Economia Nacional

Panda Azul e Branco

Tribuna Presidencial
14 Janeiro 2025
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Penso que o colega se referia ao largo período anterior à sua chegada ao Governo. Talvez nos tempos da JSD, em que em matéria de costumes ele era bem mais liberal.
Quanto à sua ascensão no PSD, há por aí uma tese de Mestrado curiosa sobre a forma como ele chegou lá. Blogosfera, criação de milhares de perfis falsos no Facebook, etc.
Eu sou PSD, mas de um PSD de centro. Sou social-democrata na economia (e completamente liberal nos costumes). Nada a ver com o PSD de Passos. O Passos, que não passa de um abutre à espera que o Montenegro caia, só quer minar o Governo actual para a seguir cair nos braços da direita e da extrema-direita.
Quanto ao Montenegro, que nunca na vida pensou chegar onde chegou (estava ali para se queimar na travessia do deserto dos 4 anos da maioria absoluta do Costa e de repente chegou a primeiro-ministro - e como o Passos deve estar arrependido de não estar ali naquele momento!), fez muito bem. Convocação de directas - agora avança, já que não te calas... Teria piada, um Governo do Montenegro suportado no PSD do Passos.
Mas o Passos diz que só avança quando quiser. Qual senador, reserva moral do Partido e da direita, não está disposto a lutar pelo poder. Não, este terá de lhe ser entregue. De preferência quando o Chega deitar abaixo o Montenegro.
Confesso que hoje em dia, ao contrário do que acontece com o Montenegro, tenho muito pouca simpatia pela personagem em que se transformou o Passos. Até se pode dizer que neste momento está a ser um traidor do Partido.
Pelo menos nos costumes dele o jovem Passos era muuuuuuito liberal.
O pai dele era grande homem e grande pneumologista, o filho saiu a ovelha ranhosa da família.
 

Dagerman

Tribuna Presidencial
1 Abril 2015
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Boas noticias no que diz respeito á luta contra as alterações climaticas.

Os jovens climáticos podem festejar, já que por sorte o ataque ao Irão está a paralisar a produção e distribuição de um terço do petróleo mundial.
A única parte chata é que sem combustíveis fósseis não há economia, e muiito menos civilização industrial.
Mas no século XIX também se vivia, e em alguns aspectos até se estava melhor. Tenho a certeza que os jovens da geração Z iam adorar o trabalho braçal na agricultura, longe dos telemóveis e de todos os outros mil gadgets tecnológicos que só os combustíveis fósseis tornaram possível..
 
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Dagerman

Tribuna Presidencial
1 Abril 2015
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Essa do mártir workaholic das 80h é assim, em 99,99% dos casos isso são estórias exageradas em que se lembram dum caso duma semana em que sim, trabalharam isso tudo, mas depois contam que foi assim todas as semanas, todos os meses, durante anos. Mitologia dos vencedores que depois podem dizer o que lhes apetece. Além disso, se pensares, isso não é verdadeiramente nada assim de tão extraordinário para, vamos dizer, uma mãe solteira. Um emprego de 40h e depois todos os tempos livres e fins de semana é a cuidar da criança. Até pode chegar a mais que 80h de trabalho. Isto para depois num curtíssimo tempo livre que tenha vai ter que ouvir num num podcast um gajo como o Jordan Peterson a dizer que as mulheres se calhar não querem ter tanto sucesso como os homens porque não estão dispostas a trabalhar 80h como os super homens empreendedores quando a desgraçada até está a trabalhar 120.

De 1M para 10mil é um racio de 100 para 1. Tanto eu como tu sabemos que o racio de pobres a tentar para ricos a tentar não é de 100 para 1. Logo aqui é um exagero falacioso. Para além de que eu no início da conversa não referi ricos nem pobres. Disse pessoas que podem ter uma ajuda familiar que as põe numa posição mais confortável para arriscar (pais que ajudam, uma partilha que deu um bocadito mais para o pé de meia). O que não é necessariamente ser rico.
As únicas pessoas que enriquecem a trabalhar, e mesmo aqui o enriquecer é muito relativo, são os tipos muito inteligentes e ambiciosos (materialmente). Esses podem sair do zero e chegar a CEOs duma big corporation e sacar umas boas dezenas de milhões por ano. Mas para ser rico a sério tem de se vir de famílias ricas e bem relacionadas. Tu podes chegar de "bate-chapas" a Salvador Caetano, mas não chegas a Bill Gates, e muito menos a Rotshchild. Por isso é que se chama CAPITALismo.
Uma das coisas que eu gosto no futebol (e no desporto em geral) é o facto de ser uma das raras áreas onde impera a mais pura meritocracia. Podes nascer na favela e morrer milionário. Mas obviamente nem o CR conseguiu amassar uma fortuna que impressione os verdadeiramente ricos.
 
