𝗩𝗢𝗟𝗧𝗔𝗥𝗔𝗠 𝗢𝗦 𝗔𝗗𝗘𝗣𝗧𝗢𝗦 𝗗𝗘𝗦𝗔𝗣𝗔𝗥𝗘𝗖𝗜𝗗𝗢𝗦 𝗗𝗘𝗦𝗗𝗘 𝗔𝗚𝗢𝗦𝗧𝗢…
Na ressaca da derrota com o Casa Pia, o universo azul e branco acordou com dúvidas e desconforto. E voltaram os “adeptos” que, desde agosto, estavam desaparecidos. Já se notou. A pressão reapareceu.
Farioli, com todo o capital de confiança que conquistou, entrou por causa de um jogo num furacão de críticas difícil de compreender. O alvo foi directo: as escolhas no onze e a forma como mexeu na equipa em Rio Maior.
A primeira, provavelmente a mais absurda, foi a não utilização de Rodrigo Mora — virou bandeira. Só que o jogo teve um relvado impróprio para “piruetas” e decidiu-se no choque. Nestas condições, a ideia de que Mora ia “abrir” uma defesa fechada é mais desejo do que análise. E, sobretudo, passou ao lado do essencial: a lesão do Martim e a expulsão do William Gomes (esta sim, decisiva) rebentaram com qualquer plano. A partir daí, o jogo foi outro.
Claro que todos somos treinadores de bancada e “sabemos” mais do que o treinador que, nos últimos meses, bateu recordes bem relevantes. Mas o meu desconforto com a quantidade de disparates que por aqui se lê não fica por aqui: Froholdt tinha sintomas febris, não foi titular e, ainda assim, Farioli manteve-o no banco. Isto não é um detalhe. É gestão de contingências. Alguém reparou?
Outra decisão sob fogo: Kiwior no banco, depois de já ter sido criticada a ideia de o empurrar para a esquerda desde a chegada de Thiago Silva. Ao lado de Bednarek, Kiwior vinha a ser elogiado e a dupla até ganhou nome: “muro polaco”. Mexer nisso, para muita gente, foi reabrir uma ferida.
Só que as críticas surgiram todas no fim do jogo. Sempre no fim do jogo.
E, sinceramente, não me recordo de, até aqui, ter visto um pingo de desconfiança no trabalho de Thiago Silva. Antes pelo contrário: com Bednarek, tem feito uma dupla de igual betão. A opção de colocar um central mais experiente num terreno propenso a lesões não me parece descabida. E, se se quiser ver como ensaio de um modelo alternativo a pensar no Sporting, também não choca: chegou há pouco, precisa de minutos e precisa de rotinas. O que me pareceu menos ajustado foi empurrar Kiwior para a esquerda num terreno impraticável para o seu fino trato de bola.
A derrota — má, muito má — está a servir para trazer à tona uma crítica que, no fundo, nasce do medo. E, quer percebam quer não percebam, quem alimenta esta histeria também contribui para isso.

Moral da história: estamos em todas as frentes que interessam e continuaremos primeiros depois do clássico com o Sporting. Têm medo do quê???

Na segunda-feira, queremos todos ganhar. E temos essa responsabilidade. Para mim, é um jogo de identidade e de liderança. Estas críticas deixarão marcas — e o mesmo espero do meu apoio incondicional a esta bravíssima equipa.
Força, Equipa!

Força, Porto!



