"O custo para o estado é absurdo
Os EUA gastam ~18% do PIB em saúde. A maioria dos países desenvolvidos gasta 10-12% e tem cobertura universal. Ou seja, pagam mais e cobrem menos pessoas.
O paradoxo do "mercado livre"
O sistema americano não é sequer um mercado livre genuíno, é cheio de monopólios locais de hospitais, opacidade total de preços, e seguradoras que funcionam como rent-seekers entre o doente e o cuidado. É o pior dos dois mundos.
Medicare/Medicaid já existem
O estado americano já paga uma fatia enorme: idosos, pobres, veteranos. Portanto o argumento "o estado não devia meter-se" já não existe na prática. A questão é só se cobres todos ou deixas o meio (trabalhadores sem bom emprego) a descoberto.
O argumento dos médicos
O salário alto dos médicos americanos é em parte para compensar a dívida brutal de estudar medicina lá: 200-300k dólares de empréstimos é normal. É um custo de entrada artificial que depois se transfere para os preços.
Por que continua assim
Seguradoras, farmacêuticas e hospitais privados têm lobbies enormes. É literalmente o grupo de interesse mais poderoso do Congresso. Não é inércia, é manutenção ativa do sistema.
O argumento libertário para exportar o modelo é de má-fé ou ignorância, nenhum país que já tem universal quer trocar."