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tocoolant

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7 Abril 2016
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As únicas pessoas que enriquecem a trabalhar, e mesmo aqui o enriquecer é muito relativo, são os tipos muito inteligentes e ambiciosos (materialmente). Esses podem sair do zero e chegar a CEOs duma big corporation e sacar umas boas dezenas de milhões por ano. Mas para ser rico a sério tem de se vir de famílias ricas e bem relacionadas. Tu podes chegar de "bate-chapas" a Salvador Caetano, mas não chegas a Bill Gates, e muito menos a Rotshchild. Por isso é que se chama CAPITALismo.
Uma das coisas que eu gosto no futebol (e no desporto em geral) é o facto de ser uma das raras áreas onde impera a mais pura meritocracia. Podes nascer na favela e morrer milionário. Mas obviamente nem o CR conseguiu amassar uma fortuna que impressione os verdadeiramente ricos.
Tanto no caso dos Bill Gates, como no dos Rotshchild como até no caso dos Salvadores Caetanos estamos a falar da excepção da excepção que não tem a mínima expressão estatística para servir de exemplo para o que quer que seja. Não são minimamente representativos da fatia da população que investe e tenta criar empresas e riqueza e tampouco serão um bom exemplo para substanciar um discurso do valor do mérito.

O meu foco nestas coisas nem acaba por ser uma caça às bruxas ao Rotshchild. Para mim é a rejeição de uma vaga de fundo que idolatra o empreendedorismo e que tem uma visão maniqueísta de que ou amas os Elons ou amas os subsídio dependentes. Há algo de tóxico nisto. Isto com toda a frequência descarrila num querer aniquilar qualquer estrutura de solidariedade de estado porque é ajudar os malandros. Para não falar que noutros casos desemboca mesmo no chauvinismo e xenofobia. O capitalismo sem um lado solidário em que, sim, haja uma parcela da riqueza que é dada incondicionalmente aos mais desfavorecidos não é capitalismo. É feudalismo.
 

tocoolant

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Os jovens climáticos podem festejar, já que por sorte o ataque ao Irão está a paralisar a produção e distribuição de um terço do petróleo mundial.
A única parte chata é que sem combustíveis fósseis não há economia, e muiito menos civilização industrial.
Mas no século XIX também se vivia, e em alguns aspectos até se estava melhor. Tenho a certeza que os jovens da geração Z iam adorar o trabalho braçal na agricultura, longe dos telemóveis e de todos os outros mil gadgets tecnológicos que só os combustíveis fósseis tornaram possível..
A transição terá que se fazer. Com ou sem guerra no Irão. Com avanços e recuos seguirá o seu caminho.

E quem andou a investir numa rede de fornecimento de energia que tem uma fatia das renováveis maior em breve colherá os seus frutos. Até dum ponto de vista estritamente economicista.
 

Dagerman

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1 Abril 2015
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A transição terá que se fazer. Com ou sem guerra no Irão. Com avanços e recuos seguirá o seu caminho.

E quem andou a investir numa rede de fornecimento de energia que tem uma fatia das renováveis maior em breve colherá os seus frutos. Até dum ponto de vista estritamente economicista.
A transição é inevitável porque os recursos fósseis não são infinitos e a população humana continua a aumentar. Ou diminui a população ou diminui o consumo, não há volta a dar. Em qualquer dos casos, não vai ser agradável. Quanto ao clima, não tem nada a ver com o assunto. É apenas tinta dourada para os jovens engolirem melhor a pílula do decrescimento.

Portugal investiu muito em renováveis e fez bem, mas é preciso ter noção de que as renováveis só produzem electricidade, e que em Portugal a electricidade representa apenas 20-25% do consumo total de energia, os outros 75% continuam a ser compostos por gás, petróleo e carvão.
 

marcometro

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16 Março 2015
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Por falar em energia, na Europa a presidente da comissão europeia fala agora na energia nuclear, acham que a Europa faz bem em avançar para o nuclear?
Do que sempre ouvi dizer penso que no nosso caso, europeu não temos petróleo nem gás seria uma boa solução, mas não sou a pessoa mais entendida no assunto, gostava de ouvir mais opiniões e de quem falasse com conhecimento
 

