Actualidade Internacional

sirmister

Tribuna Presidencial
21 Março 2008
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  • Março/22
  • Abril/19
Concordo a cem por cento que o objectivo das elites é meter os pobres contra os miseráveis. E admito que este tipo de denúncias contribui involuntariamente para essa agenda política. Mas não acho que haja propriamente manipulação.
E é perfeitamente compreensível que um irlandês que está na merda fique ressentido por o seu governo gastar milhões a ajudar estrangeiros em vez de ajudar primeiro os nacionais. Podes chamar-lhes racistas, eu chamo-lhes simplesmente humanos. A caridade deve começar em casa, sempre achei.
Daqui a 10 anos vai ser interessante quando se fizer uma comparação entre a Dinamarca, Portugal, Suecia e a Polonia e a Irlanda.
 

bluemonday

Bancada central
4 Maio 2024
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  • Reinaldo Teles
  • José Maria Pedroto
Primeiro cmeçou com SJW, mas isso é muito 2015, passou a snowflake, mas isso era muito 2017 e então adotou-se o woke, que lá no início queria dizer "atento às injustiças e problemas da sociedade" aliás originalmente era "stay woke" e foi popularizado se não me engano pela cantora Erykah Badu.
Hehehe, não sei se foi no HI5 ou no Facebook, mas um tipo que eu não conhecia de lado algum chamou-me de SJW, há uns 15 anos. Lembro-me que nunca tinha ouvido falar dessa merda e fui pesquisar. Até então, pensei que isso era algo positivo, defensores da justiça social.

Tenho saudades da era em que o maior motivo de gozo se devia ao facto de alguém (homem) ouvir Britney Spears ou Timberlake.
 
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Dagerman

Tribuna
1 Abril 2015
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A ver se Europa se aproxima da China e baixa as tarifas sob EV's.
Se a UE baixa as tarifas sobre os EV chineses, a indústria automóvel europeia fica reduzida ao segmento de luxo, já que o mercado dos veículos de classe média seria completamente tomado pelos chineses. Isso era bom ou mau? Depende do ponto de vista.
 

Manageiro de futból

Tribuna Presidencial
25 Julho 2007
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Esmoriz
Concordo a cem por cento que o objectivo das elites é meter os pobres contra os miseráveis. E admito que este tipo de denúncias contribui involuntariamente para essa agenda política. Mas não acho que haja propriamente manipulação.
E é perfeitamente compreensível que um irlandês que está na merda fique ressentido por o seu governo gastar milhões a ajudar estrangeiros em vez de ajudar primeiro os nacionais. Podes chamar-lhes racistas, eu chamo-lhes simplesmente humanos. A caridade deve começar em casa, sempre achei.

Não confundo racismo com ressentimento.

O racismo ficou evidente quando ele mencionou que poderia rezar na mesquita e o desprezo que se sucedeu. Que também se manifestou quando ele expressou, de forma simpática, que se sentia irlandês— como faria qualquer estrangeiro que se refere ao país que o acolhe e onde se sente bem —e que foi recebido com comentários de repulsa. O tom das reações ao vídeo sugere que, se pudesse, o comentador expulsaria o sírio a pontapés, refletindo o sentimento geral ali presente. Não houve a preocupação em conhecer a família, ver onda vivia, o que fazia durante os dias. Nada. Apenas ódio.

O ressentimento, por outro lado, é algo distinto. Deve ser direcionado a quem está numa posição superior, não àqueles que estão em situação mais vulnerável. Quando o ressentimento se volta contra os mais fracos, deixa de ser legítimo e transforma-se em covardia e falta de empatia.
 
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Edgar Siska

Presidente da Associação Ódio Eterno ao Panelas
9 Julho 2016
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Ao pé da praia
  • Alfredo Quintana
  • Maio/21
  • Junho/22
  • Agosto/22
Hehehe, não sei se foi no HI5 ou no Facebook, mas um tipo que eu não conhecia de lado algum chamou-me de SJW, há uns 15 anos. Lembro-me que nunca tinha ouvido falar dessa merda e fui pesquisar. Até então, pensei que isso era algo positivo, defensores da justiça social.

