Churchill é um ótimo exemplo, Charles de Gaulle também. A revolução representa o fim de ciclo. O problema é que os eleitores nem sempre fazem a melhor escolha, para eles mesmos.Nunca uma maioria por muito significativa que seja, e esta atingiu quase 81%, representa a totalidade dos sócios ou adeptos.
Passando para a política na Madeira o "partido" vencedor, e foi sempre, foi a abstenção com quase 50% mas o vencedor foi Albuquerque a quem os que votaram deram mais votos.
Em Portugal só tivemos umas eleições com quase 80% de votantes que foram as constituintes que faz este ano 50 anos, nunca mais se repetiu.
Como dizia Churchill + ou - isto "a democracia não é um bom sistema mas é o melhor que conhecemos. E falando dele após o fim da II Guerra Mundial houveram eleições no País dele e perdeu de forma clamorosa. Não merecia pelo que tinha feito na II Guerra Mundial? Poderia dizer que não mas se os eleitores o apearam é porque acharam razões para tal.
Nas votações, há vários vieses que podem afetar o resultado. Para além do viés do voto útil, tens o viés da participação, há certos grupos que têm mais motivação para votar. Os que iam votar em André Villas-Boas estavam muito mais motivados do que os apoiantes de Pinto da Costa, que estavam receosos e indecisos, mas sem coragem de mudar o sentido de voto. Alguns optaram por não ir. A abstenção é um viés. Eu não moro no Porto e fui votar em PdC, mesmo sabendo que ia ser Maio de 68.