Podem chover dislikes se quiserem. Mas nunca entendi pessoal que confunde um ou outro desentendimento com a federação ou uma ou outra escolha em que considerámos que devia ter ido um portista e não foi com o apoio à seleção. Ainda para mais estando no estrangeiro estas coisas sentem-se mais. Estou a trabalhar em Espanha e os meus melhores amigos portugueses por aqui são portistas ainda mais ferrenhos que eu e, acreditem, vivem a seleção com tanta ou mais paixão com que vêem o Porto.
Eu nunca fui de nacionalismos bacocos e muito menos de "patrioteirismo futeboleiro". Nunca alinhei no circo de meter bandeirinhas à janela no euro 2004 nem coisa que o valha. Mas goste-se ou não a seleção dá um grau de visibilidade ao país que tem um significado que é impossível de menosprezar. E por muito "chique" que seja criticar este folclore patriótico ou até se quisermos seja "chique" criticar o tribalismo futebolístico nacional o futebol une muita gente. E une de uma forma positiva. Se aparecer um doutor e um trolha a comer ao balcão numa tasca há um assunto em que ambos estão em pé de igualdade e que ficam por uns minutos a falar e a humanizar sem olhar a aparências, estatuto social, etc. Isto tem alguma importância até de um ponto de vista de harmonia social. É um ponto de contacto, um motivo de aproximação de pessoas.
Neste contexto a seleção estar bem e ganhar dá alento e dá um ponto de união entre nós próprios e entreo país e o mundo. Força Portugal