Falou-se aqui na defesa que Sérgio Conceição fez do FC Porto durante sete anos, e essa narrativa muito dificilmente poderia estar... mais errada.
Acho que o seu primeiro campeonato foi uma conquista fantástica. Diria até que foi das maiores vitórias do nosso clube, tendo em conta todas as circunstâncias adversas; e eram muitas! Dei o peito às balas por ele durante muito tempo. Demasiado, talvez.
Os episódios que nos lesaram, por puro ego, foram gravíssimos: era um rato de balneário, um bufo, e logo de um grupo hostil ao FC Porto como a Cofina; engendrou aquela cláusula de rescisão absurda do Francisco Conceição e o respetivo retorno com um contrato moralmente humilhante para o clube; vetou a contratação do João Moutinho, que até já tinha tirado fotografias com o equipamento, por birra; desistiu da Liga Europa por birra; humilhou jogadores como o Iker Casillas em público. A lista facilmente continuaria.
Sérgio Conceição defendeu publicamente o FC Porto porque isso era defender-se a si mesmo, mas o FC Porto acabou no momento da saída. Acabou nas bocas foleiras, na minas que deixou ao trabalho do desgraçado do Vítor Bruno, acabou nas dores de nádegas do filho ou nos contratos secretos que tinha com gente como o Orelhas.
Muita gente, ainda iludida, teria uma surpresa muito desagradável se o Orelhas vencesse as eleições dos bêbados. Conceição seria muito mas muito mais hostil para nós que o Mourinho.
É impensável voltar ao FC Porto.