Isto é um tiro completamente ao lado. Ninguém disse que mudar a cor da pele acrescenta arte ao que quer que seja. O que se disse era que também não retira arte à maioria das obras. E as duas coisas não são contraditórias.
Não retira como? Não há proposta artística. Nenhuma.
Mudar de branco para negro vezes sem conta não é arte. É o contrário.
É fazer da arte e do cinema em particular uma prostituta da política du Jour q pode ser q dessa forma haja produtora que pague.
Isto não é arte. É neste momento até miserável para a cultura, a história e mapeamento étnico.
É alterar a tez porque assim alguém paga para q seja feita.
O cinema é outra coisa. Não é este capitalismo na cama com a política a enviarem dejectos às centenas por semana mascarados de arte.
O capitalismo tem a politicazinha de identidade social na trela como um poodle, e a arte, a real arte vai passar muito mal.
Entre líderes políticos obscenos, empresas maiores q PIBs de países a bancarem a arte e massas a comer à colherada não vai sobrar nada.
Criar é outra coisa. Não se pode permitir q seja uma coisa doutro tempo.
Li um post teu a elogiar o Ainda aqui estou...ISSO é cinema. E até é político, verosímil, bem feito, maduro, bem escrito, é político mas não é cinema ao serviço da política, é cinema sobre política. Há uma grande diferença.
Do q estávamos a falar não é arte nenhuma.