É um treinador de ferolho, da escola do catenaccio, uma táctica de outrora, caída em desuso, onde este treinador jovem se foi curiosamente inspirar.
Tacticamente Farioli é um treinador aquém. Criou um belo bunker e montou-se nele. Processo ofensivo é que nada. O posicionamento táctico do nosso xadrez em campo, a partir do meio campo é deficiente. E vê-se isso em todos os jogos. Fluidez zero. Fio de jogo zero. Os jogadores estão estáticos, as movimentações são inexistentes, o jogo é sempre pastoso e lento, nunca dá azo ao ataque ou contra ataque rápidos. A Construção de jogo e organização ofensiva é zero. Futebol desorganizado, aos repelões (que dá azo a lesões e ao desgaste brutal dos jogadores), sem um pingo de criatividade. Mas, criatividade individual só sobressai quando há organização, quando há processos, quando há um plano, coisa que não há. Temos então um Porto brilhante na defesa e um Porto à Octávio Machado no ataque. Que pena. Não é possivel jogarmos o restante do campeonato desta maneira, de batalha campal em batalha campal todas as semanas, não importa quem seja o adversário. Os processos são sempre os mesmos. E obviamente que a equipa está super desgastada/esvaziada/mirrada com isso.
Sobre Farioli, na sua personalidade: gosto dele. É calmo, não perde a compostura, expressa-se bem nas conferências e fala abertamente. Outro treinador mais grunho ontem estaria esbaforido a culpar o céu e a terra, a tentar meter pressão no árbitro. O Farioli manteve-se composto, em controlo emocional, de forma inquebrável. É um ponto positivo a seu favor.
O rapaz é novo, tem 36 anos, e eu espero sinceramente que não se deixe estagnar neste modelo e que consiga evoluir a sua ideia de jogo na parte ofensiva, pois é uma pena que se mantenha agarrado meramente à vertente defensiva. Precisa de reflectir, estudar outros modelos, trabalhá-los e aprimorá-los. Tem que dedicar uma pré-época inteira a trabalhar nisso. A trabalhar nas saídas com bola, nas movimentações passando a linha do trinco para a frente. Alargar jogo nas alas, apostar na velocidade nos flancos, ter jogadores no miolo com grande percentagem de acerto de passe e que saibam fazer circulação de bola. Jogar largo, obrigar o adversário a abrir as linhas, em vez de se jogar espremido e afunilado em 10 metros de largura e 2 de profundidade quando ataca.
Que Farioli nos leve a este campeonato e que saiba crescer, é o que lhe desejo.
Tacticamente Farioli é um treinador aquém. Criou um belo bunker e montou-se nele. Processo ofensivo é que nada. O posicionamento táctico do nosso xadrez em campo, a partir do meio campo é deficiente. E vê-se isso em todos os jogos. Fluidez zero. Fio de jogo zero. Os jogadores estão estáticos, as movimentações são inexistentes, o jogo é sempre pastoso e lento, nunca dá azo ao ataque ou contra ataque rápidos. A Construção de jogo e organização ofensiva é zero. Futebol desorganizado, aos repelões (que dá azo a lesões e ao desgaste brutal dos jogadores), sem um pingo de criatividade. Mas, criatividade individual só sobressai quando há organização, quando há processos, quando há um plano, coisa que não há. Temos então um Porto brilhante na defesa e um Porto à Octávio Machado no ataque. Que pena. Não é possivel jogarmos o restante do campeonato desta maneira, de batalha campal em batalha campal todas as semanas, não importa quem seja o adversário. Os processos são sempre os mesmos. E obviamente que a equipa está super desgastada/esvaziada/mirrada com isso.
Sobre Farioli, na sua personalidade: gosto dele. É calmo, não perde a compostura, expressa-se bem nas conferências e fala abertamente. Outro treinador mais grunho ontem estaria esbaforido a culpar o céu e a terra, a tentar meter pressão no árbitro. O Farioli manteve-se composto, em controlo emocional, de forma inquebrável. É um ponto positivo a seu favor.
O rapaz é novo, tem 36 anos, e eu espero sinceramente que não se deixe estagnar neste modelo e que consiga evoluir a sua ideia de jogo na parte ofensiva, pois é uma pena que se mantenha agarrado meramente à vertente defensiva. Precisa de reflectir, estudar outros modelos, trabalhá-los e aprimorá-los. Tem que dedicar uma pré-época inteira a trabalhar nisso. A trabalhar nas saídas com bola, nas movimentações passando a linha do trinco para a frente. Alargar jogo nas alas, apostar na velocidade nos flancos, ter jogadores no miolo com grande percentagem de acerto de passe e que saibam fazer circulação de bola. Jogar largo, obrigar o adversário a abrir as linhas, em vez de se jogar espremido e afunilado em 10 metros de largura e 2 de profundidade quando ataca.
Que Farioli nos leve a este campeonato e que saiba crescer, é o que lhe desejo.

