No lance do primeiro golo, o Hendriks (que estava responsável pelo William) olha para o William duas vezes para ter noção da sua posição, já que o foco da jogada estava no flanco oposto. A primeira ocorre quando o Zaidu recebe a bola do Moffi e a segunda pouco antes do Borja receber. Em ambas as situações, o William estava relativamente longe, cerca de 6 a 7 metros, o que transmite uma sensação de controlo por parte do Hendriks.
No entanto, no momento em que o Hendriks faz o último olhar antes de se focar totalmente na bola, o William acelera. Esse timing permite-lhe ganhar vantagem e antecipar-se à trajetória da bola no segundo poste. Quando o cruzamento atravessa a baliza, a linguagem corporal do Hendriks sugere que considera o lance controlado, sem perigo iminente. É precisamente aí que o William surge de surpresa e encosta para o golo.
Ser rápido não chega, é preciso escolher o momento certo. Boa abordagem do William.