Dagerman

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Por falar em energia, na Europa a presidente da comissão europeia fala agora na energia nuclear, acham que a Europa faz bem em avançar para o nuclear?
Do que sempre ouvi dizer penso que no nosso caso, europeu não temos petróleo nem gás seria uma boa solução, mas não sou a pessoa mais entendida no assunto, gostava de ouvir mais opiniões e de quem falasse com conhecimento
Acho que a energia nuclear seria fundamental para a Europa, e devia ter-se apostado nisso em força há décadas.
Em vez disso, andou-se a demonizar o nuclear e a fechar centrais depois de Fukushima. Péssima ideia. Entretanto, os japoneses já reabriram algumas das centrais que fecharam em 2011, mas continuam a produzir muito menos do que produziam antes. Em 2011 produziam 30% da sua electricidade com as centrais, hoje nem aos 10% chegam. O que significa que ficaram mais dependentes da importação de combustíveis fósseis.
 
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Cheue

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Por falar em energia, na Europa a presidente da comissão europeia fala agora na energia nuclear, acham que a Europa faz bem em avançar para o nuclear?
Do que sempre ouvi dizer penso que no nosso caso, europeu não temos petróleo nem gás seria uma boa solução, mas não sou a pessoa mais entendida no assunto, gostava de ouvir mais opiniões e de quem falasse com conhecimento
sim, sem dúvida.

a Alemanha só fechou as centrais por uma questão de medo, por causa do que aconteceu no Japão.

foi um erro enorme.
 
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agora já existem reactores small modular, bem mais baratos e seguros.

a IA/data centers pedem imensa energia.

por isso sim, é de apostar.
 

tocoolant

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A transição é inevitável porque os recursos fósseis não são infinitos e a população humana continua a aumentar. Ou diminui a população ou diminui o consumo, não há volta a dar. Em qualquer dos casos, não vai ser agradável. Quanto ao clima, não tem nada a ver com o assunto. É apenas tinta dourada para os jovens engolirem melhor a pílula do decrescimento.

Portugal investiu muito em renováveis e fez bem, mas é preciso ter noção de que as renováveis só produzem electricidade, e que em Portugal a electricidade representa apenas 20-25% do consumo total de energia, os outros 75% continuam a ser compostos por gás, petróleo e carvão.
Já estou a ver... ficará para outro tópico.
 

sirmister

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A transição é inevitável porque os recursos fósseis não são infinitos e a população humana continua a aumentar. Ou diminui a população ou diminui o consumo, não há volta a dar. Em qualquer dos casos, não vai ser agradável. Quanto ao clima, não tem nada a ver com o assunto. É apenas tinta dourada para os jovens engolirem melhor a pílula do decrescimento.

Portugal investiu muito em renováveis e fez bem, mas é preciso ter noção de que as renováveis só produzem electricidade, e que em Portugal a electricidade representa apenas 20-25% do consumo total de energia, os outros 75% continuam a ser compostos por gás, petróleo e carvão.
Carvão é praticamente 0.

A eletricidade pode representar uma percentagem grande em Portugal porque somos um pais pobre e a caminhar para ser ainda mais pobre, sem industria relevante que é onde os fosseis são mais necessários.

O solar está a ser aposta, está barato neste momento, conheço uma empresa que tem uns 200 empregados e eles conseguem nos 4-5 meses com mais sol ser autossuficientes em termos energéticos, e são uns 200-250 Mwh mensais. E no residenciais as baterias estão atualmente tambem muito baratas, e passa muito pelos edifícios.
 

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Tanto no caso dos Bill Gates, como no dos Rotshchild como até no caso dos Salvadores Caetanos estamos a falar da excepção da excepção que não tem a mínima expressão estatística para servir de exemplo para o que quer que seja. Não são minimamente representativos da fatia da população que investe e tenta criar empresas e riqueza e tampouco serão um bom exemplo para substanciar um discurso do valor do mérito.

O meu foco nestas coisas nem acaba por ser uma caça às bruxas ao Rotshchild. Para mim é a rejeição de uma vaga de fundo que idolatra o empreendedorismo e que tem uma visão maniqueísta de que ou amas os Elons ou amas os subsídio dependentes. Há algo de tóxico nisto. Isto com toda a frequência descarrila num querer aniquilar qualquer estrutura de solidariedade de estado porque é ajudar os malandros. Para não falar que noutros casos desemboca mesmo no chauvinismo e xenofobia. O capitalismo sem um lado solidário em que, sim, haja uma parcela da riqueza que é dada incondicionalmente aos mais desfavorecidos não é capitalismo. É feudalismo.
Dizes isso tudo, ao mesmo tempo que idolatras o empreendorismo ao ponto de achares que 99,99% dos empresários não se matam a trabalhar para manter empresas abertas e crescer que é tudo facil é só lá aparecer e os empregados explorados fazem o trabalho..
 

