A construção melhorou, entre linhas tambem.O processo teve melhorias? Mas que melhorias, concretamente? O que mudou? O jogo entre linhas melhorou? A construção com critério? A ligação entre setores?
Vamos ser honestos: falam de “melhoria defensiva” como se fosse estrutural, mas o que vemos é uma defesa com um líbero que não consegue progredir com bola (suspostamente seria o que era pretendido), centrais constantemente expostos a bolas nas costas e um meio-campo que, em várias fases do jogo, está completamente desligado do resto da equipa. Isso é um processo evolutivo ou simplesmente sobrevivência com base em momentos individuais?
O jogo contra o Arouca e Famalicão são excelentes exemplos: a qualidade individual dos jogadores fez a diferença, não o “modelo” ou o “processo” de jogo. Até quando vamos fingir que não é isso que nos tem segurado contra equipas inferiores? Estamos mesmo a confundir talento individual com trabalho coletivo?
E depois, claro… as comparações. Sempre a comparar com a pior época dos últimos anos como se isso justificasse o presente. Como se o objetivo fosse apenas fazer ligeiramente melhor do que o pior FC Porto das últimas décadas. Nem nos anos 80 se viam certos registos.
Se na época passada — em que até conquistámos uma Taça e fizemos figura na Europa — eu já defendia a saída do Sérgio, o que é que esperam que se diga agora, quando a equipa parece ainda mais perdida e sem rumo?
O problema é que confundem estagnação com estabilidade, e mediocridade com transição. E enquanto se continuar a aceitar “quase nada” como “melhoria”, vamos continuar exatamente aqui: no limbo.
Tirando, la esta, o último jogo, que foi uma copia da choupana e de barcelos.

