N te armes em.pudico porque cá em Portugal em escala menor tens aí um caso semelhante.
De qualquer forma o que importa reter é que todas as eleições foram corretas.
Quando ganhou ganhou bem e quando perdeu perdeu bem.
O que ele alega ou deixa de alegar não interessa.
Ele até pode alegar que viu um porco a andar de bike.
A substância é mais importante que a forma
Eu não muito disto e a coversa está a ficar um bocado off-topic.
Mas... estás louco?
O que é importante reter é que HOUVE ALGUÉM A TENTAR ALDRABAR VOTOS. Ou achas que isso não tem importância?!
E de qual caso menor é que estás a falar? Se é o que eu estou a pensar nem sequer compares.
Eu posso torcer os meus miolos para relativizar uma pequena falcatrua da vida privada de um político. Numa factura contornou os impostos e tal. Direi: "Oh, isso se formos ao microscópio a qquer político iriamos ver isso ou pior!". E tampouco tanto se me faz como se me deu com quem é que ele traiu a mulher.
Agora se for corrupção a desviar dinheiro do estado para família e amigos a coisa tem um significado diferente. Mas mesmo aí (e não desculpando) poderia dizer: "Épa, isto foi só um contracto dentro dos milhares que o estado e estamos a falar de uma tecnicalidade rebuscada. Já houve quem tenha feito pior. Sim, há ali um familiar dele numa empresa, mas foi prestado um serviço ao estado e o concurso foi ganho por vias legais." Diria isto se efectivamente fosse uma coisa absolutamente minúscula. Não o fartar de vilanagens que o Trump faz.
Mas há uma coisa que eu não aceito, não tolero e acho de uma gravidade de tal ordem que ouvir alguém a relativizar faz-me genuinamente confusão. Estamos a falar de alguém que tentou subverter os resultados de uma eleição. Ele perdeu, pegou no telefone e ligou à CNE lá do sítio para, durante uma hora, fazer ameaças veladas e a dizer que só precisa que lhe descubram X votos para ganhar a eleição. Isto na minha cabeça é pura e simplesmente traição à pátria. O sistema político pode ter quatrocentos mil defeitos mas o voto tem que ser sacrossanto. No fim depois de tudo dito o povo decide. Tocar ou tentar tocar nem que seja ao de leve no processo eleitoral é algo absolutamente inaceitável.