Dagerman

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Carvão é praticamente 0.

A eletricidade pode representar uma percentagem grande em Portugal porque somos um pais pobre e a caminhar para ser ainda mais pobre, sem industria relevante que é onde os fosseis são mais necessários.

O solar está a ser aposta, está barato neste momento, conheço uma empresa que tem uns 200 empregados e eles conseguem nos 4-5 meses com mais sol ser autossuficientes em termos energéticos, e são uns 200-250 Mwh mensais. E no residenciais as baterias estão atualmente tambem muito baratas, e passa muito pelos edifícios.
O consumo de petróleo ainda é maior no sector dos transportes do que na Indústria.
Acredito que o transporte particular vai ser cada vez mais penalizado e "desencorajado", seja pelo preço ou por via duma regulamentação qualquer. Haverá muito menos carros, mas em compensação haverá mais partilha, boleias, bicicletas, motorizadas e transportes públicos. Isto para os pobres/remediados. Para os ricos haverá excelentes carros eléctricos japoneses.
 

sirmister

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O consumo de petróleo ainda é maior no sector dos transportes do que na Indústria.
Acredito que o transporte particular vai ser cada vez mais penalizado e "desencorajado", seja pelo preço ou por via duma regulamentação qualquer. Haverá muito menos carros, mas em compensação haverá mais partilha, boleias, bicicletas, motorizadas e transportes públicos. Isto para os pobres/remediados. Para os ricos haverá excelentes carros eléctricos japoneses.
Não vejo isso muito na mobilidade, mas podem ir aumentando a quantidade de carros eletricos, até pelo numero dos que vão chegando ao mercado de usados, os ev hoje em dia já estão relativamente baratos ( depois se avariarem é que fodeu mas pronto), mas os carros a gasolina/diesel ainda ai vão andar muitas decadas.

Os Japoneses não apostaram muito nos eletricos ainda, eles estão mais nos hibridos, e a toyota nos hibridos está com soluções top apesar de caras, ter um yaris hibrido que faz consumos de 4 l/100 em uso misto é muito bom.

Os chineses é que são os reis dos eletricos, e sem tarifas metiam cá carros eletricos a menos de 10K.
 
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Dizes isso tudo, ao mesmo tempo que idolatras o empreendorismo ao ponto de achares que 99,99% dos empresários não se matam a trabalhar para manter empresas abertas e crescer que é tudo facil é só lá aparecer e os empregados explorados fazem o trabalho..
Criticar um exagero não é defender o exagero oposto.
 

radiohead

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9 Julho 2025
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Tanto no caso dos Bill Gates, como no dos Rotshchild como até no caso dos Salvadores Caetanos estamos a falar da excepção da excepção que não tem a mínima expressão estatística para servir de exemplo para o que quer que seja. Não são minimamente representativos da fatia da população que investe e tenta criar empresas e riqueza e tampouco serão um bom exemplo para substanciar um discurso do valor do mérito.

O meu foco nestas coisas nem acaba por ser uma caça às bruxas ao Rotshchild. Para mim é a rejeição de uma vaga de fundo que idolatra o empreendedorismo e que tem uma visão maniqueísta de que ou amas os Elons ou amas os subsídio dependentes. Há algo de tóxico nisto. Isto com toda a frequência descarrila num querer aniquilar qualquer estrutura de solidariedade de estado porque é ajudar os malandros. Para não falar que noutros casos desemboca mesmo no chauvinismo e xenofobia. O capitalismo sem um lado solidário em que, sim, haja uma parcela da riqueza que é dada incondicionalmente aos mais desfavorecidos não é capitalismo. É feudalismo.
É estúpido colocares o nome do Salvador Caetano ao lado desses nojentos.

O Salvador Caetano foi um homem que veio do nada, que subiu a pulso. Quem o conheceu, sabe perfeitamente que era um homem humilde e que tratava muito bem os seus funcionários, um Rui Nabeiro do Norte.

Percebo o que queres dizer e até concordo como regra geral, mas estás mesmo a pegar numa excepção, em alguém que é o mais próximo possível de uma "meritocracia", se sequer acreditarmos nela. Portanto, pelo homem que foi, é mesmo um exemplo.

Tens tantos cabrões ricos em Portugal e vais pegar logo em alguém que não o era. Nem sequer podemos dizer que fazia parte da elite, mesmo quando já era riquíssimo.