguimos superar todas as adversidades. Quando muita gente o dava como acabado, conquistou “apenas” uma taça uefa e uma champions, em dois anos seguidos. Grande Jorge! Sempre a liderar!
O Jorge era muito Porto! E ser Porto é a melhor coisa do mundo!
Um ídolo. Um exemplo. Um verdadeiro capitão!

Sou sincero, acho que nunca conseguirei ultrapassar esta perda. Um símbolo ímpar do que é ser dragão já não está entre nós. Mas como disse o Marco Leite, seu adjunto, numa entrevista ao Zerozero, “tem de haver algum propósito.”
Apesar de anteontem ter sido arrepiante e magnífica, todas as homenagens que lhe possamos fazer, nunca serão demais. Apesar de sentir, ao ver aquela homenagem, que a dor acalma, a saudade fala mais alto. Ele merece tudo, porque também nos deu sempre tudo.

Obrigado por me teres alimentado o amor pelo futebol. Obrigado por me teres alimentado o AMOR pelo FUTEBOL CLUBE DO PORTO.
Obrigado por seres tão PORTO!!!
Obrigado, Jorge. Voltámos a ter uma equipa. Este título é para ti!

Um grande abraço para todos!
Palavras bonitas.

Agora vê se participas mais por aqui. Está mais que visto que tens muito a acrescentar.

Parabéns campeão.
 

Treinador de Bancada

Tribuna Presidencial
16 Março 2012
24,687
33,978
Conquistas
5
  • Dezembro/19
  • André Villas-Boas
  • Bobby Robson
  • João Pinto
Meu querido Bicho!

Foste o expoente máximo do que é o ser Porto.

Foste líder de 10 jogadores em campo e mais uns quantos nos diversos planteis onde jogaste e personificaste o que nos distingue e diferencia dos outros.

Das fraquezas fazer forças, a reacção na adversidade, o nunca desistir o nunca quebrar, das tripas coração.

Foste a personificação dos valores que são a nossa alma mater, que fazem um conjunto de pessoas distintas, de diversos credos, geografias, géneros etc estarem unidas com um forte laço emocional à volta de um campo de futebol, ou de uma TV.

Não sendo propriamente crente, acredito que haja mais algo que fuja Às regras do nosso mundo feito de vida e morte e que presenciaste e viveste este ano noutro plano e dimensão.

Acredito que algures sofreste e intercedeste por nós, no corte do Alberto, ou no golo no jogador do plantel que provavelmente encaixa melhor no que foste, Jan Bednarek.

Este título é também teu, foi tua a visão, foi também tua a construção deste plantel.

Acredito que partiste com a primeira pedra de mais uma era de domínio do futebol português erigida por ti.

Nunca serás esquecido e a tua memória perdurará na história do clube que tanto amamos.

Parabéns meu querido Bicho! Esta vitória é tua e foi para ti!
 
Última edição:

luisfca

Arquibancada
28 Agosto 2024
401
1,828
Conquistas
3
  • Jorge Costa
  • Alfredo Quintana
  • Pinto da Costa
Boa tarde a todos,
Queria desde já pedir desculpa ao administrador e a todos os foristas por ter “furado o protocolo” e não me ter apresentado no devido tópico, mas creio que ninguém levará a mal que este meu primeiro post seja aqui.

Obrigado, Jorge. Voltámos a ter uma equipa. Este título é para ti!

Já estou inscrito neste fórum há quase dez anos, acompanho-o ainda há mais tempo, e apesar de algumas vezes ter vontade de escrever, nunca o fiz. Creio que na maioria das vezes por achar que não iria acrescentar muito, outras por me sentir representado nas opiniões de alguns foristas. Hoje, estou tão feliz, que decidi abrir uma exceção. E a minha exceção vai para o Jorge.

