Entendo mas discordo.
Laengen e Herregodts sozinhos vão controlar depois da fuga sair e deixar o pelotão abaixo dos 5min.
Wellens e Novak (para Pogačar são sempre de outro nível) vão apanhar a fuga e reduzir o pelotão.
Sivakov (fez uma Flèche interessante no apoio ao colega) entra na Rodoute com Pogačar na roda e o resto já sabemos....
E com Pogačar em prova ninguém ataca com medo de perder a corrida antes mesmo de começar.
Também não concordo a 100& com o que disse mas uma pessoa procura sempre uma forma do Tadej perder, para benefício do espetácilo, por mais improvável que seja.
E o pelotão tem que começar a abordar as corridas de outra forma. É verdade que não é comparável mas em quantas edições das clássicas é que não vimos o ciclista mais forte a perder a corrida porque aconteceu uma movimentação e ficou tudo a olhar para ele para fechar? O Sagan e o Bala que o digam.
Para começar os rivais têm que obrigar a UAE a fazer a seleção e o controlo da fuga sozinha.
O Wellens não está a 100%, pelo que não sei o que esperar.
Com uma corrida bem endurecida, acho possível certificar que o Langen e o Herregodts começam a abrir na entrada do Col de Haussire e até mesmo rebentar com o Novak no último km dessa subida. É obrigar a UAE a chegar à sequência das 5 subidas antes de La Redoute com a equipa reduzida a poucos elementos. E aí é começar a lançar as segundas linhas e ficarem a olhar para UAE/Tadej para responderem. Se vai funcionar? Possivelmente não.
Não podem é nunca esperar por La Redoute, porque aí vai ser mais do mesmo.
Também não descartaria uma estratégia por parte da RB de abrir a corrida muito mais cedo do que é normal porque se há terreno em que o Remco pode incomodar o Tadej é nas fases a rolar, não nas subidas.