Tínhamos um PR beato, que vetou 4 vezes a morte medicamente assistida (suicídio assistido e eutanásia).
Finalmente, em 2023, lá foi legalizada, apesar do frenesim do Falso das Selfies para impedir esse avanço civilizacional.
Na prática, por causa da falta de regulamentação e de um Tribunal Constitucional cada vez mais à direita, continua tudo na mesma.
Algum português maior de idade, que sofra física e/ou mentalmente de forma insuportável, e queira acabar ou que alguém capacitado para isso acabe com a sua vida, tem de ir à Suíça para terminar com o seu sofrimento.
País atrasado de merda.
A culpa não foi do TC...que não era nada à direita, isso é falso.
Dos 13 juízes dessa altura, 7 eram da chamada ala esquerda - 5 do PS, 1 do PCP e 1 independente, que era totalmente a favor da eutanásia.
Mesmo entre os 6 da ala direita, vários desses eram a favor da eutanásia.
O que acontece é que o PS elaborou muito mal a lei, e o nosso antigo (ainda bem!) PR, beato como bem disseste, aproveitou isso.
Quando a lei, com a colaboração de quase todas as forças políticas, chegou a um ponto em que era plenamente constitucional, o nosso presidente beato vetou-a politicamente.
No último veto político de Marcelo, o PS da maioria absoluta, arrogante como só ele, num exercício de poder nojento - em detrimento do sofrimento de tantas pessoas neste país, que só querem um final de vida digno -, passou por cima do veto do Marcelo e aprovou a lei como originalmente queria, sem as alterações feitas com base na declaração de inconstitucionalidade.
Ora, o diploma nunca chegou a ser regulamentado, pois o governo caiu, e o TC veio, no ano passado, declarar novamente - quem diria! - a inconstitucionalidade de algumas normas da lei.
E sim, a configuração do TC de 2025, em termos ideológicos, é exatamente a mesma de 2023.
Portanto, se tivemos um PR beato que aproveitou todas as oportunidades para sabotar esta lei e temos um governo cobarde que não arruma logo o assunto com um referendo, pois sabe que vai perder, a verdade é que a responsabilidade do PS nesta questão não pode deixar de ser enfatizada.