É surreal, não é?
O treinador mete um médio a líbero, a equipa joga desconectada, as transições são um descalabro, a pressão é feita sem critério, os erros repetem-se todas as semanas…
Mas a conclusão é sempre a mesma: “a culpa é do plantel”.
Estamos literalmente em piloto automático — mas sem piloto, sem plano de voo e com os alarmes todos a tocar.
E há malta que acha que o problema é dos passageiros.
O mais curioso é que, se amanhã ganharmos dois jogos seguidos, os mesmos vão dizer que “a ideia começou a pegar”.
Ou seja: quando dá, é mérito da ideia; quando falha, é porque os jogadores não a executam bem.
Conclusão? A ideia nunca erra. Só todos à volta.
Genial. Até ao embate com a realidade.
E essa, como temos visto... não perdoa. Nem quando pela frente é o Kikas e um Estrela que não ganhava desde Dezembro em casa.