O Jorge era, para mim, (e nunca deixará de ser) um ídolo. Representava, na minha perspectiva, tudo aquilo que um portista deve ser, tanto no futebol, como na vida. Raça, resiliência, inteligência e liderança. Tudo isto dentro do campo. Elegância, eloquência e pensamento independente, fora dele.
O Jorge era “o portista”. Exatamente aquele que eu aprendi a querer ser, ao longo dos meus 43 anos. Um exemplo ímpar. Não me interpretem mal, mas fazendo uma retrospetiva, acho que o Jorge entra num grupo muito restrito de atletas que se pode dizer que deu mais ao clube, do que aquilo que recebeu.

Desde muito cedo, comecei a “ser educado” pelo meu pai a amar este clube. Mais tarde, o meu tio, que era sócio, começou a levar-me às Antas. Por volta dos meus 6, 7 anos era já um espetador mais ou menos assíduo no estádio, e quando o meu tio não me podia levar, acompanhava o relato dos jogos pela rádio. À noite, religiosamente, não poderia perder o resumo alargado dos jogos no “Domingo Desportivo”. Que nostalgia!
Impossível esquecer o “barulho dos torniquetes”, as filas infindáveis para entrar, o cheiro da relva, a imponência das Antas… impossível não ficar apaixonado pela camisola azul e branca às riscas. À medida que fui crescendo, fui aprendendo a amar cada vez mais este clube, de uma maneira inexplicável, e muito graças a jogadores como o Bicho. O pináculo do portismo.
O Bicho ensinou-me muita coisa. Tanta coisa.
Provavelmente a mais importante de todas, e depois de tudo por aquilo que passou, é a de que nunca devemos desistir, devemos persistir. E se formos persistentes, conseguimos superar todas as adversidades. Quando muita gente o dava como acabado, conquistou “apenas” uma taça uefa e uma champions, em dois anos seguidos. Grande Jorge! Sempre a liderar!
O Jorge era muito Porto! E ser Porto é a melhor coisa do mundo!
Um ídolo. Um exemplo. Um verdadeiro capitão!

Sou sincero, acho que nunca conseguirei ultrapassar esta perda. Um símbolo ímpar do que é ser dragão já não está entre nós. Mas como disse o Marco Leite, seu adjunto, numa entrevista ao Zerozero, “tem de haver algum propósito.”
Apesar de anteontem ter sido arrepiante e magnífica, todas as homenagens que lhe possamos fazer, nunca serão demais. Apesar de sentir, ao ver aquela homenagem, que a dor acalma, a saudade fala mais alto. Ele merece tudo, porque também nos deu sempre tudo.

Obrigado por me teres alimentado o amor pelo futebol. Obrigado por me teres alimentado o AMOR pelo FUTEBOL CLUBE DO PORTO.
Obrigado por seres tão PORTO!!!
Obrigado, Jorge. Voltámos a ter uma equipa. Este título é para ti!

Um grande abraço para todos!
Bem-vindo!

O Jorge Costa também é uma figura extremamente marcante para mim. Desde a infância, desde os primeiros momentos em que comecei a ligar ao futebol, ele esteve sempre presente nas memórias mais fortes que tenho dessa fase da minha vida.

Uma das primeiras memórias que guardo é a minha primeira ida ao estádio das Antas, com 7 anos. Ganhámos 5-0 ao Santa Clara e ele estava lá em campo. Na altura era uma das minhas referências, porque eu próprio jogava como defesa no clube local.

Mais tarde, com 9 anos, lembro-me de acordar num domingo e a rotina ser diferente. Em vez dos desenhos animados, liguei logo a RTP1 para ver a final da Taça Intercontinental contra o Once Caldas. Ele voltou a estar presente nesse momento histórico. Lembro-me que durante o jogo, estava tão empolgado que vesti o equipamento completo, até as meias, para me sentir também um jogador como eles.

E nem vale a pena falar da final da Liga dos Campeões…

Hoje, a caminho dos 31 anos, são poucos os jogadores que, para mim, se aproximam da importância que o Jorge Costa teve na história do FC Porto…

Como já disseram aqui, deu muito mais ao clube do que o clube alguma vez lhe poderá retribuir. E, por mais que o clube tente, vai ser sempre difícil igualar aquilo que ele representou e deixou.