André Villas-Boas - Presidente

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27 Julho 2017
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  • Lucho González
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Que é isto que estão a falar no now? Tou num sítio onde só tem imagem, não tem som. Mas pelos vistos porto faz queixa de varandas e acusa-o de manipular história
 

Y_Chippo

Tribuna Presidencial
1 Setembro 2012
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  • Lucho González
  • Bobby Robson
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  • Jardel
Meu Deus. Já não é possível gabarmo-nos por conseguir um Frohold antes dos grandes clubes, que não ajudam muito no crescimento dos jogadores. Imaginem o Frohold no Real Madrid ou Chelsea: andava em empréstimos durante 2–3 anos.
Olha a fanfarronice. Temos jogo na 4a.
Já chegou aquele espectáculo deprimente no aeroporto que quase custou 3 pts nos Açores.
 

panenka

Tribuna Presidencial
2 Fevereiro 2015
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  • Cubillas
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Teve dificuldade quando deixou de ter liquidez e parceiros para ter liquidez.

O FC Porto não teve dificuldades de adaptação por falta de visão ou por não perceber para onde o jogo caminhava. Teve dificuldades quando lhe retiraram as ferramentas financeiras que sustentavam o modelo. A chamada “morte” dos passes partilhados foi, na prática, o primeiro tiro nesse ciclo. Foi estrutural. Sem liquidez própria e sem parceiros para diluir risco, o modelo deixou de ser exequível. E o clube ficou perdido. Muito perdido.

Enquanto conseguiu, o FC Porto foi talvez o clube europeu que melhor explorou o filão sul-americano, chegava cedo, comprava barato, formava, potenciava e vendia pelo triplo ou mais. Não porque fosse mais rico, mas porque chegava antes dos outros e sabia assumir risco quando os grandes ainda não queriam ou não podiam. E tivemos vários tiros ao lado.

Quando esse contexto desapareceu, o clube teve de se reinventar, e isso já tinha acontecido antes. A equipa de 2002/2003 é o melhor exemplo, construída quase toda no mercado interno, não por opção estratégica “romântica”, mas porque não havia liquidez para ir buscar talento fora. E mesmo assim correu muito bem, porque havia competência desportiva, leitura do contexto e capacidade de extrair rendimento máximo dos recursos disponíveis.

Depois de 2004, logo que voltou a existir alguma folga financeira, o Porto regressou imediatamente à América do Sul.

A partir do momento em que os grandes passaram a ir diretamente à fonte, pagando à cabeça e retirando intermediários do caminho, esse foi o verdadeiro grito de morte do modelo. Não porque o Porto deixou de saber identificar talento, mas porque deixou de conseguir fechar operações. Sem liquidez, qualquer negociação fora dos mercados tradicionais e sem os parceiros YPZ, tornava-se um exercício quase impossível, salários mais altos, prémios de assinatura, percentagens futuras exigidas à partida, concorrência direta de clubes que não precisavam de vender depois.

O resultado foi inevitável, o Porto ficou refém de uma teia, preso aos mercados onde ainda conseguia operar sem capital imediato, mercado interno, oportunidades de ocasião na Europa, jogadores em fim de contrato ou em contextos de desvalorização. Sempre que conseguia identificar talento fora desse eixo, a concretização era lenta, difícil e muitas vezes perdida para quem chegava com dinheiro imediato.
O fim dos passes partilhados foi o grande tiro ao FC Porto. Foram os passes partilhados que permitiram criar a equipa que ganhou a Liga Europa em 2011.
 

MarcioTeixeira

Tribuna Presidencial
27 Novembro 2013
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  • André Villas-Boas
  • Jardel
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  • Alfredo Quintana
Do muito que foi melhorado com a sua chegada, a parte da comunicação para os sócios, adeptos melhorou muito também. Ainda agora estive a ver o que foi colocado no Facebook do clube relacionado com a chegada do Pietuszewski. Curioso como irá a ser os conteúdos do canal do clube.
 
Última edição:

panenka

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2 Fevereiro 2015
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O fim dos passes partilhados foi para todos os clubes. Começou-se a comprar jogadores para enncher os bolsos e nao para acrescentar qualidade.
So que os outros clubes Já estavam mais avançados nas infraestruturas e não tinham a nossa rede de contactos no Brasil.
 

Tiago_Oliveira_10

Bancada central
10 Março 2020
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  • José Maria Pedroto
  • André Villas-Boas
  • Jorge Costa
Do muito que foi melhorado com a sua chegada, a parte da comunicação para os sócios, adeptos melhorou muito também. Ainda agora estive a ver o que foi colocado no Facebook do clube relacionado com a chegada do Pietuszewski. Curioso como irá a ser os conteúdos do canal do clube.
A comunicação de assuntos da equipa sénior é muito fácil de manter, o problema é quando descemos degraus para as modalidades, futebol feminino e para a comunicação dos sócios com o clube. Basta tentar resolver assuntos através da linha de apoio ou ir à loja do associado para levar com a resposta: 'mande um e-mail para resolver o assunto'.

