Uma imagem que tenho de miúdo é o João Pinto abraçado a outro jogador em campo (já não me recordo quem), num abraço tão forte e profundo, a celebrar a conquista do 12° campeonato. A força daquele abraço não necessitava de palavras para descrever o sentimento e o esforço para chegar àquele título. Tinha muito significado para João Pinto. Era algo para lá de apenas conquistar um troféu. Era mais. Era maior. Era o resultado de um árduo esforço ao longo de uma época, nos tempos em que o Porto nunca rivalizava a nível orçamental contra os clubes lisboetas, financeiramente mais poderosos. Por isso, cada conquista naqueles tempos era saboreada com tanto sentimento. Significava algo. Tinha muito valor.
Eis-nos aqui, em 2026, a celebrar o 31°, e que distância percorreu o Porto nestas décadas! Como soube crescer, solidificar-se e impôr-se a nível nacional, deixando para trás de rectada o Sporting e cada vez mais colando-se ao Benfica em números de campeonatos ganhos.
Por isso a dedicatória de Villas Boas deste campeonato a Pinto da Costa. Um dirigente ímpar no futebol internacional que nos elevou ao topo do mundo.
O Porto continua a ser uma Causa.
Uma mescla de Cidade e Clube num só.
Viva o Futebol Clube do Porto!