O ponto fraco do Farioli é promover um futebol ofensivo esteotipado.
Laterais por dentro, centrais a trocar bola à espera de meter bola no 5 dentro do bloco adversário e ele abre para os extremos ou para os laterais que se projectaram.
Tem de haver variantes, tem de saber criar dúvida no rival. É aí que têm de crescer.
Sem bola e em processo defensivo somos uma equipa top com processos bem definidos
Também ajudava ter extremos ou avançados que quebrem a linha de pensamento. Ter processo definido é bom mas por vezes os jogos ganham-se na quebra desses mesmos processos porque o adversário nunca conta com isso.
O golo do Samu contra o AFS no Dragão é um bom exemplo de um jogo ganho nessa quebra de processos. Mas é preciso haver jogadores com capacidade para isso. Atualmente, com Luuk e Samu de fora, os movimentos do Oskar, que é o nosso melhor agitador, são o que mais se aproximam dessa rutura que causa imprevisibilidade.
Fora isso, o William e o Pepê, sendo tecnicamente bons, acabam por ser demasiado mecânicos e previsíveis, sobretudo o William. Um lateral que faça o seu trabalho de casa já é meio caminho andado para o parar.
Por fim, há o Gul, que apesar de ter bons apontamentos, desaperece em muitos jogos, e Borja, que é o que tem menos recursos para extremo e servirá para jogos mais verticais (alguns da Champions por exemplo).
Falta claramente um extremo na linha do Oskar, irreverente, menos mecânico e talvez um pouco mais experiente. Eu confesso que também esperava que o Mora fosse um bocado dono dessa irreverência este ano, mas foi um ano menos bom para ele. Para o ano pode ser que suba de nível.