Última atividade de tocoolant

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    Economia Nacional
    O citados era no sentido de dizer que até esses vieram do nada. A esmagadora maioria das empresas são pequenas empresas, com pequenos empresários, e a maior parte deles veio do nada, os que eram tesos não são a excepção, devem mesmo ser a regra. E há depois há todos os outros que tentaram e faliram.
    A regra é mesmo ter recebido alguma partilha que deu um bocadinho mais para o pé de meia, o negócio que estão a gerir já veio de família ou têm pais que podem ajudar numa primeira fase. Vindos do zero absoluto são poucos, não digo que não existam, mas são poucos.

    E desses poucos os poucos que conseguem não falir são menos ainda. E dentro desses que não faliram os que conseguiram fizer uma fortuna então... esses são mesmo um raridade...
  • tocoolant
    Economia Nacional
    A grande maioria dos empresários tugas eram tesos. Até o dos grandes "grupos económicos", como o Belmiro, Nabeiro ou Amorim.
    O que leva à questão seguinte. Porque é que não és um Belmiro? ...Estas coisas não podem ser vistas à luz da excepção.

    E mesmo não querendo tirar o mérito as excepções tiveram sempre um sem fim de circunstâncias felizes para um sucesso estrondoso ter acontecido mesmo com a inteligência e competência que possas atribuir a cada uma dessas pessoas.
  • tocoolant
    Ahah “Isso dizem milhões de iranianos”, deves-te preocupar imenso com a vida dos iranianos, tu. nem dormes a pensar nos vida dos...
  • tocoolant
    Economia Nacional
    No século XVI Portugal não era alérgico ao risco, mas isso também porque estava muitos passos à frente das Franças e Inglaterras na ciência da navegação, ou seja, tinha conhecimento que os outros não tinham. Moral da história: o risco é bom quando está associado ao conhecimento, sem conhecimento, o mais seguro é não arriscar nada. Hoje o português médio tem menos conhecimentos do que o inglês médio, e por isso o seu sonho de investimento é abrir um pão-quente e depois tentar ir por aí fora até se tornar a Padaria Portuguesa do gato fedorento.
    Mas na aversão ao risco também temos de levar em conta o conhecido fenómeno da fuga de cérebros, que faz com que os portugueses mais competentes/ambiciosos se exportem para países de melhores salários e perspectivas. Aliás, hoje estamos num tempo em que até os trolhas competentes emigram, e cá ficam só os que mal sabem distinguir um martelo duma talocha.
    Se bem que acho que é impossível estabelecer paralelismos com o sec. XVI em grande medida eu concordo. Quando falo com pessoas que têm um pouquito mais que eu e querem investir qualquer coisita a conversa vai redundar na restauração, especulação imobiliária e cripto... quiçá alguma micro agricultura biológica e tal... mas é raro fugir disto. É tudo de uma falta de imaginação e pequenês tacanha. Mas também não os culpo. Quando há pouco dinheiro ninguém vai agora querer fundar uma ASML ou uma Apple.

    Apesar de haver pequenos exemplos de malta mais nova a querer fugir disto e ainda querer manter alguma esperança a fuga de cérebros foi assustadora no período da troika. Espero que as coisas comecem a alterar.
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    No século XVI Portugal não era alérgico ao risco, mas isso também porque estava muitos passos à frente das Franças e Inglaterras na...
  • tocoolant
    Economia Nacional
    o estado recebeu 38M de dividendo da Galp em 2025 e vai receber 40M agora, desse resultado.
    4 euros por ano por português sensivelmente. Pouco mais de 30 cent por mês. Resta saber quanto é que cada português terá pago por mês dos 1154 milhões de lucro. Talvez ande ela por ela porque a parte comercial é uma porção minoritária do lucro total. Já para não falar de impostos.

    Off-topic, seria a favor de uma maior participação do estado na Galp. Para além de ser uma coisa que dará lucros à de eterno é algo que o país pode ter um interesse estratégico. Mas provavelmente a maior fatia ficará para a família Amorim. Grande jogada, grande negócio. Mas isso seria outra conversa.

