Por cada DDT que está em desespero, existe uma equipa de pessoas ligada a ele, direta e indiretamente, que também precisa desse dinheiro.
E as pessoas esquecem-se disso por vezes.
Existem mil soluções, é um facto, e também não existem soluções ideais. Mas uma coisa que não existe é ajudas sem um custo.
O dilema desta sociedade é saber qual será o maior custo. E eu começo a ficar genuinamente assustado com a realidade que se aproxima.
Começa a desaparecer aquela ideia que a economia irá recuperar deste fecho normalmente uma vez que desta vez a crise não tem uma origem no sistema financeiro. Começa-se a entender que mudaram-se profundamente os comportamentos das pessoas que por arrasto têm consequência na confiança das mesmas, que por arrasto faz com que consumo diminua e como consequência final um abrandamento económico e destruição de emprego que começa a assemelhar-se a um tsunami de proporções inimagináveis.
E na minha opinião, são duas realidades, são duas preocupações que têm que ser lidadas da mesma forma ou corremos o risco de matar o paciente com o tratamento.