Há imensas formas de racismo não apenas pela cor da pigmentação da pele mas pelas culturas diferentes, opções sexuais etc. diria até sotaques dentro do mesmo país exemplo o nosso. Aquilo que não nos é comum leva-nos a uma rejeição numa 1ª fase e caso não façamos uma reflexão podemos entrar em caminhos perigosos.
Quanto maior for a falta de cultura mais ela pode penetrar nas pessoas.
O sentimento tribal continua a existir mesmo passados tantos milhares de anos desde que há humanos.
O Clubismo é uma forma tribal, de forma diferente mas é.
O clubismo é tribalismo puro, sim senhor, é sensação de pertença, de identidade, mas não é racismo.
Eu identifico-me com o Porto porque é um clube em que o lema é "ter de ser melhor dentro de campo, muito melhor que os outros, para ganhar", meritocracia pura, enquanto outros identificam-se com um clube cujo lema é "somos mais, somos da capital, somos mais civilizados e bonitos, merecemos por isso ganhar sempre e só se nós ganharmos seja lá como for é que há verdade desportiva".
Não há racismo, há apenas confronto de mentalidades, há naturalmente aversão, ódio até, entre as várias tribos do futebol.
No limite pode até dizer-se que há uma luta entre o bem e o mal.
Como portista, olhando para tudo o que acontece dentro dos campos e principalmente fora deles, sinto, sem achar que estou a ser maniqueista, que estou do lado do bem, porque a meritocracia e o ganhar limpo fazem parte do bem, e que os outros, os que dão lições de mau comportamento e racismo ao mundo inteiro, a começar no presidente, passando pelo treinador e jogadores, e a terminar nos adeptos, estão do lado do mal.