importante que os portistas percebam que vivemos outros tempos. Hoje, a produção de narrativas , mesmo quando são falsas , tem um impacto muito maior do que tinha há 10 ou 15 anos. Já não se trata apenas de factos; trata-se da repetição constante dessas narrativas até que, a certa altura, muitas pessoas passem a aceitá-las como verdades.
Vemos isto em todo o lado. Por exemplo, temos ouvido Trump e Putin afirmar que não foi a Rússia que começou a guerra na Ucrânia. E a realidade é que haverá sempre quem repita essa mensagem até que ela ganhe força.
O que quero dizer com isto é que o FC Porto precisa de ter presença e capacidade de contraditório no espaço mediático. Caso contrário, acabará também por perder influência nas instituições quando estas avaliam casos como o de ontem. André Villas-Boas tem mesmo de perceber que, se se perder influência na construção das narrativas, também se perde influência nas decisões.
Ao longo deste ano, vários episódios, muitas vezes alimentados por cartilheiros, têm sido esquecidos ou ignorados quando beneficiam os de lx, enquanto casos no mínimo duvidosos a nosso favor são escrutinados até à exaustão. Assim se vai criando a narrativa de que o campeonato está “minado” pelo FC Porto.
FC Porto tem de continuar a contestar, a desafiar e a desmontar estas narrativas. Mas, acima de tudo, precisamos de uma maior e presença nesses espaços mediáticos.