A questão fundamental aqui é que num determinado contexto competitivo, um treinador deve ser julgado pela qualidade que consegue apresentar em campo, tendo por base a matéria-prima disponível.
O problema com o Brandão foi esse. Foi só sua culpa? Não sei. Não sei até que ponto haviam questões contratuais que a SAD teve que atender. Não sei se houve a intenção de colocar alguns jogadores a jogar para ver se no mercado de Inverno poderiam ser "despachados". Nem sei se existiram questões disciplinares ou de desenvolvimento do jogador, nomeadamente no controlo da sua taxa de esforço.
O que é certo é que a maioria do 11 iniciais apresentados na primeira volta, usando esta referência temporal de forma grosseira, não tinham a melhor matéria-prima disponível e os resultados foram a consequência disso.
Isto tudo para dizer o quê? Não seria com António Ribeiro, Tomás Pérez, Nagata, Pedro Lima e Anha Candé no 11 e ao mesmo tempo, que se iria obter esta série de bons resultados.
Só foi possível quando se colocou em campo talento. O que já havia na B (Teixeira, Gomes, etc) e o que estava e está nos Sub19 e que têm muito potencial (Mide, Lima, etc) ou que têm mais potencial que os mencionados no parágrafo anterior.
Ainda subsistem opções bem questionáveis. Ainda resquícios de orientações vindas de cima? Opção própria? Não sei.
Basta subir a qualidade e o potencial do 11 e os resultados tendem a aparecer. E se o Brandão continuar na linha de meter mais qualidade e mais potencial no 11, ainda vai conseguir melhores resultados. É a lógica do futebol.