    A maior parte dos empresários portugueses veio do nada, é muito dificil empreender, Portugal não é um bom país para isso, alem disso até é mal visto empreender, o patrão é pintado como o vilão e mafioso.

    Tu pensando isso tentaste fazer isso?
    Não tenho capital amigo. Sou um teso. Não é por me incomodar que os outros me vejam assim ou assado.
  • tocoolant
    Economia Nacional
    Para receber dividendos, é preciso ter ações.. e neste tipo de ativos a valorização/desvalorização é intrínseco.

    Existem traders e investidores, eu sou investidor..

    De resto, não estou para perder tempo na discussão, quando os portugueses têm uma % altíssima de dinheiro no banco a não render, em depósitos ou certificados de aforro ou PPR e uma % de investimento em ações ou ETF baixissíma, diz tudo acerca da alergia ao risco.

    O problema é que a maioria das pessoas passa 1/2 h por dia nas redes sociais, em vez de aprender algo.



    Tenho muitos anos disto, acredita que o saldo não é negativo..

    Deixo-te uma nota, até as ações do nosso clube estão a preços bem interesantes..
    Fair enough. Não sou trader nem investidor. Se fosse, tentaria seguir uma lógica de médio longo prazo e tentar cumprir um dos preceitos que justifica a existência dos mercados como algo positivo neste mundo in the first place: Alocar o capital onde pode trazer mais valor.

    Mas vivemos num mundo onde os players não querem saber deste propósito. É apenas egoismo e fanfarronice de ter ganho mais dinheiro que os demais por ter movimentado-o no momento certo. E como justificação da sua vertigem do dinheiro pelo dinheiro aludir ao mérito de ter assumido riscos quer isso envolva a criação de valor para a sociedade ou não. Às vezes cria, às vezes (como no caso do petróleo) não. É apenas um tentar saber quando um ligapolio mundial "está a dar" ou não está.

    Depois de tanta "discordância" deixa-me acabar numa nota de "concordância". Sim, Portugal é alérgico ao risco. Mas não é a alergia ao risco de movimentar dinheiro de um lado para o outro sem criação de valor que me entristece. É a alergia de querer assumir o risco de meter o dinheiro em alguma coisa em que dê problemas dificeis, responsabilidades de ter pessoas a cargo, dificuldades, dores de cabeça mas dê simultaneamente empregos para os demais, um produto do qual estamos orgulhosos, valor para a sociedade e um propósito para nós próprios e para os outros. Para esses riscos o pessoal é alérgico.
  • tocoolant
    Economia Nacional
    "Com umas acçõezitas não ganhas em dividendos o que perdes no dinheiro da gasolina" .. isto é a sério???

    Vou contar-te, tenho 150 ações (uma miséria) de uma empresa petrolífera, hoje está a valorizar 112 euros..

    Sabes quanto subiu no ultimo mês? 16,13%..

    Para o meu consumo, os 16% pagam-me 3/4 meses de combustível..


    Eu digo-te qual é, a PETROBRAS.

    Repito, é preciso é assumir risco... em vez de lamentos..
    Novamente, eu disse dividendos. Não valorização da acção em si.

    Para ganhar dinheiro da valorização de acções numa lógica de curto prazo é preciso fazer disso uma profissão. Ter tempo, ter capital e ter conhecimento coisa que a maior parte do português comum não tem a não ser que sejas uma pessoa "sem noção". Não é uma questão de "ter tomates" para "assumir o risco" e "lamuriar-se menos". Porque quem tem muita "capacidade de assumir riscos" mas não tem conhecimento, capital para suportar algumas perdas e tempo livre para isso e só joga casualmente perde dinheiro mais vezes do que aquela que ganha.

    Se tens esse tempo, capital e conhecimento bom para ti. Senão não julgues que é essa vitória da Petrobras que te salva de perder dinheiro no longo prazo. Seja na Petrobras ou noutra coisa qualquer. Palavras de amigo.
  • tocoolant
    Economia Nacional
    Quantos % o gasoleo vai subir de uma semana para outra?
    Quantos % as accoes da GALP subiram desde a Invasão?
    Eu disse dividendos. Não valorização da acção em si.

