Já não tinha grande interesse em ver este Giro pelo desenho das etapas e startlist, então com as quedas e desistência de certos ciclistas, vai ser uma grande seca.
Impressionante como aquela que era a GV que me dava mais gozo ver, nos últimos anos tem ficado atrás do Tour e Vuelta.
Partilho do sentimento mas até acompanharia mais a corrida caso o meu trabalho o permitisse.
Diria que o ano passado ficou à frente da Vuelta a nível da imprevisibilidade.
A organização cada vez mais tem estragado o percurso da corrida ao retirar pontos lendários como o Stelvio e a apostar em tornar o Giro numa Vuelta mas em Itália.
E a partir do momento em que tens o Tadej ou o Jonas a participar, a corrida já está decidida à partida. Mas um azar do Jonas, torna a corrida aberta.
Não vi o Giro de 2015, mas deve ter sido animado acompanhar a confusão da Astana (Landa e Aru) a lutar contra um Contador lesionado. 2016 também foi qualquer coisa devido à reviravolta do Nibali. 2017 tivemos a batalha entre o Nairo e o Dumoulin. 2018 tivemos um super Yates até à última etapa de montanha onde tivemos uma exibição extraordinária do Froome. 2019 valeu pelo aparecimento de um jovem Carapaz que deu uma lição ao Nibali e Roglic. 2020 foi o que foi devido ao covid, mas sempre tivemos o aparecer do João, o conflito Hindley/Kelderman e a batalha com o Tao. 2021 foi um domínio do Bernal. 2022 foi uma pasmaceira até à ao último dia em que o Carapaz rebenta e o Hindley aproveita. 2023 não foi muito melhor, mas a corrida só foi resolvida no final. 2024 foi um one man show e 2025 tivemos ciclistas a tentar ganhar o Giro que não eram os favoritos à partida.
Pensando bem, até tivemos algumas edições interessantes nos últimos anos, embora o percurso tenha vindo a desiludir.