Acho que houve muito jogos com adversárias menores que podíamos ter rodado o plantel de outra forma. Acho que usamos a Murek em demasia, muitas vezes em jogos que para ganhar bastava aparecer em campo. A própria Dominika podia ter sido mais utilizada... Dentro dos próprios jogos, houve momentos que os adversários deram os sets como perdidos e ao invés de descansar as titulares, mantivemos todas... Seria difícil estar a individualizar, mas por exemplo na questão das centrais, teria sido bastante fácil, 3 sets, cada uma jogar 2... Principalmente antes dos playoffs.
Compreendo a tua argumentação, mas tenho opinião diferente sobre alguns aspetos.
Concordo que a rotação do plantel poderia ter sido diferente, mas isso diríamos sempre, quem quer que fosse o treinador, ou não fossemos treinadores de bancada

(ainda estou para ver qual é o treinador que não é criticado pelos adeptos nesse aspeto, até os treinadores das melhores equipas italianas e turcas o são).
No que respeita às centrais, não concordo em parte: a rotação foi feita até à saída da Shayla, só que de jogo para jogo e não em cada jogo. Depois disso, a Domi só esteve a 100% quando já faltavam poucas jornadas da fase regular e foi utilizada em alguns jogos e na meia-final da Taça. Mas sim, podia ter sido mais utilizada nos play-off, sobretudo nos jogos em que a Saska não esteve bem.
Quanto à sobreutilização da Natalia, não concordo de todo. Todas as equipas profissionais utilizam métodos e parâmetros que avaliam a condição de cada jogadora e em cada posição específica e permitem fazer uma gestão adequada do esforço/cansaço.
Lembro-me bem do receio que todos tivemos das consequências que o cansaço dos cinco jogos consecutivos da meia-final poderia ter na final contra um Braga que teve mais de uma semana de descanso. Na altura, falei com três jogadores que jogam em equipas da primeira divisão e todos foram unânimes em dizer que isso era uma falsa questão, porque a gestão do cansaço no voleibol é muito diferente do das outras modalidades, e que preferiam mil vezes estar na situação das jogadoras do Porto do que das do Braga, porque, independentemente dos treinos/jogos-treino que o Braga pudesse ter feito, o Porto ia com um ritmo de jogo muito superior ao do Braga (um deles disse que detesta ficar um fim de semana sem jogar). E lembro-me de que, no final do primeiro jogo, o próprio João Santos referiu isso.
Um abraço!