Acho que tu é que tens algum problema em lidar com opiniões divergentes.
Eu não faltei ao respeito a ninguém. Dei a minha opinião, que é tão válida quanto a tua.
Queres saber o que acho dos que por cá passaram antes do Sérgio?
O NES não tem perfil para o Porto. Nem personalidade, nem ideia de jogo. Preconiza um tipo de futebol baseado no contra-ataque que não acho que se coadune com um clube grande que tem que assumir as despesas de um jogo.
O Peseiro não é treinador para o Porto.
O Lopetegui não encaixou na nossa identidade. Foi uma escolha incompreensível de uma direcção sem um rumo definido. Tentámos espanholizar o nosso modelo de futebol e alastrá-lo às camadas jovens.
O tiro saiu naturalmente ao lado, porque estaremos sempre mais perto do sucesso quanto mais fiéis formos aos valores e idiossincrasias da nossa região e ao tradicional modelo de futebol português enraizado na nossa formação. Técnico mas mais vertical que o espanhol.
No entanto, respeito a forma como nos defendeu numa fase de controlo absoluto das arbitragens por parte do nosso maior rival, e desconfio que em condições de igualdade teria sido campeão. O contexto é fundamental na análise ao seu trabalho.
O Luís Castro evoluiu muito no ano da conquista da 2a Liga com a B e tornou-se um treinador muito equilibrado.
Pegou na equipa num momento muito ingrato e não havia muito a fazer.
Não é por não ter ganho que mudo a minha opinião sobre o treinador: falta alguma personalidade, mas é um bom treinador de projecto para um clube estável. Num clube pouco estável como o nosso é atualmente, tenho as minhas dúvidas mas não coloco de parte que fosse capaz de ter êxito. Principalmente se soubesse manter uma massa associativa ávida de beijoqueiros no símbolo do seu lado.
O Paulo Fonseca não funcionou. Não estava preparado e devíamos ter percebido que não estava preparado. Foi (mais) uma má escolha. No entanto, é um treinador com algumas qualidades. Apenas não as soube colocar em prática aqui, no contexto com que se deparou. Adverso em vários sentidos.
Chega?
Não dobro a espinha perante ninguém. Se tenho uma opinião sobre alguém, não a mudo por razões meramente emocionais.
Já dei os devidos méritos ao SC. Não me vou repetir. Se andas atento aos meus posts, saberás identificá-los. A vitória na 1a época do SC deixou antever algumas dificuldades que ainda hoje sentimos, mas é obra do treinador. Deu alma a uma equipa e a um clube descrentes.
Mas não ignoro contextos. Se acho que a arbitragem teve um peso determinante no insucesso de treinadores no passado, não vou ignorar o peso que as divulgações do FJM tiveram na perda de influência e impunidade do slb. Mesmo assim, não tenho problema nenhum em dar o mérito ao treinador nas suas conquistas. Mete-me é confusão que não haja esse cuidado de analisar contextos na avaliação que por aqui se faz a outros treinadores.
O ano passado fizemos menos pontos do que no ano anterior em que ficámos em 2°. O slb baixou drasticamente de nível (a um nível que nunca tinha baixado em épocas passadas com o JJ ao comando) e tivemos o mérito de ser melhores do que eles, sem evoluirmos em relação ao ano anterior.
Não preciso de falar na campanha europeia do ano passado. Todos nós sabemos que foi fraca.
Se amanhã o JJ vier treinar o Porto e acabar como campeão, não vou mudar a minha opinião sobre ele. É um bom treinador e um tipo com pouca classe.
A minha opinião é essa e não varia ao sabor do vento. Nem consoante o símbolo que se enverga, por mais que o adoremos. Os meus princípios estão primeiro.