O que é que eu acho? Que este caso tem mostrado mais o racismo dos que estão na TV do que propriamente do rapaz em questão. Tem sido uma coisa extraordinária. Agora, até é um orgulho puxar do “eu digo preto”. Do género, eu é que dito as regras. Quando, obviamente, é tudo uma questão de tom e de contexto.
Se eu acho que há racismo endémico no futebol? Não acho. Acho, isso sim, que as pessoas, em fúria e atrasadas mentais, querem magoar o outro, e então chamam o que sabem o que vai doer. Gordo ao gordo, careca ao careca, nazi a um alemão (assisti eu, ao ver o Porto em Munique), cantam pela mãe falecida de um jogador, imitam macacos. Não é sempre racismo, é irracionalidade. Mas, como tudo na vida, incluindo no Código Penal, cada coisa tem a sua gravidade. E não, chamar macaco ou filho da puta não cabe tudo no mesmo saco. Felizmente.
E a sociedade está melhor nesse sentido. O que não inclui aqui esses idiotas que são contra que se diga “dia negro”, ao nível do PAN protestar contra um “dia de cão”.
Atirarmos os defeitos para cima dos adeptos do Benfica também tem muito que se lhe diga. Até dei um exemplo dos nossos acima, e basta ouvir os cânticos na Sul para percebermos que isto não aconteceu no nosso estádio por acaso.