Foi graças ao homem que comecei a seguir ciclismo a sério.
Poderia ter sido muito mais...aliás toda a geração de 90 poderia ter sido muito mais.
Não ajudou algumas escolhas erradas em termos de calendário. Deveriam ter levado o homem ao Tour em 2014, depois de ter fechado 3º no ano anterior. Certamente daria mais concorrência ao Nibali do que o Péraud e um Pinot verdinho.
Em 2015 perde o Tour na Holanda devido aos ventos cruzados (e agora é um especialista nesse tipo de etapas) e ainda vê um holandês a rebocar o Froome quando finalmente lhe conseguiu fazer mossa.
Em 2016 algo falha na preparação, apesar de ter melhorado muito no crono, tanto que ganhou um na Route du Sud. Mas depois compensou na Vuelta.
Em 2017 nunca deveria ter atacado o Giro quando o mesmo tinha 70 km de crono, mais do que a maioria das grandes voltas recentes. E depois foi todo queimado para o Tour.
Nos anos seguintes vêm as quedas e as lesões...até começar 2020 fortíssimo, até à altura do Covid.
Após isso, ainda mostrou alguns lampejos do que era antes, mas nada de especial...e ainda viu o Tadej roubar-lhe uma etapa onde ia isolado no Giro.
Ainda deverá ter alguma capacidade, porque senão não fechava top 20 no Tirreno...gostava que conseguisse pelo menos uma vitória neste último ano.