Não sei se alguém já comentou aqui mas achei estranho as palavras simpáticas do Peixoto para com o jogo. Não reclamou de nada, deu os parabéns e admitiu que fomos melhores... 
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FC Porto 3 |
Gil Vicente 0 |
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| Jan 26, 2026 at 08:15 PM | |||
Ele viu - assim como todos os experts no desporto nacional - que o FCP ganhou (mais uma vez) simplesmente por sorte e como se sabe, contra o destino nada se pode fazer.Não sei se alguém já comentou aqui mas achei estranho as palavras simpáticas do Peixoto para com o jogo. Não reclamou de nada, deu os parabéns e admitiu que fomos melhores...![]()
Depois vem a conversa deliciosa do “não me lembro de nenhuma reviravolta”. Não te lembras? Problema teu.Aí tens amigo. Deixo a nota de que o Chatgpt sabe usar parágrafos e pontuação, ao contrário do nosso amigo Neerlandês.
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O texto que acabaste de citar é o retrato perfeito do adepto que se auto-proclama “lúcido”, “sem palas” e “acima da carneirada”, mas que na prática está apenas a fazer uma ginástica retórica desesperada para validar uma implicância pessoal com o treinador. É o clássico discurso do iluminado: começa por dizer que “não olha para resultados”, passa meia dúzia de parágrafos a reinterpretar todos os resultados como fraude cósmica, e acaba convencido de que só ele e mais dois eleitos conseguem ver o óbvio que escapa a milhares.
A ladainha é sempre a mesma. “Só o Gil na primeira meia hora”, “o Diogo foi dos melhores”, “penáltis caídos do céu”, “expulsões fortuitas”. Ou seja, tudo o que acontece a favor do Porto é sorte, acaso ou intervenção divina; tudo o que acontece contra é prova irrefutável de incompetência estrutural. Não há aqui análise, há um filtro ideológico: o jogo real não interessa, interessa o guião pré-escrito. Se o Porto ganha controlando mal, é porque não joga nada; se ganha controlando bem, é porque o adversário era fraco; se perde, é a confirmação profética. É impossível falhar quando a conclusão vem antes dos factos.
Depois vem a conversa deliciosa do “não me lembro de nenhuma reviravolta”. Não te lembras? Problema teu. A memória seletiva não é argumento táctico. E mesmo que fosse verdade (não é), desde quando é que não virar jogos invalida um modelo? Há equipas campeãs que quase nunca começam a perder. Isso chama-se eficácia defensiva e gestão de risco, não “táctica do cagaço”. Mas claro, dizer “cagaço” dá mais likes do que perceber dinâmicas de jogo sem bola, controlo territorial ou gestão emocional do adversário.
A parte da Liga Europa então é ouro puro. Um grupo “facílimo”, adversários “do 31.º para baixo”, tudo “refugo da Europa”, mas curiosamente ninguém ganha jogos europeus com camisolas e ranking no papel. O mesmo adepto que durante anos chorou porque o Porto apanhava grupos difíceis agora desvaloriza tudo o que aparece porque… convém à narrativa. Ganhar ao Salzburgo no fim é sorte; dominar períodos inteiros e gerir o jogo fora é irrelevante; perder com o Nottingham (que tem orçamento e intensidade de Premier League) é prova de falência civilizacional. Coerência zero, convicção máxima.
E depois há o momento mais hilariante: a nostalgia seletiva do Sérgio Conceição, usada não para o elogiar, mas como espantalho. As “foguetadas para o Marega” eram uma vergonha, mas as bolas longas para o Borja agora são “a mesma coisa mas mais requintada”. Ou seja: quando não gostas do treinador, o conceito é tosco; quando gostavas (ou finges que gostavas), era identidade competitiva. Não há aqui pensamento, há birra. E atenção: ninguém obriga a gostar do Farioli. O problema é fingir análise quando se está apenas a destilar ranço.
A cereja no topo do bolo é o ataque ao “povo do estádio”, que canta pelo treinador. Isto diz tudo. O adepto iluminado não só sabe mais que os jogadores, como sabe mais que quem está lá, que vê ao vivo, que sente o pulso do jogo. Ele, do sofá e da televisão mística que só ele parece ter, é que percebe. Os outros são cegos, amblíopes, básicos, comentadores de pós-resultado. Um elitismo patético, típico de quem confunde pessimismo com inteligência.
No fundo, este texto não desmonta o Porto, não desmonta o Farioli e não desmonta o jogo contra o Gil. Desmonta apenas o próprio autor. É um monólogo de frustração travestido de lucidez, uma sucessão de frases inflamadas sem hierarquia, sem critério e sem proposta. Porque repare-se: não há uma única alternativa concreta. Não há modelo sugerido, não há ajustes claros, não há soluções. Só há um ruído constante a dizer “isto vai correr mal”. Profecia não é análise. Desconfiança não é visão.
Portanto não, isto não é um adepto “sem palas”. É um adepto com umas palas diferentes: as da implicância, da memória seletiva e da necessidade quase física de ter razão no dia em que tudo correr mal. Até lá, cada vitória é um incómodo, cada golo é um acidente, cada ponto é um engano estatístico. E isso diz muito mais sobre quem escreve do que sobre o Porto que está em primeiro e continua a ganhar, mesmo quando joga pior.
Passar bem. E cuidado com essa televisão milagrosa: se só mostra desgraças quando o Porto ganha, pode ser defeito de fabrico.
Sim, porque os treinadores, principalmente mouros, costumam a reconhecer a superioridade do adversário com esta facilidade. Ainda por cima num jogo em que sofre um penalti e uma expulsão.Ele viu - assim como todos os experts no desporto nacional - que o FCP ganhou (mais uma vez) simplesmente por sorte e como se sabe, contra o destino nada se pode fazer.
Saliento esta parte:Depois vem a conversa deliciosa do “não me lembro de nenhuma reviravolta”. Não te lembras? Problema teu.
pá, ri-me muito.
Eu quero ver é a largatada a lidar com o nosso processo defensivo. Nós se empatarmos esse jogo continuaremos com 8 pontos de avanço para o segundo classificado. O jogo do Dragão é muito mais decisivo para eles do que para nós.Quero ver esta equipa com a lagartada!
Processo ofensivo digno da distrital!
Sim, podem criticar e rir!!
Sem problema!
