Futebol bonito para mim é um contra ataque letal, aquele pressing sufocante, Mourinho no Real ou Kloop... É que não tenho pachorra para para lá e para cá xD
Percebo-te bem, para mim também, mas o futebol bonito pode ser um contra-ataque letal, um pressing sufocante, uma recuperação alta seguida de golo em três toques, como também pode ser aquela posse organizada que tínhamos com o Vitor Pereira quando queria congelar o resultado.
Mas o mais importante de tudo nem é o estilo — é perceber o que funciona com o grupo de trabalho que tens.
E nisso, está o verdadeiro mérito de um treinador.
O verdadeiro treinador não é o que tem uma ideia bonita — é o que tem uma ideia que encaixa na realidade que tem à frente.
Foi isso que o Tony Pulis fez no Stoke: olhou para os jogadores que tinha, para o contexto da Premier League naquela altura, e decidiu jogar à sua maneira. Direto, físico, letal nas bolas paradas.
E resultava.
Aquilo não era só “futebol inglês”. Era identidade. Era adaptação. Era inteligência.
O Mourinho sabia que o Real Madrid tinha gente para matar em velocidade. E construiu um monstro de transição.
O Klopp montou uma máquina que pressionava até o adversário rebentar.
E até o Guardiola, que muitos acham preso à posse, hoje ajusta o jogo do City ao Haaland, aceitando ataques rápidos e menos controlo.
É por isso que dizer “este joga bem” e “aquele joga feio” é redutor.
Porque jogar bem é jogar certo.
Certo para os jogadores. Certo para o momento. Certo para o adversário.
E acima de tudo, certo para ganhar.
No fim do dia, não interessa se é com 70% de posse ou com duas transições em 90 minutos.
Se é fiel à tua ideia, ao teu grupo e aos princípios de competir — então é bom futebol.