Tenho saudades da era em que o maior motivo de gozo se devia ao facto de alguém (homem) ouvir Britney Spears ou Timberlake.
Um dos meus melhores amigos era fã da Britney, se disessem mal dela tipo "é uma choca que só faz playback" ele ficava bastante chateado.
Ir no carro dele era um terror.
 

Dagerman

Tribuna
1 Abril 2015
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Não confundo racismo com ressentimento.

O racismo ficou evidente quando ele mencionou que poderia rezar na mesquita e o desprezo que se sucedeu. Que também se manifestou quando ele expressou, de forma simpática, que se sentia irlandês— como faria qualquer estrangeiro que se refere ao país que o acolhe e onde se sente bem —e que foi recebido com comentários de repulsa. O tom das reações ao vídeo sugere que, se pudesse, o comentador expulsaria o sírio a pontapés, refletindo o sentimento geral ali presente. Não houve a preocupação em conhecer a família, ver onda vivia, o que fazia durante os dias. Nada. Apenas ódio.

O ressentimento, por outro lado, é algo distinto. Deve ser direcionado a quem está numa posição superior, não àqueles que estão em situação mais vulnerável. Quando o ressentimento se volta contra os mais fracos, deixa de ser legítimo e transforma-se em covardia e falta de empatia.
Já percebo, tu focaste-te sobretudo nos comentário do vlogueiro, ao passo que eu só prestei atenção à parte da entrevista com o sírio.
Dos comentários do autor do vídeo, só ouvi os dois primeiros, o resto passei à frente porque já tinha percebido o POV.
Pelo sim pelo não, note to self: não partilhar vídeos que nãotenha visto na íntegra, para não correr o risco de estar a "subscrever" mensagens com que posso não concordar inteiramente..
 

Vlk

Tribuna Presidencial
3 Junho 2014
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Lisboa
Nasci depois de o último filme da trilogia clássica ter saído. Logo, o primeiro SW que vi no cinema foi o Ameaça Fantasma, e era puto. Daí não achar que os filmes sejam propriamente maus, quer dizer, o Ataque dos Clones (II) para mim é o pior, pois o CGI envelheceu muito mal. Quanto ao III, já tinha idade para distinguir o bom cinema do mau e gostei imenso. Também havia gostado dos outros, mas foi com o Revenge of the Sith que vi a diferença notória de qualidade.

O meu problema não tem que ver com o facto de ser uma mulher a personagem principal. É com a questão de o realizador, produtores e screenwriters terem feito de propósito para a tornar numa personagem perfeita, com o claro objetivo de "lacrar" e fazer sinalização de virtude, arruinando a coerência de toda a saga e atraiçoando as premissas básicas da mesma.

No fundo, são três imbróglios interdependentes. Um filme progressista usa e abusa de uma boa história e respeita os factos passados para passar a sua mensagem; um filme "woke" desrespeita aqueles que são os princípios basilares para lavar a imagem de uma empresa e demonstrar ao público em geral o quão boa é.

O ponto é: a problemática não reside na qualidade, na mensagem a passar, mas sim no método utilizado para a fazer passar.

O JJ Abrams e a Kathleen Kennedy assumidamente queriam construir a Rey tal qual ela se revelou nos filmes. Para isso, fizeram o seguinte:

1. Destruíram a coerência da saga, eliminando o princípio essencial da mesma: o Anakin Skywalker foi o escolhido, conforme a profecia - através da sua redenção, trouxe o equilíbrio para o universo. Escolheu morrer por amor, sacrificou-se ao assassinar o Imperador Palpatine. A volta deste último de uma forma inexplicável até hoje, aliada à manifestação da Rey como uma espécie de nova escolhida, tornaram toda a história do Anakin inútil.

