Arábia Saudita - Saudi Pro League 2025/2026

Devenish

Tribuna Presidencial
11 Outubro 2006
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  • Reinaldo Teles
  • Março/19
De uma jornalista ou de uma mulher (psicóloga ou socióloga) guardei este post;

O último parágrafo diz muita coisa sobre qualquer um de nós, um dia os que chegarem longe na vida passarão por isso.

"O caso de Cristiano Ronaldo diz muito mais sobre nós enquanto sociedade do que apenas sobre um atleta a envelhecer.
Durante anos, fomos habituados a vê-lo como quase invencível. Um corpo disciplinado. Uma mente altamente competitiva. Um homem obcecado pela superação, pela excelência e pela vitória. E talvez tenha sido precisamente essa imagem que tornou tão difícil, para muitas pessoas, assistir à inevitabilidade mais humana de todas: o tempo passa. Até para os gigantes.
Nos últimos tempos, Cristiano Ronaldo tem sido alvo de críticas cada vez mais agressivas. Há quem diga que já não está ao nível de outros tempos, que insistir em continuar a jogar é "doentio" ou que deveria "procurar ajuda psicológica". Mas aqui importa separar duas coisas diferentes: a crítica desportiva legítima e a tendência perigosa para patologizar comportamentos humanos complexos.

A identidade de um atleta de elite não funciona como uma profissão comum. Não é apenas "um trabalho". É uma construção psicológica profunda.

Durante décadas, Cristiano Ronaldo não foi apenas um jogador de futebol. Foi símbolo de excelência. Foi disciplina. Foi rendimento. Foi reconhecimento mundial. Foi alguém cuja identidade se construiu em torno da capacidade de ultrapassar limites. Quando uma pessoa vive tantos anos fundida com o desempenho, o fim da carreira não representa apenas uma mudança profissional. Pode representar um verdadeiro luto psicológico.

Na psicologia, sabemos que as grandes mudanças de identidade são das experiências mais desafiantes da vida humana. A reforma, a maternidade, um divórcio, a perda de estatuto ou qualquer transição que obrigue alguém a perguntar:

"Quem sou eu agora?"”

No caso dos atletas de alta competição, isto torna se ainda mais intenso porque o corpo também muda. E o corpo, para eles, sempre foi ferramenta, valor e validação.

Mas será isto uma doença? Não necessariamente.

Querer continuar relevante, ter dificuldade em abandonar aquilo que deu sentido à vida durante décadas ou resistir ao fim de um ciclo não é automaticamente patológico. Muitas vezes, é profundamente humano.

Curiosamente, aquilo que hoje algumas pessoas chamam "obsessão" é exatamente o mesmo traço psicológico que durante anos admiraram quando ele marcava golos impossíveis, batia recordes e parecia nunca se cansar.

A sociedade tem uma relação contraditória com a excelência: admira enquanto produz resultados extraordinários, torna se cruel quando começam a aparecer sinais de fragilidade.

Existe também um desconforto coletivo perante o envelhecimento. Vivemos numa cultura que idolatra juventude, performance e produtividade constante. E talvez seja precisamente isso que torna tão difícil assistir ao declínio natural de alguém que foi visto durante tantos anos como quase perfeito. Porque, no fundo, ver Cristiano Ronaldo mais lento, menos explosivo ou mais vulnerável obriga-nos a confrontar uma verdade desconfortável: ninguém fica no topo para sempre.

E talvez seja mais fácil chamar lhe "egoísta", "incapaz de parar" ou "doente" do que aceitar aquilo que a sua trajetória agora nos espelha: a fragilidade humana existe até nas pessoas que pareciam maiores do que a própria vida.
Claro que o fim de carreira pode trazer sofrimento psicológico. Muitos atletas enfrentam ansiedade, vazio, perda de propósito ou dificuldades emocionais quando deixam de competir. O acompanhamento psicológico pode ser importante e saudável em qualquer fase da vida, especialmente em momentos de transição profunda. Mas transformar automaticamente permanência em patologia é uma simplificação perigosa.

Nem tudo o que é intenso é doença.

Nem toda a dificuldade em largar algo significa perturbação psicológica.

E nem toda a persistência nasce de negação.

Às vezes, nasce apenas da dificuldade profundamente humana de nos despedirmos da versão de nós próprios que durante tantos anos deu sentido à nossa existência."
 

Devenish

Tribuna Presidencial
11 Outubro 2006
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  • Reinaldo Teles
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Talvez este tenha sido o último título dele (mas com esta personagem nunca se sabe).

os 37 títulos conquistados por Cristiano Ronaldo:

Ao serviço do Sporting, o craque começou a somar troféus logo em 2002, com a conquista da Supertaça de Portugal. Depois, no Manchester United, a contagem disparou com três campeonatos ingleses, uma Liga dos Campeões, um Mundial de Clubes, uma Taça de Inglaterra, duas Taças da Liga e duas Supertaças inglesas. A mudança para o Real Madrid marcou a época de maior fartura: foram duas Ligas espanholas, quatro Ligas dos Campeões, três Mundiais de Clubes, três Supertaças Europeias, duas Taças de Espanha e duas Supertaças de Espanha. Em Itália, com a camisola da Juventus, Cristiano Ronaldo continuou a vencer e arrecadou dois campeonatos italianos, uma Taça de Itália e duas Supertaças italianas. Já na aventura pelo Al Nassr, o português juntou ao museu a Taça dos Campeões Clubes Árabes e, agora, a tão desejada Liga Pro Saudita. A fechar este palmarés de sonho com as cores de Portugal, o capitão ergueu o histórico Campeonato da Europa em 2016 e as duas Ligas das Nações.
 

Sonic

Tribuna Presidencial
13 Fevereiro 2024
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Se o Arnaldo perde o titulo de forma dramatica de novo (já perdeu uns quantos na terra dos camelos) ia ser bonita a sua moral no mundial.

Assim pode ser que autorize o pateta a substitui-lo uma vez ou outra ou quiça até possa aceitar nao ser titular num potencial jogo a feijoes. Tudo teorias obviamente.