Muito se fala, muito se insinua, mas certezas… quase nenhumas.
Sou portista, acompanho o voleibol há anos e não pertenço a nenhum “grupo”. Falo do que vejo — e do que é óbvio.
Inventam-se narrativas sobre a condição física da Joana Resende sem qualquer base. Nunca houve informação de que estivesse inapta. Esteve no plantel, foi utilizada e, quando entrou — como no jogo 1 da meia-final com o SLB — mostrou mais do que muitas vezes se viu em campo. Falar de condição física é, no mínimo, conveniente.
Também não a vi alimentar conflitos. Pelo contrário: vi-a a apoiar sempre a equipa. A ser a primeira a partir do banco a dar uma voz de incentivo, mesmo nao jogando. Cumpriu o seu papel de capita.
Dizer que isto é só porque “não joga” é reduzir o problema de forma desonesta. Nenhum atleta tem lugar garantido — mas critérios têm de existir. E o que se viu foi falta de coerência: baixo rendimento em determinados jogos numa posição, o que pode acontecer, mas, zero reação. Noutras, mudanças imediatas. Isto não é gestão, é opção — e das questionáveis.
Sobre os prints: existem. Não são “diz que disse”. E levantam questões sérias. Ha mais mensagens? Seria importante, agora que a epoca acabou, sabermos toda a verdade.
Há quem defenda, há quem ataque — mas há sobretudo demasiado ruído e pouca honestidade. O que é claro é isto: Joana Resende não foi tratada como alguém que deu 12 títulos ao clube, que sempre foi referência dentro e fora de campo e que representa, como poucos, o que é ser Porto.
Isto não é só sobre minutos. É sobre respeito. E esse, esta época, faltou.
Força Porto