2. A Rey é uma personagem que, sem qualquer treino, consegue sempre atingir os seus objetivos e vencer os rivais mais fortes. Quantas vezes não derrotou o Kylo Ren, por exemplo? Personagem esse com anos de treino, através do mestre mais poderoso do universo, que é o Luke Skywalker.

3. A Rey revela ter poderes que nenhum outro personagem tem, nem o próprio Anakin. Como raios consegue ela curar alguém mediante a força?

4. Todos os outros personagens são apresentados como estúpidos ou incompetentes em algum momento, quais sejam o Finn, o Poe, o Luke Skywalker, a Leia, etc. A única personagem que nunca erra e que salva sempre o dia é a Rey.

5. O Luke precisa de treino do Obi Wan e do Yoda para vencer o Vader. A Rey não precisa de treino algum para vencer o Kylo Ren e só precisa de um ano de treino para vencer o Palpatine.

6. Não existe qualquer progressão na história dela. A personagem é-nos apresentada como perfeita a priori - a primeira vez que a vemos no ecrã é em tudo semelhante à última. Não possui quaisquer erros, qualquer conflito, qualquer profundidade.

7. Em suma, foi criada uma personagem perfeita justamente porque é uma mulher. A ideia sempre foi a seguinte: vamos introduzir uma personagem feminina que seja superior a todos os outros, para demonstrar que uma mulher é tão ou mais capaz que um homem. Este pensamento por si só não é erróneo, nem teria qualquer incompatibilidade noutro contexto qualquer. A razão de ordem para as críticas assenta no facto de se tratar de uma saga com décadas, com uma história longa e cheia de nuances.

8. Imaginemos agora que a Rey era uma nova personagem feminina, vinda do nada, que vai treinando e treinando até se tornar tão poderosa como a vemos no último filme. Nem sempre toma a escolha certa e tem muitas dificuldades num período inicial. No entanto, no final de tudo, consegue restabelecer o equilíbrio para o universo, de um modo que não torne a redenção do Anakin inútil. Concomitantemente, prova que as mulheres podem ser tão ou mais fortes que os homens, surgindo como uma figura de inspiração para milhões de meninas (e até para meninos) e alterando o discernimento de muitas pessoas. Isto é progressismo; o que descrevi no ponto 7 é wokismo.

Repito: o objetivo ou a qualidade é a mesma, o método é que é distinto.
Não tenho essa paixão nem essa ligação afetiva com a saga. Mas por isso mesmo acho que estou suficientemente distanciado para ver que nada do que criticas é novo no cinema. Por exemplo, comparado com o Anakin o Luke tb não aprende a usar a força estupidamente mais depressa? O Luke não destrói a Death Star com uns "15 dias" de treino tb?

Cenas inverosímeis e virtue signaling é um dos maiores clichés de Hollywood, desde sempre. Gajos que só porque são "bonzinhos" deppis de levarem porrada de meia noite até aos ultimos 10 minutos conseguem a proeza de rebentar com uma infinidade de "maus" mesmo no limite para lançarem os créditos do filme. Isso sempre foi o pão nosso de cada dia.
Só nos anos 80 e principalmente 90 se quebrou um bocado esse padrão.

Uma das fontes de inspiração do SW é LOTR que eu adoro (todo o universo Tolkien). O que é o LOTR se não virtue signaling adaptado às virudes culturais da época? Até com um ligeiro toque racista. Mas o que é o Hobit (o livro) no meio daquele Universo? um livro infantil completamente desenquadrado de todo o ritmo das restantes Histórias. Vou condenar o Tolkien por isso?

Em relação ao wokismo já enerva um bocado, é uma adjectivação vazia usada por quem tem poucos recursos de argumentação. Basicamente serve para desculpar a misogenia, o racismo e a homofobia latentes. E se foi preciso o wokismo para termos filmes como o Call me by your name, o Promissing young woman e o Retrato de uma rapariga em chamas, ainda bem que existe wokismo.
 
