Relativize-se a responsabilidade de SC no plano das transferências, não atribuindo ao treinador competências que não lhe cabem. Méritos e culpas, as maiores, são devidas a quem administra os destinos do clube, mais do que a quem treina. Há espaço, no entanto, para imputar alguma culpa a SC nos casos em que jogadores expressamente contratados a seu pedido fracassaram. Waris, Zé Luís... ? O exercício de identificar, entre os atletas contratados, quem foi ou não pedido pelo treinador será tudo menos linear. Quem pediu Nakajima?, Ewerton?, ... por que critérios se chegou a esses jogadores? E quanto a Marchesín, Uribe... a quem se atribui o mérito? A quem se encontra de fora, num olhar pouco informado, fica a impressão de que alguns jogadores serão indicados pelo treinador e outros nem por isso, encontrando-se nesta última categoria atletas cuja compra é inexplicável (aparenta não ter sido desportivamente motivada). Responsabilizaria, de forma atenuada, SC pelo insucesso de algumas compras, mas não mais que isso; à administração compete intervir no mercado, seleccionar alvos com rigor (levando em conta o trabalho do treinador), e atribuir mais ou menos poder a SC. Será ridículo culpar SC por ter mais ou menos poder: se pretensamente o tem, alguém lho deu.
Quanto às saídas a custo zero, não há como chamar o treinador para esta conversa. Todos os clubes do planeta confrontam-se com estes desafios, poucos são os que permitem a saída reiterada dos seus melhores em final de contrato. Faça-se como fazem os outros. O treinador quererá sempre contar com os elementos mais importantes, desejo comum a todos os técnicos.