Os funcionários do clube que tratam do apoio ao sócio são do pior que há, não querem trabalhar, atrasam processos, nunca sabem de nada. A culpa é de quem não os despediu a todos. Estavam habituados com a administração anterior a não fazer nada.
 

brunovale1893

Arquibancada
18 Setembro 2025
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Olha a fanfarronice. Temos jogo na 4a.
Já chegou aquele espectáculo deprimente no aeroporto que quase custou 3 pts nos Açores.
A sério que as dificuldades nos Açores tiveram que ver com o apoio no aeroporto? Achas que isso teve a mínima influência nos jogadores? E os outros jogos em que não houve aeroporto e sentimos as mesmas dificuldades?
Que exagero!
 

ChamaDoDragao

Tribuna
13 Maio 2016
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O Farioli já está claramente a mais aqui no clube.
Nota-se que muitos adeptos estão descontentes pois 16 vitórias em 17 é simplesmente um desrespeito pela história recente do clube, dos vários tiros nos pés e em que qualquer um nos fazia frente. Sinceramente, Senhor Presidente..esta renovação não tem jeito nenhum.
 

brunovale1893

Arquibancada
18 Setembro 2025
376
438
O fim dos passes partilhados foi o grande tiro ao FC Porto. Foram os passes partilhados que permitiram criar a equipa que ganhou a Liga Europa em 2011.
"O Tribunal do Dragão inicia hoje uma série de publicações sobre um tema que consegue ser sempre tema de discussão e ao mesmo tempo tabu: os fundos de transferências e as terceiras partes nos negócios. Quanto dinheiro o FC Porto já perdeu com isto? Era mesmo necessário recorrer a fundos? Quem está por trás dos fundos de transferências?
Depois de ter ganho a Taça UEFA, em julho o FC Porto comprou 20% de Deco a Jorge Mendes por 2,25 milhões de euros e cedeu ainda 5% de Paulo Ferreira e 5% de Ricardo Carvalho. No mês seguinte, comprou mais 15% por 1,25 milhões de euros e cedeu 10% de McCarthy, que tinha acabado de custar 7,856 milhões de euros. O FC Porto detinha, assim, 83,33%, pois ainda cedeu 1,67% do passe à First Portuguese Football Players Fund.

No início de 2004, o FC Porto alienou os passes de 11 jogadores de uma só vez, por 6,165 milhões de euros. A saber: Paulo Machado (16,67%), Ivanildo (16,67%), Vieirinha (16,67%), Ricardo Costa (13,33%), Hugo Almeida (16,67%), Deco (1,67%), Pedro Mendes (16,7%), Paulo Ferreira (10%), Ricardo Carvalho (12,5%), Bruno Moraes (10%) e Benni McCarthy (13,33%). Nunca foi relevada a quantia correspondente a cada percentagem. Mas enquanto o FPFPF garantiu que a percentagem mais baixa era de 1,67% e a mais alta de 16,67%, o FC Porto, no comunicado à CMVM, disse que a mais baixa era 2,5% e a mais alta 25%... Uma diferença nunca justificada.

Em setembro do mesmo ano, mesmo após o FC Porto ter ganho a Liga dos Campeões e registado as maiores receitas da história do clube, nova alienação de passes. Desta vez, foram 2,5 milhões por 9% de Quaresma, 8,5% de Diego, 2,5% de Carlos Alberto, 10% de Pepe e 8% de Seitaridis. Em 2004-05, segundo a Deloitte, o FC Porto teve receitas de 110 milhões de euros (lucro de 25 milhões), mais do que Benfica (49,7) e Sporting (34,2) juntos. Havia necessidade de alienar aqueles passes? Não, de todo. Foi uma operação destinada a servir as necessidades ou os interesses do FC Porto? Não.
Recuemos mais atrás, ao verão de 2004, quando o FC Porto vendeu Deco, Paulo Ferreira e Ricardo Carvalho. Foi noticiado e declarado que a operação rendeu 71 milhões de euros, dos quais 6 milhões correspondentes ao passe de Quaresma. Mas a verdade é que o proveito líquido destas três operações situou-se apenas nos 46 milhões de euros.


O FPFPF recebeu 2 milhões por Paulo Ferreira, 350 mil euros por Deco e 3,75 milhões de euros por Ricardo Carvalho, fora a parte de Jorge Mendes. Só com estes três nomes já cobriram o «investimento» nos 11 jogadores do FC Porto.

No início de 2008, o FC Porto fechou a ligação ao fundo e teve que readquirir as restantes percentagens que a FPFPF detinha, tendo pago 1,6 milhões de euros por Ricardo Quaresma (9%), Paulo Machado (16,7%), Ivanildo (16,7%) e Vieirinha (16,7%).

Neste primeiro balanço à ligação do FC Porto aos fundos de transferências, concluímos que o FC Porto encaixou 8,665 milhões de euros ao alienar parte dos passes de 16 dos seus futebolistas em 2004. Uma verba que, face aos bons resultados financeiros em 2002-03 e 2003-04, pelas conquistas na UEFA e pelas maiores receitas em transferências da história do futebol português, não era necessária para a subsistência e custos correntes da SAD.

Já o FPFPF, depois de ter investido os 8,665 milhões de euros, encaixou... 14,51 milhões de euros. Conclui-se assim que o primeiro fundo a que o FC Porto teve ligação deu um prejuízo de 5,845 milhões de euros à SAD. Tudo isto no tempo em que a política despesista era bem mais contida. A justificação para que a ligação ao FPFPF fosse encerrada, aliás, foi pelo FC Porto entender que a «partilha de risco» não se justificava. Ah, como os tempos mudam..."

(Tribunal do Dragão)