    E o dividendo anual da galp para meia duzia de acções (que é aquilo que um português comum pode arriscar e não um nepobaby) duvido que cobrisse o valor de gasolina que um português médio irá gastar a mais este ano em gasolina.

    E se for para ganhar dinheiro com a flutuação do preço da acção numa lógica de curto prazo e não numa logica de longo prazo com os dividendos o português comum teria que saber quando comprar e quando vender no momento certo, ou seja, perder o tempo em que está a trabalhar e a fazer coisas úteis à sociedade para tentar ganhar dinheiro com flutuações especulativas.

    Os "riscos" são sempre mais fáceis de assumir para quem já é rico o suficiente para não fazer outra coisa da sua vida e para quem está numa posição em que mesmo que perca uma aposta na bolsa não perde tudo.
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  • tocoolant
    Economia Nacional
    O que tem ter algumas ações de uma empresas com ser CEO???

    Eu sei, comprar ações é assumir riscos...
    Com umas acçõezitas não ganhas em dividendos o que perdes no dinheiro da gasolina.

    "Mas investes e assumes riscos". Não me leves a mal porque acredito que não sejas mas isso é mesmo conversa de nepobaby.
  • tocoolant
    Religião
    "Segundo o problema das bolhas. Se eu estiver sempre a receber feeds daquilo que gosto posso entrar numa espiral de intolerância para o restante, para além de que acabará para contribuir para o terceiro problema: blind spots. Se certos conteúdos forem escondidos das pessoas que não gostam deles o que quer que haja de condenável nesses mesmos conteúdos nunca será escrutinado. Isto tudo é muito perigoso e isto tudo contribui para o ponto inicial "não gostar".

    Aqui está o ponto principal mas há meios de contornarmos isso; procurarmos feeds daquilo que por norma não procurarmos ou digamos está nos antípodas dos nossos gostos ou ideologia ou no fundamental deste fórum o desporto - é uma tarefa interessante e desafiante mas também cansativa que nos leva a estar mais horas nas redes sociais - do meu ponto de vista pessoal tenho que reduzir em vez de aumentar.
    Sobre isso há uma questão fundamental que é; ler posts e responder (dar opinião) ou não responder, eu já passei a fase de responder à maior parte porque leva a contra-respostas contínuas o que cansa e não enriquece a mente.
    Finalizando; temes tempos sombrios mas eles já estão há muito no terreno e a tendência é aumentar.
    Há um paradoxo terrível na mecânica disto tudo. Se houver alguém tolerante de um lado que procura (e bem) o lado oposto para não ficar na sua bolha esse alguém contribuirá para o engrandecimento da outra bolha da qual não concorda.

    Isto acaba por ter a consequência perversa de que se por acaso houver muita gente tolerante numa bolha e muita gente intolerante noutra bolha com a opinião oposta (que nem sequer se dá ao trabalho de ver a opinião contrária) essa "bolha dos intolerantes" acaba por se tornar a bolha dominante.

    Eu não sei qual é a solução para isto. Já dei voltas à minha cabeça mas esbarro sempre num outro problema que seria que mesmo que eu encontrasse uma fórmula magica para nivelar este problema estrutural se isso não seria em si mesmo "encaminhar" as coisas ou "escolher" quem merece ter mais palco ou menos palco de forma arbitrária.

    A moderação na internet é algo terrivelmente difícil (senão mesmo impossível) de se fazer com um critério ético 100% perfeito. Mas seja qual for o critério eu por norma rejeito a censura (salvo raríssimas excepções) ou "nivelamentos" excessivamente acentuados. Mas alguma coisa tem que ser feita.
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  • tocoolant
    Economia Nacional
    Sejam accionistas da empresa..
    E de preferência CEOs.
  • tocoolant
    Alguém me explica porque é que temos um tópico no fórum dedicado a um jogador de um clube rival?
  • tocoolant
    Aquecimento Global
  • tocoolant
    tocoolant reagiu à mensagem de RR11 no tópico Economia Nacional com Haha Haha.
    E sabemos que te preocupas com o bem-estar dos povos estrangeiros. É uma das tuas principais preocupações.