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Edgar Siska

Presidente da Associação Ódio Eterno ao Panelas
9 Julho 2016
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Ao pé da praia
  • Alfredo Quintana
  • Maio/21
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  • Agosto/22
Espero que tenhas feito uma de duas coisas:
1) educado musicalmente o teu amigo
2) estrangulado o teu amigo (tipo para acabar com o sofrimento dele).
Curiosamente era mesmo a unica panca anormal musical dele, o resto ele gostava de música que no geral tinha a meu ver qualidade.
Mas tinha aquela pancada.

E eu, como bom amigo, sempre que estava com ele xingava a dita forte e feio.
Até as minhas namoradas o xingavam "cuidado nós vamos direitinho mas tu não tenhas um acidente a ouvir esse belo rouxinol afónico" a que se seguia a resposta "vê se controlas a tua mulher que não admito insultos à minha Britney".
 

Dagerman

Tribuna
1 Abril 2015
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Curiosamente era mesmo a unica panca anormal musical dele, o resto ele gostava de música que no geral tinha a meu ver qualidade.
Mas tinha aquela pancada.

E eu, como bom amigo, sempre que estava com ele xingava a dita forte e feio.
Até as minhas namoradas o xingavam "cuidado nós vamos direitinho mas tu não tenhas um acidente a ouvir esse belo rouxinol afónico" a que se seguia a resposta "vê se controlas a tua mulher que não admito insultos à minha Britney".
OK era uma fixação erótica, assim já se compreende melhor e é perfeitamente desculpável. Quem nunca fantasiou com uma cantora pimba que atire a primeira pedra.
 
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MiguelDeco

MiguelDeco

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2 Setembro 2013
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  • Hulk
  • Alfredo Quintana
Miguel fdx...Musk a esta hora do dia...é um géniozinho da tecnologia. Só isso.
Agora anda na política a fazer figuras ridículas, a dizer coisas absurdas, protegido por uma administração cujo nível é o fundo do poço.

Volto para o cinema.
Voltemos ao cinema então.. Eu sei que gostas de cinema, e julgo que aprecias, como eu, a obra do herzog.. Que dizes deste filme..??


É um grande filme ou não? que importância teve o facto do Aguirre ser o Kinski? Deixa de ser um grande filme porque o realizador escolheu um alemão para fazer a obra?

1743662925587.png

É isso que discute hoje em dia quando vemos o papel genial que ele teve? Não, é óbvio que não.
 
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SUPERMLY

Tribuna Presidencial
14 Setembro 2017
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Lê bem o que ele escreveu. O filme é woke porque uma pessoa conseguiu dominar a força em 15 dias. Isto é o paradigma do wokismo percebes? Controlou depressa de mais um poder oculto de um filme fantástico, e isso é woke.
Não.
É porque toda uma mensagem dos 6 filmes foi subvertida para agradar a opinião pública ou ficar bem na foto.
 

SUPERMLY

Tribuna Presidencial
14 Setembro 2017
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Discussões do género têm algo de constrangedor. Pessoas crescidas, calculo, a descabelarem-se por personagens ficcionais, ficcionadas, opções artísticas, filmes, argumentos, elencos... textos atrás de textos, vídeos atrás de vídeos... é uma série que tem uma mulher como protagonista, um personagem que muda de aparência, uma qualquer mudança que frustra expectativas, que contrasta com opções anteriores... o ponto a que se chegou.
Quando se exagera de um lado, vem o exagero do outro oposto
 

Vlk

Tribuna Presidencial
3 Junho 2014
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Não.
É porque toda uma mensagem dos 6 filmes foi subvertida para agradar a opinião pública ou ficar bem na foto.
Não foi isso que ele escreveu. Basta ler o exemplo que deu logo a seguir sobre o míudo do Real. Foi preciso alguém o lembrar que o exemplo só faria sentido sendo uma míuda.
 
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