Balé dos Pardais
Lá no topo do Dragão,
vive um bando em confusão:
são pardais de voo curto,
com um plano meio absurdo.
Saltam muito, picam chão,
mas falham sempre a transição.
O treinador, de olhos no ar,
desenha setas… que vão falhar.
“Posse, pressão, triangulação!”
mas a bola foge da intenção.
É um festival de passes ao lado,
e um pardal no banco, entusiasmado.
Grita: “Movam-se, sem parar!”
Mas nem ele sabe onde quer chegar.
Tira um extremo, mete um central —
tática nova? Não, é só banal.
Dizem que há método no caos,
mas parece só azar aos molhos.
De tanto pensar no futebol total,
esqueceu-se que isto é… real.
E os adeptos, entre o riso e a dor,
chamam-lhe “Pardal” — por puro amor.
Pois em vez de um dragão que ruge e arde,
temos um pardal… que pia tarde.
O Sábio Pardal
Num velho beiral do Norte altaneiro,
vive um pardal de ar altaneiro.
Com peito erguido e pose pensada,
desenha o vento… sem dar em nada.
Estuda as nuvens, aponta no ar,
e explica aos outros como voar.
Mas no chilrear, tão cheio de tese,
ninguém percebe o que ele pretende.
“Voemos em bloco! Em falso também!”
diz ele, com tom de quem sabe bem.
Mas vem o gavião, veloz, letal —
e o nosso pardal… tropeça no final.
Traz livros, palavras, muita instrução,
mas esquece o grão, o campo, a ação.
Os outros bicam, vivem, reagem —
ele pensa tanto… que se perdem as margens.
É mestre em voo sem descolar,
em mapas de vento sem navegar.
E lá vai o ninho, jogo após jogo,
ardendo em silêncio… no seu próprio fogo.
Dizem que é génio, ou coisa parecida —
mas a bola, essa, tem outra medida.
Pois no reino dos dragões, feroz e brutal,
não há paciência para um pardal.
O chatgpt tá a cuspir fogo...