Adoro os vídeos destes dois moços. As análises a obras literárias e de diferentes problemáticas de ambos são excelentes.
Conheço melhor o rapaz do Unsolicited advice do que o Alex O'Connor, mas gosto de ambos.Adoro os vídeos destes dois moços. As análises a obras literárias e de diferentes problemáticas de ambos são excelentes.
O Alex O'Connor é um craque. É uma pessoa que me dá imenso gosto ouvir especialmente quando debate temas religiosos, que julgo ser a sua área de especialidade. Para além disso apresentou um dos argumentos mais fortes contra o utilitarismo que eu já vi, e penso que foi ele também que apresentou o único argumento que me fez duvidar da não existência de Deus.Conheço melhor o rapaz do Unsolicited advice do que o Alex O'Connor, mas gosto de ambos.
Nos últimos tempos tenho prestado mais atenção ao Functional Melancholic. Mas não te aconselho porque é demasiado depressivo.
A propósito, há dias falavas do teu gosto pela literatura, que eu também partilho, embora já não leia tanta literatura como no passado.
Quais são os teus autores preferidos?
Meu caro, felicito-te pelo teu bom gosto e discernimento! Eça e Camilo são os meus romancistas portugueses preferidos (também não há assim tantos que valham a pena, acho eu) e Tolstoi é obviamente um gigante. Dostoievsky também é grande, mas o meu escritor russo preferido é Tchekov, ainda mais do que Tolstoi. E na Rússia ainda há Gogol, Turguenev, etc. A verdade é que o romance russo do século XIX é o melhor de sempre, nem os franceses conseguiram igual, apesar de Stendhal, Zola, Flaubert, etc.O Alex O'Connor é um craque. É uma pessoa que me dá imenso gosto ouvir especialmente quando debate temas religiosos, que julgo ser a sua área de especialidade. Para além disso apresentou um dos argumentos mais fortes contra o utilitarismo que eu já vi, e penso que foi ele também que apresentou o único argumento que me fez duvidar da não existência de Deus.
Quanto ao Unsolicited Advice, o que eu aprecio nele é a paixão que dedica a cada uma das obras que analiza nos seus vídeos. Já li alguns livros baseados nos vídeos dele, e tenho na minha lista outros como.
Na literatura, o que me dá mais gosto ler são essencialmente dois tipos. Os dramas psicofilosóficos, como os de Dostoyesvki ou Tolstói; ou os romances antigos, especialmente os portugueses, como os de Camilo e Eça.
O meu livro favorito até foi um dos que vi no Unsolicited Advice, sendo esse o Notes from Underground, do Dostoyevski. Acho uma obra de arte. Do outro género que descrevi, penso que o meu favorito seja A Doida do Candal, de Camilo.
Comecei a ler razoavelmente tarde, de maneira que o meu espólio literário não é nada de outro mundo. Tenho é amontoados de livros para ler, que tento aproveitar sempre bons negócios
E tu, meu amigo? Que te dá gosto ler?
Admito que ainda não dei a devida oportunidade à literatura francesa, mas a russa é algo fenomenal. São inúmeros os insignes escritores que ali existiram, e são imensos os livros tais que estou interessado em ler (agora, assim de cabeça, O Mestre e Margerita de Bulgakov).Meu caro, felicito-te pelo teu bom gosto e discernimento! Eça e Camilo são os meus romancistas portugueses preferidos (também não há assim tantos que valham a pena, acho eu) e Tolstoi é obviamente um gigante. Dostoievsky também é grande, mas o meu escritor russo preferido é Tchekov, ainda mais do que Tolstoi. E na Rússia ainda há Gogol, Turguenev, etc. A verdade é que o romance russo do século XIX é o melhor de sempre, nem os franceses conseguiram igual, apesar de Stendhal, Zola, Flaubert, etc.
Mas dos portugueses, além de Eça e Camilo, gosto de Aquilino (mas não os romances) e de Agustina. Acho que tudo o resto é de segunda ordem, embora Vergílio Ferreira, Saramago e mais alguns tenham publicado bons livros.
O Camilo que eu adoro é aquele mais sarcástico: A Corja, Eusébio Macário, Cenas da Foz, A Queda dum Anjo, etc. Os enredos românticos dele acho uma seca! E nunca percebi porque é que se dá tanto valor ao Amor de Perdição!Admito que ainda não dei a devida oportunidade à literatura francesa, mas a russa é algo fenomenal. São inúmeros os insignes escritores que ali existiram, e são imensos os livros tais que estou interessado em ler (agora, assim de cabeça, O Mestre e Margerita de Bulgakov).
Quanto à literatura portuguesa, Camilo conquistou-me quando reli o Amor de Perdição em contexto extra-liceu. Quanto a Eça, foi A Cidade e as Serras. Dos restantes, tenho livros de todos que ainda não os li. Estou atualmente a ler Claraboia do Saramago. A Agustina, quando comecei a ler tentei-me aventurar n'O Susto, e realmente o susto foi tanto que nunca mais peguei nele. Os restantes ainda não dei chance.
Ainda não optei por esse lado Camiliano, mas por mero acaso. Tenho alguns dos livros que mencionas, quando pegar em Camilo novamente, já tenho uma ideia melhorO Camilo que eu adoro é aquele mais sarcástico: A Corja, Eusébio Macário, Cenas da Foz, A Queda dum Anjo, etc. Os enredos românticos dele acho uma seca! E nunca percebi porque é que se dá tanto valor ao Amor de Perdição!
Estritamente como romancista, acho que o Eça é melhor que toda a gente, e deste gosto de tudo. Acho que está facilmente no top 5 da sua posição no século XIX e é de longe o maior em Portugal. Os meus livros preferidos do Eça são Os Maias, o Crime do padre Amaro, a cidade e as serras e Uma Campanha Alegre.
A Agustina é mais uma poeta do que uma romancista. Acho que para gostar dela é preciso primeiro gostar de Pessoa, Herberto Helder e gente assim.
Tens que dar uma segunda oportunidade à Agustina. Não te vais arrepender.Ainda não optei por esse lado Camiliano, mas por mero acaso. Tenho alguns dos livros que mencionas, quando pegar em Camilo novamente, já tenho uma ideia melhorQuanto ao Amor de Perdição, eu penso que ele é mais reconhecido, hoje em dia, como representação romântica mas fidedigna da sociedade da época, e não tanto pelo valor da sua escrita.
Mas sim, Eça é facilmente o melhor romancista português. Um verdadeiro génio. Não vai há muito acabei de ler um dos livros mais pequenos dele, o Singularidades de uma Rapariga Loura e é-me genuinamente surpreendente como se coloca tanto detalhe numa história tão curta.
O meu problema com a Agustina foi que me tentei aventurar por esse mundo logo no início das minhas aventuras literárias, e que foi demasiado para alguém tão pouco habituado como eu.
Que me recomendas? (Dela ou de outros)Tens que dar uma segunda oportunidade à Agustina. Não te vais arrepender.